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Boas Práticas
Educação das Relações Étnico-Raciais
Projeto A arte dos encontros
Informações
Relato
Resultados Observados
UNIDADE DE ENSINO
EM Friedenreich - 2ª CRE
Avenida Maracanã 350 - Maracanã
Unidade não vocacionada
Educação Infantil

AUTOR

LUANDA MACHADO DE OLIVEIRA

Luanda Machado de Oliveira é Pedagoga (UFRJ); Especialista em Dificuldades de Aprendizagem: Prevenção e reeducação (UERJ); MBA em Educação Corporativa: A Gestão do Conhecimento nas Organizações (UVA); Mestranda em Relações Étnico-Raciais (PPRER/CEFET-RJ). Tem 39 anos e atua há 12 anos como Professora de Educação Infantil da SME/RJ. Faz parte da equipe de Curadoria da Festa Literária da Unidos de Vila Isabel (FLIVILA) e é uma das idealizadoras do Projeto Personalidades Negras – Histórias contadas por nossos griôs do samba, o qual constrói biografias de personalidades negras do mundo do samba.

CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professora de Educação Infantil

ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
Pré I
OBJETIVOS
De acordo com o artigo 26 da Lei nº 9.394/96, o qual traz a obrigatoriedade do estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena nos ensinos fundamental e médio, nós viemos incluir a Educação Infantil neste contexto considerando ser essencial a conscientização das questões culturais, históricas, políticas, sociais e econômicas das populações negras e indígenas em nosso país e acreditamos que neste período é onde as noções de identidade e pertencimento se constroem, assim como, as personalidades basilares dos seres humanos. Pensar e praticar uma educação emancipatória e valorizando a diversidade existente no mundo é fundamental para a construção de uma cidadania respeitosa, crítica, criativa e coletiva. Os objetivos com este projeto e tantos outros vem com esta preocupação de fazer das novas gerações mais conscientes e respeitosas no que tange o outro, principalmente, acerca das questões da educação para as relações étnico-raciais.
HABILIDADES
Educação Infantil - Educação Infantil - Reconhecer-se enquanto sujeito pertencente a um grupo social que respeita e é respeitado por sua maneira de ser e de agir.
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Abril/8/20 até atualmente
PÁGINA(S) DA PRÁTICA/PROJETO NA INTERNET

? Objetivo:

Por meio da curiosidade das crianças acerca da palavra Pororoca, apresentar um pouco das culturas indígenas, africanas e afro-brasileiras, potencializando o processo de educação emancipatória para as crianças.

? Justificativa:

O projeto A arte dos encontros surge a partir da curiosidade das crianças acerca da palavra pororoca. Fomos buscar o significado da palavra e o encontro do rio com o mar chamou bastante a atenção das crianças.

? Metodologia:

Envolvidos por toda esta atmosfera dos encontros, conheceram um pouco acerca do Festival de Parintins e a música Turbilhão Azul, do Boi Caprichoso, da qual traz contribuições com palavras da cultura amazônica e tem um trecho que diz: “Vamos fazer a grande pororoca” e descreve o navegar ao longo do rio. Em seguida, trabalhamos com o livro Kianda – A sereia que veio de Angola, do autor Raul Lody, editora Pallas Mini, o qual retrata o encontro das sereias Kianda que vem do Rio Kuanza (Angola – África) com a Iara no Rio Amazonas. Pesquisamos então outra sereia que interligava as duas mitologias onde na África, para o povo Iorubá, ela é rainha dos rios e no Brasil, dos oceanos: Iemanjá. Como a Oxum já havia sido tratada no projeto Gbalá, não entrou neste processo. Muitas descobertas surgiram: As sereias Iemanjá e Kianda fazem parte das mitologias Africanas e Afro-Brasileiras, já a Iara, faz parte das mitologias indígenas; que a pororoca, vem do tupi estrondo, que é a grande onda que se forma quando as águas do rio e do oceano se encontram; que piracema, vem do tupi subida dos peixes, onde os cardumes de peixes nadam rio acima para se reproduzirem até encontrarem os melhores lugares para a desova.

Associando mar e rio, escolheram então estes dois encontros descritos anteriormente para retratarem as artes dos encontros. Construíram as três sereias: Kianda, Iemanjá e Iara em giz de cera e os peixes articulados em papel e coloridos com lápis de cor. Conversaram acerca das três sereias, dos processos da pororoca e da piracema, dos presentes que dariam para a Iara, assim como, Kianda deu para ela, da música que adoraram conhecer a letra, a melodia e os significados que nela estão englobados. Tivemos assim, a oportunidade de conhecermos um pouco sobre parte da cultura africana, afro-brasileira e indígena.

? Avaliação:

A intencionalidade do projeto afetou positivamente as crianças e em transbordamento às famílias também. Muitas curiosidades surgiram, muitas aprendizagens ocorreram e as crianças estavam felizes em lidar com toda esta atmosfera de aprendizagem por meio da ludicidade, unindo imaginários e realidades plurais.

As crianças envolveram-se de tal forma que o projeto que era para falar apenas do encontro do rio com o mar, estendeu-se a outros encontros que passaram dos fenômenos da natureza (pororoca e piracema) ao conhecimento das mitologias indígenas (Iara), africanas (Kianda e Iemanjá) e afro-brasileiras (Iemanjá). Houve o desenvolvimento para além das personagens, a consciência da preservação dos ambientes marinhos e fluviais e do respeito às diversas culturas. A música Turbilhão Azul, do Boi Caprichoso também virou hit da rotina, onde todos os dias as crianças pediam para tocar em sala, nem que fosse para ouvirem enquanto brincavam. Desta música aprenderam vários significados relacionados aos rios e às culturas ribeirinhas e levaram estes aprendizados para suas famílias. Considero ter sido um processo positivo, pois, assim como o Projeto Gbalá, eles não queriam que terminasse.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. LDB - Lei Nº 9.394/96. Brasília: MEC, 1996.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.

Orientações Curriculares para a Educação Infantil: Rio de Janeiro: SME/RJ, 2010.

Registros
IMAGENS
Exposição do trabalho construído no Projeto A arte dos encontros
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