Boas PráticasLIDIA LAISE ROZARIO CORREA
Eu sou a professora Lidia Laise Rozario Correa, sou pedagoga, formada pela Universidade Estácio de Sá, Pós graduada em Gestão e Administração, pela mesma Universidade. Professora na área da educação há 20 anos, tendo experiência docente na Educação Infantil na rede Municipal do Rio de Janeiro e nos anos iniciais do Ensino Fundamental na rede privada. Formação continuada Território Educador, promovido pela Gerência de Relações Étnico-Raciais em parceria com o Projeto Seta na plataforma EAD Escola de formação Paulo Freire.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:prodessora da educação infantil
KARLA CHRISTIANE PENEDO IACK
Sou Karla Iack, professora (CEN), pedagoga (UVA), orientadora educacional (UVA), psicopedagoga clínica e institucional (UERJ), mediadora escolar (UFRJ). Trabalhei em escolas particulares montessorianas, construtivistas e tradicionais, na educação infantil, como mediadora escolar de crianças (com Transtorno do Espectro Autista, TDAH, TOD e outros), professora e orientadora educacional na perspectiva da educação inclusiva e atualmente sou professora adjunta na rede.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professora Adjunta de Educação Infantil
JAMILE SANER CRUZ
Sou Jamile Saner, profissional de educação física, Cref 028946G/RJ, formada pela universidade Iguaçu (UNIG), pós em fisiologia do exercício e treinamento disportivo, atuo há 10 anos como diretora e coordenadora de projetos na prefeitura de Japeri, Nova Iguaçú e Belford Roxo, atuando em projetos do Ministério do Esporte. Atualmente trabalho como professora de educação física na SME.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professora de Educação Física
Estudar, debater e implementar um território antirracista na sala de referência.
Utilizar materiais afro-indígenas. Exemplos, tecidos, brinquedos, adornos.
Impedir a reprodução de comportamentos racistas através do diálogo.
Estimular a construção de valores, respeito, cooperação, igualdade e generosidade.
Reconhecer se e reconhecer no outro diferenças tornam a nossa sociedade plural e diversa.
Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos, a atividades artísticas como a dança, teatro.
Promover a igualdade, o respeito e a empatia no combate ao racismo.
Resgatar culturalmente brincadeiras africanas como cabo de guerra, escravos de Jó.
Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.
Valorização da identidade das crianças negras.
Ensinar as crianças a reconhecerem e questionar comportamentos e estereótipos racistas e diminuir sua propagação.
Criamos com a turma um espaço antirracista com narrativas de autores negros, livros com protagonistas negros, bonecas e bonecos de diferentes etnias, tecidos, brinquedos e brincadeiras de origem indígena, africana e afro-brasileira. Espaço esse que foi usado cotidianamente pelas crianças.
A caixa baú com as histórias foram feitas junto com as crianças, elas escolheram estampas, cores, formas. A seleção de brinquedos e brincadeiras, ocorreu conforme preferência da turma.
Confeccionamos uma cortina colorida, com estampas escolhidas pelas próprias crianças. Também fizemos algumas bonecas com a participação ativa das crianças: a OBAX e a Rebeca, uma referência a ginástica olímpica Rebeca Andrade. Ela foi uma referência de dedicação, superação, disciplina, respeito, conquistas e representação de nossa cultura, mostrando que é possível sonhar, se dedicar e apesar das dificuldades, ter sucesso..
Materiais de atividades: vídeos, livros, como, O "MAIRA A ALEGRE CAMPEÃ", Ubuntu, Obax e As Bonecas da Vó Maria, aulas práticas de educação física contextualizadas nas histórias, grafismo rodas de conversas sobre ancestralidade.
Aproveitamos ainda os Jogos olímpicos para valorizar ainda mais a diversidade de corpos, culturas e talentos.
Desde o início as crianças se empolgaram e se envolveram com a criação do Espaço Antirracista da sala. Eles se apropriaram da proposta e participaram com entusiasmo de cada etapa como a escolha dos tecidos para fazer a cortina, vestido da OBAX, as histórias contadas e depois recontadas por eles, bonecos negros e outros.
Criaram um sentimento positivo de pertencimento ao território antirracista. Gostaram de brincar neste espaço.
Há diminuição dos comportamentos relativos conflitos por causa da diiversidade e inclusão. E a redução de reproduções racistas.
Quando ocorria alguma situação de preconceito em sala, nós, professoras, imediatamente fazíamos uma mediação pontual, mas também aproveitávamos para ensinar sobre valores de respeito, diversidade, autoestima, especialmente os valores antirracistas. Nem sempre o resultado era satisfatório. A propagação de preconceito ocorria. Atualmente, eles conseguem refletir e debater autonomamente sobre a maioria dos comportamentos de preconceito.
Obax, André Neves, ed, Brinque-Book.
As Bonecas Da Vó Maria, Mel Duarte, Coleção Kidsbook Itaú Crianças.
Maira, A Alegra Campeã, Maira Brochado Ranzeiro, F.K Estúdio, Publicidade e Editora.
Nosso Corpo É Demais, Tyler Fedeer, ed. Melhoramentos.
Letras de Carvão, Irene Vasco, Ed. Pulo do Gato.
O Pequeno Príncipe Negro, Para Pequenos, Rodrigo França, Editora Nova Frontreira.
A Flor Que Chegou Primeiro, Mayara de Aleluia Pereira, Coleção Kidsbook Itaú Crianças.
A Menina das Estrelas, Tulipa Ruiz, Coleção Kidsbook Itaú Crianças.
Vídeos e imagens de competições e atletas dos Jogos Olímpicos.
Registros