
Alemanha – Banhado pelos mares Báltico e do Norte, o país de Bach e Beethoven, da Floresta Negra, da caverna mais colorida do mundo (a Feengrotten) e do maior PIB da Europa é do tamanho do Mato Grosso do Sul e tem uma população equivalente a de toda a região Sudeste brasileira: cerca de 85 milhões de habitantes. Com 29 prêmios Nobel de Física, 28 de Química e 22 de Medicina, é a pátria de vários cientistas e filósofos – como Leibniz, Kant, Hegel, Marx, Einstein, Planck e muitos outros – que impactaram o pensamento e o conhecimento da humanidade. Lá, no século XVI, a imprensa foi inventada e se deu o início do movimento conhecido como Reforma Protestante, que questionou o poder da Igreja Católica e culminou com a criação de novas religiões cristãs.
Grandes apreciadores de carne de porco, pão e cerveja, os alemães produziram múltiplas técnicas de transformação dessas iguarias e bebida. Na Alemanha existem cerca de 1.500 tipos de salsichas diferentes, mais de mil variedades de pães e umas 5 mil marcas de cerveja. A festa mais popular e tradicional do país, a Oktoberfest, atrai cerca de 6 milhões de pessoas, anualmente. Ela acontece em Munique desde 1810, quando o príncipe da Baviera e a princesa da Saxônia convidaram toda a população da cidade para os festejos de seu casamento, que duraram vários dias.
Portugal – O Estado-Nação mais antigo da Europa é, aproximadamente, duas vezes maior que o Espírito Santo e tem uma população (de cerca de 10 milhões de habitantes) similar à do Paraná. Um de seus maiores símbolos, o Galo de Barcelos, tem origem na lenda de um peregrino, devoto de São Tiago, condenado à forca por um crime que não cometeu. Pouco antes de sua execução, foi à casa do juiz da cidade para dizer: “É tão certo eu ser inocente, como é certo esse galo assado, que está à sua mesa, cantar quando me enforcarem”. O juiz não deu bola, mas, logo depois, o galo assado cantou e ele correu a tempo de salvar o inocente. Anos depois, o peregrino mandou erguer, na cidade, o Cruzeiro do Galo, monumento que, hoje, encontra-se exposto no Museu Arqueológico de Barcelos.
Embora falemos a mesma língua, o significado de várias palavras usadas em Portugal soa estranho para nós, como é o caso de “portagem” (pedágio), “passadeira” (faixa de pedestre), “retrete” (vaso sanitário) etc. O país de Luís de Camões, dos ritmos do fado e do vira, do vinho do Porto e das freiras que usavam clara de ovo para engomar as roupas (e gema para fazer os doces, como o pastel de Santa Clara) é o maior produtor mundial de cortiça e abriga a ponte mais longa da Europa: a Vasco da Gama,sobre o estuário do Rio Tejo, com 17,3 quilômetros de comprimento.
Gana – Mais ou menos do tamanho de Rondônia, a terra do fufu, prato típico feito com banana da terra amassada e azeite de dendê, abriga o maior lago artificial do mundo, o Volta, que ocupa uma área quase duas vezes maior que a do nosso Distrito Federal. Ele é o resultado de uma barragem, feita no rio homônimo, que abastece de energia elétrica toda a população ganesa (cerca de 25 milhões de pessoas) e ainda exporta o excedente para as nações vizinhas. Na capital, Acra, há uma comunidade chamada Tabom – composta de descendentes de escravos brasileiros que retornaram à África entre 1830 e 1890 –, onde não é nada incomum encontrar famílias que têm Pelé como ídolo, ou sobrenomes como Santos e da Silva.
Um dos símbolos nacionais de Gana é o highlife, gênero musical nascido na primeira metade do século XX, que tem um toque de blues e que, com a influência do hip-hop, deu origem a um novo gênero híbrido: o hiplife. Outra marca registrada do país é o kente, tecido de algodão originalmente feito pela tribo Ashanti, que, no século XVIII, passou a desfazer a seda chinesa comprada dos europeus para retecê-la para os reis com a padronagem tribal. Os jogadores, todos negros, da seleção ganesa, a melhor classificada do continente africano na Copa de 2010, são chamados de black stars (estrelas negras).
Estados Unidos – Na nação mais poderosa do mundo, encontra-se o vulcão mais violento do planeta: o Yellow Stone, localizado no parque de mesmo nome, famoso por seus gêiseres e fontes termais. Os cientistas afirmam que ele ainda está vivo e é o responsável pelas maiores erupções já ocorridas na história da Terra, tendo provocado grandes alterações climáticas nos períodos posteriores às suas ocorrências. A população do país, cerca de 312 milhões de habitantes, é a maior consumidora de bacon do mundo. Esse gosto, provavelmente, contribui para que 35% dos adultos sejam obesos, embora também haja um número bastante expressivo de pessoas engajadas em atividades físicas e práticas esportivas. Afinal, se trata da nação que mais recebeu medalhas de ouro na história dos Jogos Olímpicos Modernos (1.017).
