Boas PráticasLUCIANA NARCIZO DE AQUINO
Luciana Narcizo de Aquino nasceu em 18 de fevereiro de 1982, na cidade de Itaboraí, RJ. Residente no Rio de Janeiro. Graduada em Letras (Português/Espanhol) pela Universidade Federal Fluminense (UFF), possui pós-graduação em Compreensão de Textos e Tradução em Língua Espanhola pelo Centro Universitário Santa Cruz de Curitiba. É professora há 18 anos e, atualmente, leciona na Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME) e na Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUC). Atua no ensino de Língua Portuguesa e conduz matérias eletivas, como Círculo de Leitura, Reforço Escolar, Arte e Cultura e Espanhol. Aprofunda continuamente seus estudos em letramento racial e aperfeiçoa sua prática pedagógica voltada à Educação para as Relações Étnico-Raciais.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professor I - Língua Portuguesa
MILENA NASCIMENTO DE SOUZA
Milena Nascimento de Souza é professora de Língua Portuguesa na Escola Municipal Sobral Pinto (RJ). Graduada em Letras (Português/Literaturas) pela UERJ e especialista em Língua Portuguesa pelo Liceu Literário Português, atua com projetos de leitura e com práticas de alfabetização e letramento. Desenvolve iniciativas voltadas à formação crítica dos estudantes, incluindo ações educativas de caráter antirracista.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professor I - Língua Portuguesa
O projeto foi desenvolvido ao longo de todo o terceiro bimestre, nas nossas turmas de Círculo de leitura do sexto e sétimo anos com foco na valorização das culturas negras e indígenas e na formação de uma postura antirracista. Desde o início, priorizamos o protagonismo dos alunos, que foram responsáveis por todas as produções expostas, pesquisas, ilustrações e apresentações realizadas na culminância.
Desenvolvimento da prática: As atividades iniciaram com rodas de conversa e leituras mediadas de obras que abordam ancestralidade, identidade e respeito, como Pequeno Manual Antirracista, de Djamila Ribeiro; Histórias para boi pensar; Amoras; O papagaio que não gostava de mentiras e outras fábulas africanas. Esses textos serviram de base para discutir racismo estrutural, oralidade, pertencimento e diversidade cultural.
Em seguida, os estudantes mergulharam no universo dos Adinkras, estudando seus significados e produzindo releituras artísticas individuais. Eles também criaram um jogo da memória de Adinkras, elaborado inteiramente pelos grupos, com cartas desenhadas e definidas pelos próprios alunos.
O símbolo do Baobá foi trabalhado como representação de memória e ancestralidade, resultando em um modelo feito cuja estrutura foi de papel Kraft e colada na parede. Paralelamente, iniciou a produção do Dicionário Gigante Antirracista por duas turmas de sétimo ano (1701 e 1706), pesquisando palavras de origem africana e indígena, escrevendo verbetes, ilustrando e organizando o material em formato ampliado.
Outros produtos desenvolvidos pelos alunos incluíram cartazes de personalidades negras, cartazes biográficos (criados com base no livro Heroínas negras brasileiras: em 15 cordéis), murais temáticos, releituras de trechos literários e exposições sobre vocabulários ligados à cultura afro-brasileira.
Culminância: A culminância reuniu toda a comunidade escolar. As docentes conduziram o evento com participação ativa dos alunos que: apresentaram capoeira, leram verbetes do dicionário, refletiram sobre os símbolos Adinkra e sua presença no nosso cotidiano, socializaram no jogo da memória, apreciaram e construíram sentidos sobre os murais e painéis produzidos.
Todo o material exposto era fruto exclusivo do trabalho discente, reforçando autonomia, autoria e construção coletiva de conhecimento.
ADINKRA, Fundamental: O. S. HISTÓRIA DA ÁFRICA NOS ANOS INCIAIS DO ENSINO. Disponível em: . Acesso em: 4 dez. 2025.
ARRAES, Jarid. Heroínas negras brasileiras: em 15 cordeis. São Paulo: Pólen Editorial, 2017. 176 p.
BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. MEC. Brasília | DF | Outubro | 2005. Étnico-Raciais e para o Ensino
CABRAL, Taynara. 10 Mulheres negras para colorir. Instituto Marielle Franco. 2020 Disponível em: https://www.institutomariellefranco.org/blog/10-mulheres-negras-para-colorir . Acesso em: 4 de dezembro de 2025
EMICIDA. Amoras. 1ª ed. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2018
FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO. A Cor da Cultura. 2024. Memória das palavras Afro-brasileiras. Disponível em: 4 de agosto de 2025 https://futura.frm.org.br/conteudo/educacao-basica/material-pedagogico/cor-da-cultura-memoria-das-palavras-afro-brasileiras . acesso em: 25 de agosto de 2025.
GERÊNCIA DE RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS. 2025. Guia: Educação para as Relações Étnico-Raciais: 20 anos da Lei 10.639/03. ERER na Prática. Disponível em: 25 de agosto https://multi.rio/materialrioeduca/pdf/viewer.php?arquivo=guia-educacao-para-as-relacoes-etnico-raciais&pdf=../arquivos/pdf_06147_sequencias-didaticas-guia-erer-2023.pdf&id=6153 . Acesso em:
HOLANDA, Arlene. Histórias pra boi pensar: 3 lendas africanas em cordel. São Paulo: Folia de Letras, 2013
Guia:Educação para as relações étnico-raciais
LANGONI, Helena. MULTIRIO. Rioeduca na TV- Língua Portuguesa - 7º ano. Disponível em: https://youtu.be/quuY_rxQn3o?si=9YH-HGNXe_TzSF1j . Acesso em 4 de dezembro de 2025
MARTINS, Adilson. O papagaio que não gostava de mentiras e outras fábulas africanas. Pallas, 2008.
RIBEIRO, Djamila. Pequeno Manual Antirracista. São Paulo: 1ª Companhia das Letras, 2019, 135 p.
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