A partir da segunda metade do século XIX, Campo Grande começou a receber um número maior de moradores e visitantes, com a implantação de uma estação da Estrada de Ferro D. Pedro II (1878). Ao facilitar o acesso e o povoamento, o transporte ferroviário transformou aquela região tipicamente rural em urbana. Em 1894, a empresa privada Companhia de Carris Urbanos ganhou a concessão para explorar a linha de bondes a tração animal, possibilitando que as localidades mais distantes da região fossem alcançadas. Mais um item favorecendo o desenvolvimento urbano interno.
Em 1915, os bondes a tração animal deram lugar aos elétricos, que percorriam 48 quilômetros, partindo do centro de Campo Grande para Pedra de Guaratiba, Ilha de Guaratiba e Rio da Prata. Isso permitiu maior mobilidade e integração dos núcleos semiurbanos já formados. Sem contar que esse evento acentuou o adensamento do centro do bairro e estimulou o florescimento de um intenso comércio interno, de certa forma independente, adquirindo características tipicamente urbanas. O serviço durou até outubro de 1967, quando os bondes foram extintos em Campo Grande.
Durante o governo do presidente Washington Luís, na década de 1930, a Estrada Real foi incorporada à antiga Estrada Rio-São Paulo. Este fato integrou Campo Grande ao tecido urbano da cidade. Logo após a Segunda Guerra Mundial (1946), a abertura da grande Avenida Brasil, uma das maiores vias urbanas em extensão, aproximou ainda mais a região do restante da cidade.
Criada para escoar a produção das indústrias cariocas, a nova via não teve o fluxo esperado, durante a década de 1950. A criação da Rodovia Presidente Dutra, ligando o Rio a São Paulo, desviou o fluxo de mercadorias para outra direção e a região ficou estagnada, em termos de adensamento e desenvolvimento industrial.
Atualmente, o bairro conta com o Terminal Rodoviário de Campo Grande, um dos principais da Zona Oeste. Já no transporte ferroviário, a população depende da Estação Campo Grande, o segundo ramal de trens urbanos mais importante da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O sistema é operado pela SuperVia. Além disso, conta com importantes acessos rodoviários ao centro da cidade. O principal ainda é a velha conhecida Avenida Brasil. Já a Avenida Cesário de Melo (antigo Caminho Imperial) interliga a localidade a Santa Cruz e, por sua vez, a Estrada Rio-São Paulo conecta o bairro a Seropédica.