Boas PráticasLUANDA MACHADO DE OLIVEIRA
Luanda Machado de Oliveira é Pedagoga (UFRJ); Especialista em Dificuldades de Aprendizagem: Prevenção e reeducação (UERJ); MBA em Educação Corporativa: A Gestão do Conhecimento nas Organizações (UVA); Mestranda em Relações Étnico-Raciais (PPRER/CEFET-RJ). Tem 39 anos e atua há 12 anos como Professora de Educação Infantil da SME/RJ. Faz parte da equipe de Curadoria da Festa Literária da Unidos de Vila Isabel (FLIVILA) e é uma das idealizadoras do Projeto Personalidades Negras – Histórias contadas por nossos griôs do samba, o qual constrói biografias de personalidades negras do mundo do samba.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professora de Educação Infantil
? Objetivo:
Por meio da curiosidade das crianças acerca da palavra Pororoca, apresentar um pouco das culturas indígenas, africanas e afro-brasileiras, potencializando o processo de educação emancipatória para as crianças.
? Justificativa:
O projeto A arte dos encontros surge a partir da curiosidade das crianças acerca da palavra pororoca. Fomos buscar o significado da palavra e o encontro do rio com o mar chamou bastante a atenção das crianças.
? Metodologia:
Envolvidos por toda esta atmosfera dos encontros, conheceram um pouco acerca do Festival de Parintins e a música Turbilhão Azul, do Boi Caprichoso, da qual traz contribuições com palavras da cultura amazônica e tem um trecho que diz: “Vamos fazer a grande pororoca” e descreve o navegar ao longo do rio. Em seguida, trabalhamos com o livro Kianda – A sereia que veio de Angola, do autor Raul Lody, editora Pallas Mini, o qual retrata o encontro das sereias Kianda que vem do Rio Kuanza (Angola – África) com a Iara no Rio Amazonas. Pesquisamos então outra sereia que interligava as duas mitologias onde na África, para o povo Iorubá, ela é rainha dos rios e no Brasil, dos oceanos: Iemanjá. Como a Oxum já havia sido tratada no projeto Gbalá, não entrou neste processo. Muitas descobertas surgiram: As sereias Iemanjá e Kianda fazem parte das mitologias Africanas e Afro-Brasileiras, já a Iara, faz parte das mitologias indígenas; que a pororoca, vem do tupi estrondo, que é a grande onda que se forma quando as águas do rio e do oceano se encontram; que piracema, vem do tupi subida dos peixes, onde os cardumes de peixes nadam rio acima para se reproduzirem até encontrarem os melhores lugares para a desova.
Associando mar e rio, escolheram então estes dois encontros descritos anteriormente para retratarem as artes dos encontros. Construíram as três sereias: Kianda, Iemanjá e Iara em giz de cera e os peixes articulados em papel e coloridos com lápis de cor. Conversaram acerca das três sereias, dos processos da pororoca e da piracema, dos presentes que dariam para a Iara, assim como, Kianda deu para ela, da música que adoraram conhecer a letra, a melodia e os significados que nela estão englobados. Tivemos assim, a oportunidade de conhecermos um pouco sobre parte da cultura africana, afro-brasileira e indígena.
? Avaliação:
A intencionalidade do projeto afetou positivamente as crianças e em transbordamento às famílias também. Muitas curiosidades surgiram, muitas aprendizagens ocorreram e as crianças estavam felizes em lidar com toda esta atmosfera de aprendizagem por meio da ludicidade, unindo imaginários e realidades plurais.
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. LDB - Lei Nº 9.394/96. Brasília: MEC, 1996.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
Orientações Curriculares para a Educação Infantil: Rio de Janeiro: SME/RJ, 2010.
Registros