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A quase cidade de Campo Grande
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Publicado em 27/12/2013
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A ocupação territorial do vale que começava no Rio da Prata e terminava no Cabuçu, do final do século XVI até meados do século XVIII, foi lenta, apesar do intenso trabalho dos jesuítas, encerrado quando foram expulsos do país pelo Marquês de Pombal, em 1759. Os religiosos foram responsáveis por importantes obras de engenharia, como estradas, pontes e inúmeros canais de captação de água para irrigação, drenagem e contenção da planície, sempre sujeita às enchentes dos rios Guandu e Itaguaí.

Seu nome, dado pelos jesuítas, surgiu por causa da extensão de terra entre os limites da Freguesia de Nossa Senhora do Desterro. Como a região era nitidamente uma área rural, os aglomerados humanos formados durante quase três séculos ficaram restritos às proximidades das fazendas e engenhos e às pequenas vilas de pescadores ao longo da costa. Já no final do século XVIII, a Freguesia de Campo Grande começou a prosperar.

A atual Igreja Matriz de Campo Grande, hoje inteiramente remodelada no seu interior, originou-se da antiga Capela de Nossa Senhora do Desterro.

Formação urbana

Campo Grande, nos primeiros anos da década de 1940, era considerado o “Império da Laranja”. Porém, inicialmente, desenvolveu-se na região o cultivo da cana-de-açúcar e a criação de gado bovino.

As terras que iam do atual bairro de Deodoro e passavam por Bangu e Cosmos faziam parte das paragens conhecidas como o “Campo Grande”. A região (do Rio da Prata ao Mendanha) teve como primeiros moradores os índios picinguaba (refúgio dos peixes, em tupi-guarani). Mas o lugar começou mesmo a progredir a partir de 1878, quando foi inaugurada a Estação de Campo Grande, que pertencia à Estrada de Ferro Central do Brasil. Desde então, a comunicação tornou-se mais rápida para o centro da cidade, e o bairro iniciou sua marcha rumo ao vertiginoso desenvolvimento que o transformaria numa verdadeira cidade.

Coincidência ou não, em 1968, o então governador do estado da Guanabara, Francisco Negrão de Lima, promulgou a Lei n° 1.627/68, de 14 de junho de 1968 (projeto de autoria do deputado Frederico Trotta), reconhecendo Campo Grande como cidade. Apesar disso, a localidade ainda é tida como um bairro do Rio de Janeiro.

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