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Boas Práticas
Educação das Relações Étnico-Raciais
Meninas que prototipam o futuro: educação climática antirracista no ensino fundamental
Informações
Relato
Resultados Observados
UNIDADES DE ENSINO
EM República do Peru - 3ª CRE
Rua Arquias Cordeiro 508 - Méier
Escola do Programa Bilíngue
Anos Finais

EM Bento Ribeiro - 3ª CRE
Rua Cônego Tobias 112 - Méier
Ginásio Educacional Tecnológico - GET
Anos Finais

EM Acre - 3ª CRE
Rua Santos Titara 50 - Todos Os Santos
Ginásio Educacional Tecnológico - GET
Anos Finais / Educação de Jovens e Adultos

EM Thomas Mann - 3ª CRE
Rua Ferreira de Andrade 195 - Cachambi
Unidade não vocacionada
Anos Iniciais / Anos Finais / Educação de Jovens e Adultos

EM Rio Grande do Sul - 3ª CRE
Rua Adolfo Bergamini 201 - Engenho de Dentro
Unidade não vocacionada
Anos Finais

AUTORES

MARIANA ALBUQUERQUE DE SOUZA

Bióloga, licenciada em Ciências Biológicas e bacharel em Biologia Ambiental pela Universidade Gama Filho (2005). Mestrado (2009) e doutorado (2018) em Ciências Biológicas (Botânica) pelo Museu Nacional/UFRJ, atuando nas áreas de Palinologia e Palinotaxonomia. Docente da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME-RJ), com experiência no Ensino Fundamental e na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Atualmente, atua como professora articuladora em Ginásio Educacional Tecnológico (GET), desenvolvendo práticas voltadas à inovação educacional, metodologias ativas, abordagem STEM, cultura maker, robótica e tecnologias digitais. É professora colaboradora nos projetos STEM Way e Meninas e Mulheres na RRD-ciência, tecnologia e educação para a redução de riscos de desastres socioambientais, no qual orienta estudantes em projetos de Iniciação Científica Júnior, promovendo a integração entre educação, ciência e tecnologia.

CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professor I Ciências

LUCIANA FERNANDES DIAS

Possui bacharelato e licenciatura em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e licenciatura em Matemática pela Universidade Castelo Branco. Possui ainda Especialização e Mestrado em Ensino de História. Atualmente é professora na Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro e na Secretaria Municipal de Educação do RJ. Tem experiência na área de Matemática e História, com ênfase em projetos de iniciação científica em carreiras de STEM, História e Cinema. É coautora do curta-metragem "Bela, recatada e do lar", premiado na Oficina Lanterna Mágica do Arquivo Nacional. É também autora do curta-metragem "Entre a História e a Memória". Atua como pesquisadora no projeto Meninas e mulheres na RRD- ciência, tecnologia e educação para a redução de riscos de desastres socioambientais.

CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professor I História

BARBARA LUCIANA DUARTE DO NASCIMENTO

Mestre em Formação Científica para professores de Biologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) / Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho. Especialista em Ensino de Ciências pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ). Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professora concursada da rede Municipal do Rio de Janeiro. Professora colaboradora do projeto de pesquisa Meninas e mulheres na RRD- ciência, tecnologia e educação para a redução de riscos de desastres socioambientais.

CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:PEF Ciências

MARCIA MAGALHAES MONTEIRO DA FONTE

Graduada em Ciências Biológicas, pela Faculdade Celso Lisboa, Mestre em Biologia Celular e Molecular pela FIOCRUZ e Pós Graduada em Gestão Ambiental pela Universidade Cândido Mendes e Instituto AVM. Experiência em Educação, Educação Ambiental no Ensino Fundamental e Biologia no Ensino Médio em Instituições Privadas, rede FAETEC e PROJOVEM. Docente do quadro permanente da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, atua como professora de Ciências. Foi Coordenadora Pedagógica em escola da Prefeitura do Rio de Janeiro. Atuou em área científica no Departamento de Fisiologia e Farmacodinâmica na FIOCRUZ, participando de projetos de pesquisa, cursos, palestras, congressos nacionais e internacionais. Atuou como Professora Embaixadora da Educopédia e Elaboradora de Questões p/ Máquina de Testes. Professora colaboradora do projeto Meninas e mulheres na RRD- ciência, tecnologia e educação para a redução de riscos de desastres socioambientais.

CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professor I Ciências

JOICE RODRIGUES MANSO ESTEVES

Bacharel e Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal Fluminense (2005 e 2006). Tem experiência nas áreas de Bioquímica, Biotecnologia e Biologia
Molecular. Foi Bolsista de Desenvolvimento Tecnológico Industrial - CNPq do Instituto Nacional de Tecnologia / MCT, onde atuou na Divisão de Química Analítica, com ênfase
na Produção de Biocombustíveis. Atualmente é professora de Ciências na Prefeitura do Rio de Janeiro, onde realiza atividades pedagógicas individuais e interdisciplinares
com ênfase em Tecnologia, Práticas Antirracistas e Desenvolvimento Sustentável. Também é Professora colaboradora do projeto de pesquisa Meninas e mulheres na RRD- ciência, tecnologia e educação para a redução de riscos de desastres socioambientais.

CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professor I Ciências

ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
8º ano
9º ano
OBJETIVOS
No âmbito do projeto de pesquisa Meninas e mulheres na RRD- ciência, tecnologia e educação para a redução de riscos de desastres socioambientais, foram desenvolvidas ações formativas voltadas à educação climática crítica e ao enfrentamento do racismo ambiental, ancoradas nas realidades vivenciadas pelas estudantes. As alunas participaram de rodas de conversa e debates orientados sobre a emergência climática, os efeitos das mudanças do clima no Brasil e a distribuição desigual dos riscos socioambientais. A partir dessas reflexões, foram mobilizadas a desenvolver protótipos e maquetes interativas que simulassem riscos e desastres ambientais, utilizando materiais de baixo custo. Os protótipos foram apresentados em feiras científicas e eventos públicos, como a Feira Maker da UVA e a Feira do Leitor (LER), além de exposições nas próprias escolas, fortalecendo o protagonismo das meninas e das professoras na educação climática e antirracista.
HABILIDADES
8º ano - Ciências - Avaliar a importância das ações humanas no aumento artificial da temperatura da Terra (queima de combustíveis fósseis, desmatamento, queimadas etc.) e selecionar propostas para a reversão ou controle desse quadro.
8º ano - Geografia - Conhecer a formação da sociedade e do território brasileiro, percebendo e valorizando suas diversidades étnico-culturais e patrimoniais ao destacar o papel dos povos indígenas e africanos.
8º ano - Geografia - Identificar as características físico-naturais das regiões Sudeste e Sul em diferentes tipos de representação espacial.
8º ano - História - Identificar e analisar a formação e distribuição histórico-geográfica do território da América portuguesa, considerando a diversidade dos grupos culturais e étnico-raciais.
9º ano - Ciências - Reconhecer o papel ativo de cada indivíduo como destruidor ou protetor da biodiversidade.
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Abril/2/20 até atualmente
PÁGINA(S) DA PRÁTICA/PROJETO NA INTERNET
O projeto Meninas e mulheres na RRD- ciência, tecnologia e educação para a redução de riscos de desastres socioambientais, é uma iniciativa da Universidade Veiga de Almeida (UVA), em parceria com o Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e financiamento da FAPERJ. Desenvolvido em cinco escolas municipais do Grande Méier, o projeto envolveu alunas bolsistas dos 8º e 9º anos, de 2020 a 2024. As oficinas semanais foram estruturadas com base na Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP) e na educação STEM, integrando ciência e tecnologia a debates sobre mudanças climáticas, riscos e desastres socioambientais. Inicialmente, as estudantes participaram de rodas de conversa e debates sobre a emergência climática, seus impactos no Brasil e os efeitos percebidos em seus territórios, favorecendo a contextualização do tema. Na etapa seguinte, as alunas foram convidadas a criar protótipos e maquetes interativas, fundamentadas na cultura maker, para simular riscos e desastres ambientais. Com materiais de baixo custo e eletrônica básica, abordaram diferentes eventos climáticos extremos: a E.M. Acre tratou de inundações; a E.M. Thomas Mann, de incêndios florestais; a E.M. Rio Grande do Sul, de deslizamentos de terra; a E.M. República do Peru, de desertificação; e a E.M. Bento Ribeiro, do derretimento das calotas polares. Durante o processo, as alunas aplicaram conceitos científicos sobre clima, meio ambiente e sistemas de alerta, além de desenvolver habilidades de planejamento, resolução de problemas, trabalho em equipe e comunicação. Os protótipos atuam como recursos de divulgação científica, tornando mais acessíveis fenômenos associados às mudanças climáticas. A prática dialogou com o Guia Educação para as Relações Étnico-Raciais, ao reconhecer que os impactos climáticos incidem de forma desigual sobre populações negras e periféricas, e se articulou aos princípios do projeto ao compreender a educação científica como instrumento de justiça social, que enfrenta o racismo ambiental e fortalece o protagonismo de meninas negras na produção de conhecimentos científicos. Essa diretriz se materializou na composição do grupo participante do projeto MMRRD, no qual a maioria das estudantes se autodeclarou negra. Dos 13 registros analisados, cerca de 70% correspondem a meninas pretas e pardas, evidenciando uma escolha pedagógica intencional, fundamentada na valorização da diversidade e na ampliação da presença de meninas negras nas ciências. Os resultados do projeto foram apresentados em feiras científicas e eventos públicos, como a Feira Maker da UVA, a Feira do Leitor (LER) e exposições nas próprias escolas. Alinhada ao Projeto Político-Pedagógico das unidades e aos ODS 4, 5, 10 e 13, a experiência evidenciou o potencial da prototipagem para uma educação climática crítica, inclusiva e antirracista.
A prática revelou alto engajamento das alunas, que demonstraram maior interesse e compreensão sobre os riscos e desastres socioambientais associados às mudanças climáticas em seus territórios. A metodologia mostrou-se adequada ao contexto escolar, ao integrar conteúdos científicos, tecnologias e realidades locais de forma significativa. Os objetivos foram plenamente alcançados: as estudantes aplicaram conceitos teóricos na construção de protótipos interativos e desenvolveram habilidades de investigação, resolução de problemas, colaboração e comunicação científica. A experiência fortaleceu o protagonismo das meninas, especialmente das alunas negras, ampliando sua presença nas ciências e promovendo reflexões sobre justiça climática e racismo ambiental. Os efeitos estenderam-se à comunidade escolar por meio de feiras e exposições, ampliando o acesso e a circulação de saberes científicos e socioambientais.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bello, A.; Estébanez, M. E. Uma equação desequilibrada: aumentar a participação das mulheres na STEM na LAC. 2019. Disponível em: https://www.britishcouncil.org.br/sites/default/files/policypapers-cilac-gender-pt.pdf. Acesso em: 17 dez. 2025.

