Boas Práticas
Nosso projeto teve como objeto:
A prática surgiu da observação dos trabalhos desenvolvidos na C.M. Mané Garrincha I (5ª CRE), em Marechal Hermes, Zona Norte do Rio, que privilegiaram a interação das crianças, o convívio sadio, a participação ativa das famílias e as necessidades e vivências observadas na comunidade.
Procuramos mostrar que é possível trabalhar o socioemocional de crianças de creche por meio do diálogo e da escuta em momentos de rotina como na hora da história e na rodinha que acontece dentro e fora de sala de aula.
Observamos e entrevistamos as crianças do Maternal II da Creche nessa prática. Utilizamos como metodologia abordá-las em seus momentos livres e onde quer que estivessem desenvolvendo atividades com autonomia. Registramos tudo isso por fotos, cujo foco foi captar as expressões e ações dessas crianças, articulando, no andamento do projeto, os campos de experiência da prática e as professoras da unidade escolar.
Estas, por sua vez, promoveram atividades lúdicas e interativas como rodas de conversa, contação de histórias, brincadeiras coletivas, jogos cooperativos, musicalização, dramatização com fantoches, podcasts e oficina com as famílias, tendo em vista o desenvolvimento da inteligência emocional e o desenvolvimento educacional, cultural e social das crianças.
Como suporte teórico, foram trabalhadas as teorias da Emoção, de Wallon, e da Inteligência Emocional (IE), de Goleman, enfatizando a importância de a criança saber lidar com suas emoções e aprender a gerir atos conflituosos no seu cotidiano.
Tivemos como resultado desse projeto uma equipe ainda mais comprometida em desenvolver práticas e atividades significativas e em pesquisar e incluir novas brincadeiras e experiências para as crianças. Ressaltam nessa iniciativa a sucessão de falhas e aprendizados que permitiram e permitem à equipe, até hoje, entender o ato de ensinar como uma construção diária semelhante ao crescimento de cada criança.
Também conseguimos criar um ambiente de aprendizagem mais favorável, com uma evolução no comportamento das crianças e interações mais harmônicas entre elas no compartilhamento de brinquedos e materiais.
Foi muito bom vê-las felizes no espaço da instituição, autônomas e motivadas na execução de tarefas em grupo e mais confiantes nas tomadas de decisão.
Registros