O estrangulamento no sistema de comercialização de hortigranjeiros, em todo o país, levou o governo federal a criar, no início da década de 1970, o Programa Estratégico de Desenvolvimento, que tinha como uma de suas prioridades a criação de centrais de abastecimento nas principais cidades do país. No Rio de Janeiro, a Ceasa foi construída no bairro de Irajá e passou a funcionar em 28 de agosto de 1974, abastecendo não só a capital do estado, como também municípios vizinhos, como São João de Meriti, Nilópolis, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Magé, entre outros.
A Ceasa de Irajá é, hoje, a segunda maior central de abastecimento da América Latina (a primeira é a da cidade de São Paulo), sendo responsável por cerca de 80% dos produtos hortifrutigranjeiros consumidos no Rio. Funciona, praticamente, como uma “cidade” que trabalha noite e dia e por onde circulam, diariamente, quase 60 mil pessoas e 30 mil veículos, que levam e redistribuem para os bairros e municípios vizinhos as mercadorias produzidas no Rio, em outros estados e até mesmo fora do país.
A Ceasa comercializa, anualmente, quase 2 milhões de toneladas de alimentos, que abastecem os restaurantes, os pequenos mercados e os sacolões da região metropolitana e garantem renda para agricultores, fretistas, atacadistas, feirantes e comerciantes, entre outros trabalhadores que integram a cadeia produtiva dos produtos hortifrutigranjeiros. A Ceasa mantém, ainda, um banco de alimentos, que seleciona e embala as mercadorias descartadas – que iriam para o lixo –, a fim de serem doadas a cerca de cem instituições.