Início > Notícias > Como tornar a Matemática uma matéria atraente
Início > Notícias > Como tornar a Matemática uma matéria atraente
Como tornar a Matemática uma matéria atraente
Texto
Publicado por Larissa Altoé em 27/05/2015

prof e alunos legendaA E.M. Francis Hime, em Jacarepaguá, possui uma história de sucesso: 186 medalhas em Olimpíadas de Matemática (estaduais, nacionais e internacionais) e 6.6 no último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Apenas para lembrar, a nota de qualidade para o Brasil atingir no Ideb, em 2020, é 6.

Os bons resultados se devem, em grande parte, ao trabalho de Luiz Felipe Lins, professor de Matemática que procura fazer do ensino um desafio prazeroso.

Os recursos que utiliza são variados e vão desde a história da disciplina até jogos diversos, passando pela Educopédia, com um senso agudo do que seja educação: “Minha filosofia é construir conhecimento, não importa em que medida. Lógico que alguns assimilarão mais e outros, menos. Faz parte da vida. Mas todos devem ter a mesma chance de aprender”.

Defasagens devem ser sanadas

Um exemplo concreto foi o trabalho realizado com um grupo que chegou à escola para cursar o 6º ano, em 2009. A maioria era semialfabetizada, não sabia fazer as quatro operações, tinha problemas de {{dislexia} Perturbação na aprendizagem da leitura pela dificuldade no reconhecimento da correspondência entre os símbolos gráficos e os fonemas, bem como na transformação de signos escritos em signos verbais.} e {{discalculia} Dificuldade que apresentam algumas crianças de capacidade intelectual normal para aprender a realizar cálculos matemáticos.}. A partir de um projeto construído pelo grupo de professores, com apoio da Direção, conseguiram que todos chegassem ao 8º ano no mesmo nível das demais turmas.
Luiz Felipe Lins

O professor de Matemática lembra que “a cada aula tinha que chegar com algo que os fizesse crescer e se
sentirem capazes de realizar situações interessantes”. “Eles me fizeram buscar uma prática que não tinha na minha formação: aprender a construir conceitos das séries iniciais de forma eficiente, como o uso do Material Dourado, construir com dobras o Quadro Valor de Lugar, o uso da Régua de Cousinaire, Geoplano, etc.”

Aquela turma de 2009 não foi um caso isolado. Ano após ano, os profissionais da E.M. Francis Hime precisam agrupar alunos com defasagens no aprendizado transferidos para lá, para que possam receber atenção diferenciada e avancem. “Não adianta ensinar o conteúdo do 6º ano se a criança não aprendeu conceitos do 5º ou 4º ano.”

Jogos para ensinar

Mesmo nas turmas regulares, Luiz Felipe conta que não parte para um conceito novo sem que a maioria esmagadora tenha entendido o conceito anterior, sem ter explorado as diversas aplicações do que está ensinando. Para transmitir o conhecimento, usa jogos, rotineiramente, na sala de aula – tanto industrializados (Cara a Cara, Lig 4, Resta 1 e Contra Ataque) quanto os criados pelos próprios estudantes, sob sua orientação.

Em uma turma de 7º ano, por exemplo, divide os alunos em grupos de quatro ou cinco. Eles desenham o tabuleiro, pintam os pinos, recortam dados. Divertem-se e, ao mesmo tempo, aprendem a somar números negativos. Enquanto andam três casas para frente e duas para trás, assimilam que, como resultado final, avançam apenas uma casa.

O professor desperta o interesse da classe fazendo-os compreender que a Matemática faz – e fará – para sempre parte do seu cotidiano. Em vez do modelo tradicional de fórmulas, equações, conjuntos e afins, ele dá preferência ao raciocínio lógico. “Para que o cara precisa saber algarismos romanos tão a fundo? Como se escreve 5.037 em algarismos romanos? Eu não sei. E a Teoria dos Conjuntos? Quantas vezes nos lembramos dela depois que saímos da escola? Essa era a Matemática do século passado. Hoje, mudou tudo. O aluno tem que aprender a raciocinar, a pensar de maneira lógica. E isso vale para a vida, não é apenas uma lição matemática.”

MultiRio lança MultiLab, espaço de formação continuada com oficinas e en
A proposta reúne encontros presenciais com oficinas práticas, debates e rodas de conversa voltados à educação, comunicação, tecnologias, artes e cultura.
Notícias

MultiRio lança MultiLab, espaço de formação continuada com oficinas e encontros presenciais

A proposta reúne encontros presenciais com oficinas práticas, debates e rodas de conversa voltados à educação, comunicação, (...)

30/03/2026

Dia Internacional Contra a Discriminação Racial e os desafios para combater o racismo
Com o objetivo de combater o racismo, a data assegura os direitos humanos para todas as raças e etnias.
Notícias

Dia Internacional Contra a Discriminação Racial e os desafios para combater o racismo digital

Com o objetivo de combater o racismo, a data assegura os direitos humanos para todas as raças e etnias.

20/03/2026

MultiRio tem cinco iniciativas mapeadas no Mapa Brasileiro da Educação Midiátic
Reconhecimento inclui cinco iniciativas da empresa voltadas à cidadania digital, ao jornalismo estudantil e à educação midiática.
Notícias

MultiRio tem cinco iniciativas mapeadas no Mapa Brasileiro da Educação Midiática

Reconhecimento inclui cinco iniciativas da empresa voltadas à cidadania digital, ao jornalismo estudantil e à educação midiática.

06/03/2026

MultiRio abre inscrições para hub que reúne gestores públicos, organiza&
Iniciativa promove encontros e mentorias voltados ao desenvolvimento de propostas em educação e cultura, com inscrições gratuitas até 13 de março.
Notícias

MultiRio abre inscrições para hub que reúne gestores públicos, organizações e pesquisadores

Iniciativa promove encontros e mentorias voltados ao desenvolvimento de propostas em educação e cultura, com inscrições gratuitas (...)

25/02/2026

Mantenha-se atualizado com as iniciativas da MultiRio! Receba conteúdo exclusivo sobre educação, cultura e novas tecnologias aplicadas ao ensino, além das novidades sobre nossos projetos e produções.
Inscreva-se