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Boas Práticas
Educação das Relações Étnico-Raciais
Medicina da floresta: tecnologia ancestral
Informações
Relato
Resultados Observados
UNIDADE DE ENSINO
EM Nereu Sampaio - 3ª CRE
Rua Nunes Viana - Inhaúma
Unidade não vocacionada
Anos Finais / Educação de Jovens e Adultos

AUTOR

DANIELLE E CASTRO SOARES

Danielle, professora de educação física da rede, pós-graduada em fisiologia do exercício pela UGF, graduada em licenciatura em Educação física pela UFRJ, graduanda em teoria da dança também pela UFRJ, participo e estudo há mais de 10 anos cultura popular, desde a corporeidade as práticas de diversas tecnologias que foram nos passada pela cultura oral e práticas de existência. Fiz cursos de ginecologia natural, utilização medicinal de ervas, aromaterapia, Yoga, danças afros, danças populares, danças de diversas etnias como ventre, cigana, etc., e junto a toda esta construção de conhecimento, também participo ativamente de alas coreografadas da Estação Primeira de Mangueira desde 2014. Participei este ano de uma delegação da Estação Primeira de Mangueira para estudos da cultura Amapaense, como uso das plantas em garrafadas e outras técnicas medicinais, assim como o entendimento da corporeidade das danças do Marabaixo e Batuque. Dançarina da Quadrilha do Sampaio.

CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:professora de educação física

ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
EJA I - Bloco 1
EJA I - Bloco 2
EJA II - Bloco 1
EJA II - Bloco 2
OBJETIVOS
Resgatar e valorizar os saberes ancestrais das culturas afrodiaspóricas e indígenas, sobre a utilização de plantas medicinais, integrando-as aos conteúdos "tradicionais" na área de ciências da natureza e educação física, promovendo uma visão decolonizada sobre saúde, sustentabilidade e a conexão com a cultura local. Também faz parte do projeto, o objetivo de sensibilizar para a importância da preservação ambiental e o papel que o entendimento sobre a cosmovisão dos povos pretos e indígenas que se entrelaçam a uma possibilidade de convívio sadio, com trocas equilibradas entre o homem e a natureza.
HABILIDADES
EJA I - Bloco 1 - Ciências - Reconhecer a nós, seres humanos, como parte da natureza, nossas relações com o ambiente e como nossas atitudes impactam o ambiente, em nossa sociedade e nas sociedades indígenas brasileiras, ao longo da história
EJA I - Bloco 1 - História/Geografia - Reconhecer a sua condição de sujeito histórico, produtor de cultura e participante dos diferentes grupos sociais que constroem a história das diferentes sociedades, especialmente considerando o Brasil, o Rio de Janeiro, as sociedades indígenas, afro-brasileiras e latino-americanas
EJA I - Bloco 2 - Ciências - Reconhecer a nós, seres humanos, como parte da natureza, nossas relações com o ambiente e como nossas atitudes impactam o ambiente, em nossa sociedade e nas sociedades indígenas brasileiras, ao longo da história
EJA II - Bloco 1 - Educação Física - Conhecer o seu corpo e atitudes promotoras de saúde, como a prática de exercícios físicos, os hábitos de higiene e a alimentação saudável.
EJA II - Bloco 1 - História/Geografia - Compreender a cidadania como um processo de ampla e irrestrita participação na sociedade, incluindo o exercício de seus direitos e deveres civis, sociais e políticos
EJA II - Bloco 2 - Ciências - Compreender a nós, seres humanos, como parte da natureza, nossas relações com o ambiente e como nossas atitudes impactam o ambiente em nossa sociedade e nas sociedades indígenas brasileiras, ao longo da história
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Maio/8/20 até atualmente
PÁGINA(S) DA PRÁTICA/PROJETO NA INTERNET
Iniciamos o projeto com um planejamento feito pela equipe, onde dividimos em 3 etapas: Num primeiro momento, fizemos um questionário (forms), com perguntas sobre práticas cotidianas de saúde. Após, Fizemos diversas aulas onde foram levantadas reflexões sobre a relação do meio ambiente e saúde pública, além de trocarmos relatos sobre o território no qual a escola se localiza, onde é também o território de residência da maioria dos estudantes. Fizemos gráficos mostrando como é o saneamento básico, a coleta de lixo, dentre outros indicativos, como forma de ilustrar as informações colhidas. Como conclusão do projeto, fizemos uma prática com as ervas, com sua utilização de diversas formas, como em chás, escalda-pés, banhos de assento, vaporização uterina, num momento de resgate de diversas experimentações que muitos dos nossos alunos mais velhos conheciam, mas que já não mais praticavam. Nesta culminância procuramos pontuar que a medicina da floresta é democrática, de acesso para todos, que seus saberes estão cada vez mais sendo validados pela medicina ocidental e que sua utilização depende de um meio ambiente saudável e em comunhão com a nossa existência. Colocamos que esses conhecimentos não são menores, que seu uso se faz para a cura do corpo e espírito e que esse entendimento ancestral é algo que deve ser respeitado e sempre que quiserem e puderem, podem sim ser usados quando conhecidos.
Foram observados o quanto os nossos alunos mais velhos se sentiram protagonistas nesta atividade, pois estes saberes foram também compartilhados a partir de suas experiências de vida. O olhar da saúde a partir de uma coletividade também foi uma proposta que trouxe num primeiro momento uma certa dificuldade, mas ao final, nos foram relatados a tentativa de mudanças de ações diárias, como descarte do lixo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

- Krenak, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. Ed. Companhia das Letras, 2º ed.;

- Federici, Silvia. Calibã e a bruxa, mulheres, corpo e acumulação primitiva. Fundação Rosa Luxemburgo;

- Curso de ginecologia natural e uso medicinais das plantas com médicas e indígenas urbanas (curso de formação com indígenas da aldeia Maracanã);;

-Guia Educação para as relações étnico-raciais, volume 2 lei 11.645/08;

-Guia Educação para as Relações Étnico-Raciais: 20 anos da Lei 10.639/03;

- Troca de experiências com professores da rede durante a formação no território educador, no ano de 2025.

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