Bezerra A. C.; Costa, C. M. Pele negra, algoritmos brancos: informação e racismo nas redes sociotécnicas. Liincem Revista, Rio de Janeiro, v. 18, n. 2, e6043, nov. 2022. Disponível em: https://revista.ibict.br/liinc/article/view/6043/5703. Acesso em: 17 dez. 2025.

Boffi, L. C.; Oliveira-Silva, L. C. Enfrentando as estatísticas: estratégias para permanência de mulheres em STEM. 2021. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/gerais/v14nspe/03.pdf. Acesso em: 17 dez. 2025.

DUQUE, R. C. S. et al. A cultura maker: e suas implicações no contexto educacional. 1ª ed. Vitória: Editora Educação Transversal, 2023. 158 p.

GUARIZE MEDEIROS, J.; MARTINS LOPES, W.; DA SILVA DÁVILA, E. Educação STEM no Brasil: As Perspectivas de Professores Participantes de um Curso Online de Formação Continuada. Revista Cocar, [S. l.], v. 18, n. 36, 2023. Disponível em:https://periodicos. uepa.br/index.php/cocar/article/view/6163. Acesso em: 17 dez. 2025

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Disponível em: https://brasil.un.org/sites/default/files/2020-09/agenda2030-pt-br.pdf. Acesso em: 17 dez. 2025.

REZNIK, G.; MASSARANI, L. Mapeamento e importância de projetos para equidade de gênero na educação em STEM.Cad. Pesqui., São Paulo, v.52, e09179, 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cp/a/5Lrds8ScpY44ckQy4M8MchB/.Acesso em: 17 dez. 2025.

RIO DE JANEIRO (RJ). Secretaria Municipal de Educação. MultiRio. Guia: Educação para as Relações Étnico-Raciais: 20 anos da Lei nº 10.639/03. Rio de Janeiro, 2023. Disponível em: https://www.multirio.rio.rj.gov.br/. Acesso em: 17 dez. 2025.

Viana, V. J; Nascimento, B. L. D.; Esteves, J. R. M.; Dias, L. F.; Souza, M. A.; Fonte, M. M.M. Meninas e Mulheres na RRD: Ciência, Tecnologia e Educação para a Redução de Riscos e Desastres. In: Exatas é com elas: tecendo redes no Estado do Rio de Janeiro.1 ed. Rio de Janeiro: Fundação Cecierj, 2022, v.1, p. 205-234. Disponível em:https://www.cecierj.edu.br/divulgacao-cientifica/elas-nas-exatas-tecendo-rede/. Acesso em: 17 dez. 2025.

UNESCO. Mapeamento de iniciativas de estímulo de meninas e jovens à área de STEM no Brasil. Brasília: UNESCO, 2022. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000380903. Acesso em: 17 dez. 2025.

Registros
IMAGENS
Equipe MMRRD reunida na LER- Feira do Leitor
Protótipos de riscos e desastres ambientais na LER- Feira do Leitor
Apresentação dos protótipos de riscos e desastres ambientais na LER- Feira do Leitor
Apresentação dos protótipos de riscos e desastres ambientais na Feira Maker da Universidade Veiga de Almeida (UVA)
Equipe MMRRD reunida na Feira Maker da Universidade Veiga de Almeida (UVA)
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