Boas PráticasMARCUS VINICIUS DA ROCHA RIBEIRO
Marcus Vinicius da Rocha Ribeiro é licenciado e bacharel em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com especialização em Literatura Brasileira e mestrado pelo programa PROFHISTÓRIA/UERJ, onde desenvolveu como dissertação o trabalho intitulado “Machado de Assis como possibilidade pedagógica para uma educação antirracista no ensino de história” (2022). Nesse estudo, propõe usar a literatura de Machado de Assis como recurso didático para abordar o fim da escravidão e suas persistências no Brasil, com o objetivo de fomentar uma educação histórica. Desde 2007, atua como professor de História na rede pública estadual e municipal do Rio de Janeiro, lecionando para alunos do Ensino Fundamental (anos finais) e Ensino Médio. Sempre com um forte compromisso com a integração entre história, literatura e práticas pedagógicas críticas — buscando promover no ensino de História reflexões sobre memória, racismo estrutural e os impactos da escravizacão na sociedade contemporânea.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:professor docente I
A prática consistiu em uma releitura crítica da obra A Negra, de Tarsila do Amaral, desenvolvida com estudantes do 9º ano a partir do debate sobre racismo estrutural e a desconstrução do mito da democracia racial. Iniciamos com o estudo da pintura e do contexto modernista, analisando como a imagem representa um corpo negro central, porém silenciado e exotificado. Em seguida, discutimos o conceito de democracia racial e suas contradições: a ideia de que vivemos harmoniosamente como povos misturados, enquanto dados atuais revelam desigualdade no acesso à educação, renda, segurança e representatividade.
Com esse repertório, os alunos pesquisaram realidades contemporâneas da população negra e produziram releituras visuais da obra, inserindo elementos que denunciam violência, resistência, ancestralidade e luta por direitos. A arte foi utilizada como instrumento de crítica social, permitindo que os estudantes compreendessem que a ausência de conflito aparente não significa igualdade. O projeto evidenciou que a escola deve questionar discursos naturalizados e formar sujeitos capazes de reconhecer e enfrentar injustiças históricas que ainda estruturam o país.
Democracia Racial
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano.
MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra.
NASCIMENTO, Abdias do. O Genocídio do Negro Brasileiro.
ALMEIDA, Silvio. Racismo Estrutural.
RIBEIRO, Djamila. Pequeno Manual Antirracista e Lugar de Fala.
RIO DE JANEIRO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Gerência de Relações Étnico-Raciais. Guia Educação para as Relações Étnico-Raciais: 20 anos da Lei nº 10.639/03. Rio de Janeiro: SME/Gerer, [2023].
RIO DE JANEIRO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Gerência de Relações Étnico-Raciais. Guia Educação para as Relações Étnico-Raciais: Volume 2 – Lei nº 11.645/08. Rio de Janeiro: SME/Gerer, 2025.
HOOKS, bell. Olhares Negros: raça e representação.
KILOMBA, Grada. Memórias da Plantação: episódios de racismo cotidiano.
Estética
AMARAL, Aracy. Tarsila do Amaral: a modernista.
BARROS, José. Modernismo brasileiro e identidade cultural.
MARTINS, Leda. Performances da Oralitura: corpo, memória e ancestralidade.
Registros