Boas PráticasPAMELA ABDON GUIMARAES PIMENTEL
Pamela Abdon é psicóloga, graduada pela UFRJ, neuropsicóloga, pedagoga e mestranda em Neuropsicologia. Atua na Secretaria Municipal de Educação como psicóloga do Núcleo Interdisciplinar de Apoio às Unidades Escolares (NIAP), atualmente compondo a Equipe do Programa Interdisciplinar de Apoio às Unidades Escolares (PROINAPE) da 7ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE).
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Psicóloga (NIAP - SME)
DEBORA SALAZAR SENDRA PINHEIRO
Débora Sendra é assistente social, graduada pela UERJ, especialista em Saúde Mental pelo IPUB/UFRJ. Atua como assistente social do Núcleo Interdisciplinar de Apoio às Unidades Escolares (NIAP), na Equipe do Programa Interdisciplinar de Apoio às Unidades Escolares (PROINAPE) da 7ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE).
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Assistente social (NIAP - SME)
MARCELLA ERMELINDA COVIELLO CARNEIRO
Marcella Coviello é professora de Ciências e Biologia, bióloga, graduada pela UFRRJ, especialista em ensino de Ciências pela UERJ, mestre em Educação pelo CEFET-RJ, psicóloga clínica formada pela Universidade Veiga de Almeida, atualmente cursando pós-graduação em psicologia analítica pelo IJEP. Atua como professora do Núcleo Interdisciplinar de Apoio às Unidades Escolares (NIAP), na Equipe do Programa Interdisciplinar de Apoio às Unidades Escolares (PROINAPE) da 7ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE).
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professora (NIAP - SME)
• Desenvolver habilidades e competências socioemocionais nos estudantes.
• Criar espaços de reflexão sobre sentimentos, emoções e relações interpessoais.
• Fortalecer o vínculo entre alunos, famílias e escola.
• Desenvolver estratégias para melhorar a convivência entre os estudantes.
• Incentivar a empatia, o respeito e a resolução de conflitos de forma assertiva.
• Envolver a comunidade escolar na construção de um ambiente mais acolhedor, empático e respeitoso.
4. Utilizar diferentes linguagens - verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital -, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
A prática teve início a partir da necessidade identificada nas escolas de apoiar o desenvolvimento integral dos estudantes, especialmente no campo socioemocional. Observou-se que crianças e adolescentes, cada vez mais conectados às tecnologias, encontravam dificuldades em reconhecer e lidar com as próprias emoções, o que impacta diretamente a convivência escolar. Nesse contexto, o projeto buscou favorecer a reflexão sobre sentimentos, relações interpessoais e bem-estar, fortalecendo também os vínculos entre alunos, famílias e comunidade escolar.
Para atingir tais objetivos, optou-se por metodologias participativas e dialógicas, que valorizassem o protagonismo dos estudantes. As rodas de conversa foram um eixo central, pois criaram um espaço seguro de escuta, acolhimento e troca de experiências. Essa estratégia foi escolhida justamente por permitir que os alunos se percebessem como sujeitos ativos do processo, compartilhando vivências e aprendendo uns com os outros. Além disso, dinâmicas de grupo, jogos cooperativos, produções artísticas e materiais disparadores (vídeos, filmes e atividades lúdicas) foram utilizados como estímulo para tornar os encontros mais significativos e envolventes.
Cada atividade esteve conectada a um objetivo específico: enquanto as dinâmicas de apresentação e de construção do contrato grupal promoveram pertencimento e organização coletiva, os jogos das emoções e exercícios de autorretrato possibilitaram o desenvolvimento do autoconhecimento e da autoestima. Já o uso do filme DivertidaMente e de dinâmicas como “No lugar do outro” reforçaram a empatia e a compreensão da diversidade de sentimentos, abrindo caminho para discussões sobre convivência e resolução de conflitos. Essas escolhas metodológicas se justificaram por aliarem ludicidade à reflexão, facilitando a internalização dos conteúdos e habilidades socioemocionais.
O público envolvido foi composto por alunos do Ensino Fundamental I. Ao longo do semestre, os estudantes participaram de um percurso formativo estruturado, que permitiu o desenvolvimento de competências como comunicação assertiva, cooperação, resiliência, autonomia, pensamento crítico e criatividade. Paralelamente, foram realizadas reuniões com a equipe gestora e apoio às famílias e aos professores, garantindo que a intervenção dialogasse com o projeto político-pedagógico da UE. Essa articulação foi essencial, pois a proposta se alinhou ao compromisso da escola de promover uma educação ampla, focada não apenas nos conteúdos formais, mas também na formação cidadã, ética e emocional dos estudantes.
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SME-RJ. Resolução SME nº 268, de 24 de junho de 2021. Dispõe sobre a organização e o funcionamento do Programa Interdisciplinar de Apoio às Unidades Escolares - PROINAPE nas Coordenadorias Regionais de Educação da Secretaria Municipal de Educação e dá outras providências.
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