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Conselho Nacional de Educação promove consulta pública sobre uso de IA em salas de aula
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Publicado por Micaela Soares em 21/05/2026
Fotografia de uma sala de aula moderna voltada para tecnologia e inteligência artificial. Cerca de 15 estudantes adolescentes, usando camisetas azul-marinho, participam de diferentes atividades em grupo. Em primeiro plano, cinco alunos estão sentados ao redor de uma mesa branca utilizando notebooks. Sobre a mesa há pequenos equipamentos tecnológicos, como câmeras, sensores, peças de robótica e um braço robótico articulado. No centro da sala, um monitor exibe gráficos e diagramas relacionados a redes neurais e classificação de objetos.  Ao lado dos estudantes, uma professora de blusa azul-marinho e um professor de camisa verde acompanham as atividades e conversam com os alunos. Ao fundo da sala, outros grupos utilizam computadores e tablets. Em uma das mesas laterais há equipamentos de reconhecimento facial conectados a pequenos tripés.  A sala é ampla, iluminada por grandes janelas com vista para árvores e outros prédios escolares. Nas paredes há quadros brancos com fórmulas e anotações, além de cartazes com temas ligados à inteligência artificial e inovação. Um quadro ao fundo traz a mensagem “Bem-vindos ao Laboratório de IA”.
Imagem gerada por IA

O Conselho Nacional de Educação (CNE), vinculado ao Ministério da Educação (MEC), abriu na última terça-feira,19 de maio, uma consulta pública sobre diretrizes para uso da inteligência artificial no ambiente escolar. A consulta é aberta a professores e à sociedade civil de forma geral.

Com as ferramentas de inteligência artificial cada vez mais presentes no dia a dia, educadores defendem uma regulamentação que garanta o uso da IA como instrumento de apoio, sem afetar a centralidade humana nos processos de ensino e aprendizagem.  

Proposta estabelece níveis de risco para o uso da IA na educação 

CNE 02

O texto do CNE prevê o estabelecimento de diretrizes para o uso da inteligência artificial na educação, buscando definir limites entre o esforço dos estudantes e a atuação das máquinas. Para orientar professores e instituições, foram definidos três níveis de risco, representados pelas cores de um semáforo: 

  • Baixo risco: quando a IA é utilizada como apoio em atividades cotidianas, como correção ortográfica, organização de materiais, elaboração de planos de aula e revisão de textos; 
  • Risco moderado: quando a IA atua diretamente no processo pedagógico, como no caso de assistentes acadêmicos virtuais; 
  • Alto risco ou risco excessivo: quando a tecnologia impacta diretamente a vida acadêmica dos estudantes, como em correções e monitoramento de provas. 

O documento também proíbe o uso da inteligência artificial para avaliar o perfil psicológico dos alunos com fins de punição, expulsão ou aprovação, reforçando que essas decisões devem permanecer sob responsabilidade humana. 

Para participar da consulta pública, acesse a plataforma Brasil Participativo. O prazo para contribuições vai até 17 de junho. 

Após o período de consulta, o relatório ainda será votado no plenário do CNE antes de ser homologado pelo Ministério da Educação. 

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