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Campo Grande e seu alto potencial para o desenvolvimento
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Publicado por Luís Alberto Prado em 27/12/2013

igrejacgCampo Grande é um bairro de terras planas, cercadas por montanhas a leste e pela bacia do Rio Guandu a oeste. Faz limite com Paciência, Cosmos e Inhoaíba; Guaratiba, Vargem Grande e Jacarepaguá; Senador Camará, Senador Vasconcelos, Santíssimo e Bangu; além de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Em 2000, ocupava a 82ª posição entre os bairros da cidade em relação ao Índice de Desenvolvimento Humano, com IDH de 0,810.

Toda essa natureza espalhada por 119 quilômetros quadrados foi área de engenhos de açúcar, chegando ao final do século XIX com um grande número de chácaras e sítios arrendados a pequenos lavradores, preservando ainda resquícios de zona rural. Distante 45 quilômetros do centro da cidade, possui 328.370 habitantes, de acordo com o Censo 2010, sendo considerado o bairro mais populoso do município do Rio de Janeiro. Seu desenvolvimento urbano ocorreu a partir do entorno da Igreja de Nossa Senhora do Desterro, cujo atrativo era a oferta de água do poço que existia perto da paróquia original, considerada marco histórico da ocupação territorial da área.

Fundado em 17 de novembro de 1603, Campo Grande hoje se caracteriza pela presença da classe média, com porções de classe média alta. Sua ocupação se deve, sobretudo, aos inúmeros trabalhos desenvolvidos pelos padres jesuítas.

Inicialmente, a extensão de terras que vai do Rio da Prata até Cabuçu era habitada por índios picinguaba, que a chamavam de iaraquã. Após a fundação da cidade do Rio de Janeiro, em 1565, o território passou a pertencer à grande Sesmaria de Irajá. Desmembrada desta em 1673, a área foi doada pelo governo colonial a Manoel Barcelos Domingos, dono de vasta propriedade que se estendia até o Gericinó. Possui imigração predominantemente lusitana.

Historicamente, Campo Grande notabilizou-se por ter se desenvolvido de forma independente do resto do município – nasceu com espírito empreendedor. Dos engenhos de açúcar passou para as culturas de café, de legumes e verduras, de laranjas até a avicultura. Desde os primeiros anos do século XX e até os anos 40, Campo Grande foi considerado a grande região produtora de laranjas, o que lhe rendeu o nome de Citrolândia.

A partir da década de 1950, com a abertura da Avenida Brasil, a região passa a integrar-se à malha urbana, com a proliferação de loteamentos – situação que se estende aos dias atuais, em que se destaca pelo crescente processo de industrialização. Hoje apresenta grande potencial para o desenvolvimento de polos de gastronomia, turismo ecológico e crescimento da indústria imobiliária, com a criação de imóveis residenciais.

Igreja Matriz de Campo Grande

A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Desterro, construída no centro de Campo Grande, é um exemplo da chamada arquitetura religiosa brasileira. Sua história está relacionada ao período de produção agrícola, época das fazendas produtoras e exportadoras de laranja. Por iniciativa do padre Francisco da Silveira Dias, a capela original foi erguida em 1673, em área doada pela família Barreto. Já no século XVIII, foi erguida a igreja atual, em estilo barroco colonial brasileiro, na mesma área da antiga capela. Foi quando se deu a fundação da paróquia, em 12 de janeiro de 1755. Ao longo dos séculos, a igreja sofreu acréscimos e modificações, principalmente no início do século XX, depois que o templo passou por um incêndio. Coincidentemente, a Igreja Matriz de Campo Grande (de 1673) foi totalmente destruída por outro incêndio, em outubro de 1882, e reconstruída rapidamente pelo esforço do padre Belisário dos Santos.

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