O país da maior indústria cultural do planeta – e também o que recebeu o maior número de prêmios Nobel (275) – tem uma trajetória de rejeição ao futebol, lá chamado de soccer. Certa vez, um colunista do jornal USA Today disse que “o ódio a esse esporte é uma característica mais norte-americana que a torta de maçã”. Mas essa história vem mudando. E muito rapidamente. Hoje, o futebol é o esporte de recreação mais praticado pelas crianças de lá, tanto por meninos como por meninas, sem falar que canais de TV estão investindo forte na popularização do campeonato nacional e na Copa do Mundo.
Bélgica – O menor país entre os participantes da Copa do Mundo de 2014 é um pouco maior que Alagoas e tem uma população de mais de 11 milhões de pessoas, aproximadamente a mesma do Rio Grande do Sul. Está dividido em três comunidades linguísticas: a flamenga, ao norte, que fala o holandês; a francesa, ao sul; e a germanófona, a leste, que fala o alemão. A capital, Bruxelas, hospeda as sedes da União Europeia, da Otan e de outras instituições internacionais. A Antuérpia, segunda maior cidade, é tida como o centro mundial de lapidação de diamantes. Em Leuven, ao norte, fica a sede da Inbev, maior empresa de cerveja do planeta, que controla cerca de 15% do mercado mundial e nasceu da associação entre a brasileira AmBev e a belga Interbrew. Além de achar que suas cervejas são as melhores, a população da Bélgica se considera a inventora da batata frita e a produtora dos mais saborosos chocolates.
Argélia – Banhado pelo Mar Mediterrâneo, o segundo país da África em dimensões territoriais é quatro vezes maior que a Bahia e tem uma população pouco menor que a dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro juntos: mais de 35 milhões de habitantes, quase todos muçulmanos. Segundo colocado na produção mundial de gás natural, exporta mais de metade de sua produção para a Europa, por meio de gasodutos. Cerca de 87% de seu território é coberto pelas areias do Deserto do Saara e possui mais de 300 monumentos históricos: de pinturas rupestres a vestígios de civilizações bérberes que se estabeleceram nos oásis; de ruínas romanas e fenícias a palácios mouros; das gigantescas mesquitas a imponentes catedrais construídas pelos colonizadores franceses e, ainda, cidades inteiras tombadas por seu patrimônio arquitetônico. Os ritmos típicos da Argélia, como o châabi e o rai, são uma mistura de sons andaluzes e cantos religiosos.
Rússia – A terra do balé Bolshoi, de compositores como Tchaicowsky e Stravinski e de escritores como Gogol, Tolstoi e Dostoievski vê sua população cada vez mais reduzida. Hoje, são cerca de 141 milhões de habitantes, quase 10 milhões a menos que no início do século. O Brasil cabe duas vezes dentro do território do maior país do mundo, que ocupa um terço da Ásia e quase 40% da Europa. É banhado pelos oceanos Índico, Pacífico e Glacial Ártico e abriga a cidade tida como a mais fria do planeta: Yakutsk, localizada na Sibéria e cuja temperatura atingiu -67,8ºC no inverno de 1933.
A Rússia é atravessada pelos Montes Urais, a cordilheira que delimita os continentes europeu e asiático. É nessa cadeia montanhosa que fica a Floresta de Komi, declarada patrimônio natural da humanidade pela Unesco, por ser a única área de vegetação virgem da Europa. Ela é formada pela taiga, um tipo de conífera (árvore com folhas em forma de cone) típica das regiões subárticas e característica de toda a vasta área norte do país. Cerca de 70% dos russos são católicos ortodoxos. Suas datas religiosas seguem o calendário juliano e não o gregoriano, adotado pelo Vaticano. Por isso, lá, o Natal é comemorado em 7 de janeiro. Já o Ano Novo é festejado duas vezes: na virada de 31 de dezembro, quando trocam presentes, e no dia 13 de janeiro, celebrado pelos seguidores da ortodoxia.
Coreia do Sul – Com um território aproximadamente do tamanho de Santa Catarina e uma população de quase 50 milhões de habitantes, sete vezes e meia maior que a desse estado, o país foi alçado à categoria de potência mundial no campo da tecnologia, graças ao grande investimento feito na educação. Além das escolas públicas, existe os hagwons, que funcionam como academias gratuitas de ensino, em todas as áreas do conhecimento: das línguas à matemática, dos esportes à filosofia.
Arqueólogos estimam que a Península Coreana é habitada há 500 mil anos, mas os historiadores defendem que o primeiro reino só surgiu por volta de 2.300 a.C. Uma das iguarias mais típicas do país é o kimchi, uma conserva de legumes (como acelga, nabo, cebolinha e pepino) temperada com pimenta e especiarias típicas. Fora o chá, a bebida mais popular é o soju, um fermentado à base de arroz, que pode incluir outros fermentados à base de leguminosas, como a batata-doce.