Podemos dizer que a vida cultural de Bangu começou no dia 2 de fevereiro de 1907, com a fundação do Grêmio Philomático Rui Barbosa, uma casa de cultura localizada numa residência da Vila Operária, na esquina da Rua Estevão com a Estrada Rio-São Paulo (atual Avenida Cônego de Vasconcelos com Rua Francisco Real). No mesmo ano, só que em 1° de maio, é criada a Sociedade Musical Progresso do Bangu, que depois passaria a ser conhecida como Cassino Bangu, de tantas histórias.
Dois anos depois, em março, o Grupo Carnavalesco Prazer das Morenas botava seu bloco na rua. Em 1920, os irmãos Rugiero fechavam o Cinema Recreio para inaugurar o Cinema Bangu. Já em 1925, era inaugurado o Grêmio Literário Rui Barbosa, em substituição ao Grêmio Philométrico.
Somente em 1994 é que a população ganha, de fato, um centro cultural para a região de Bangu. Mas a melhor opção para os moradores só viria em 1997. Tendo como patrono um antigo ilustre morador, o músico e instrumentista Hermeto Pascoal, a Lona Cultural de Bangu foi criada para oferecer à população da Zona Oeste da cidade shows, espetáculos de teatro e cinema, além de cursos, palestras e oficinas de teatro infantil, violão, capoeira e ioga. Diversos artistas consagrados já subiram no palco da Lona Cultural Municipal de Bangu.
Samba na veia
Pouca gente sabe que Bangu foi uns dos bairros pioneiros no samba. Berço da primeira escola de samba da Zona Oeste e a quarta escola mais antiga do Brasil, a Unidos de Bangu – madrinha da Acadêmicos de Santa Cruz e da Unidos de Cosmos –, participou do Grupo Especial do carnaval carioca em 1958, 1959, 1960 e 1963. A escola é, ainda, bicampeã da Série A, tendo conquistado os títulos de 1957 e 1962.
O bairro também tem a Unidos de Vila Kennedy, campeã em 2000 (Grupo C), além de muitos blocos carnavalescos. O mais famoso deles é o Boêmios de Vila Aliança, que participou do Grupo de Acesso do carnaval carioca, vindo em seguida o Grilo de Bangu e a Amizade da Água Branca.