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Boas Práticas
Educação das Relações Étnico-Raciais
Sorriso Negro: Mulheres do Samba No Processo de Alfabetização e letramento
Informações
Relato
Resultados Observados
UNIDADE DE ENSINO
EM Ministro Plínio Casado - 4ª CRE
Rua Pequeri 237 - Brás de Pina

Anos Iniciais

AUTOR

priscila de moraes ferreira

Graduada em licenciatura plena em pedagogia pela UERJ/RJ.
Trabalho como professora do ensino fundamental anos iniciais da prefeitura do Rio de Janeiro.
Temas de interesse: educação antirracista, alfabetização e letramento, inclusão, capacitação de professores e autoestima.

CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professor II

ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
1º ano
OBJETIVOS

Diminuir a baixa frequência e a frequência irregular;

Aumentar o interesse nos componentes curriculares propostos;

Aumentar o repertório linguístico e cultural dos alunos;

Trabalhar a autoestima;

Trabalhar a autoimagem;

Trabalhar o protagonismo negro;

Trabalhar o empoderamento de crianças pretas;

HABILIDADES
1º ano - Anos Iniciais - Antecipar o assunto de um texto com base no título, subtítulo e imagem.
1º ano - Anos Iniciais - Escrever palavras.
1º ano - Anos Iniciais - Identificar a existência de espaço separando uma palavra de outra.
1º ano - Anos Iniciais - Identificar relações fonema/grafema em diferentes textos.
1º ano - Anos Iniciais - Identificar relações fonema/grafema nas diversas atividades orais.
1º ano - Anos Iniciais - Identificar sílabas de palavras ouvidas e/ou lidas em atividades com diferentes gêneros textuais.
1º ano - Anos Iniciais - Localizar informações explícitas, literalmente expressas no texto.
1º ano - Anos Iniciais - Perceber o espaçamento entre palavras em textos escritos, a partir da mediação docente, em rodas de conversa.
1º ano - Anos Iniciais - Reconhecer oralmente, em diferentes textos, a palavra como unidade gráfica.
1º ano - Anos Iniciais - Utilizar, em situações de leitura e de escrita de textos, a direção da escrita.
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Abril/4/20 até atualmente
PÁGINA(S) DA PRÁTICA/PROJETO NA INTERNET

Este é um relato apresentado da pesquisa vivenciada nas turmas de primeiro ano do ensino fundamental, anos iniciais, no Ginásio Experimental Tecnológico (GET) - Ministro Plínio Casado no ano de 2024, no bairro de Brás de Pina, no estado do Rio de Janeiro. Tendo em vista a importância das práticas educativas antirracistas voltadas no processo de alfabetização e letramento para o primeiro ano do ensino fundamental, é importante que estas estejam organizadas com ações que façam sentido para as crianças e as aproximem ao máximo das realidades por elas vivenciadas ao conteúdo trabalhado, possibilitando uma aprendizagem significativa, surge o seguinte questionamento: como alfabetizar e letrar crianças através do protagonismo negro (mulheres do samba)?

Com objetivo geral de visibilizar uma prática pedagógica antirracista e criativa com a construção de atividades educacionais simples onde os professores possam realizar no cotidiano escolar, como auxílio no processo de alfabetização e letramento e, que, consequentemente irá contribuir para o fortalecimento da autoestima das crianças pretas. A proposta aqui apresentada insere-se enquanto técnicas, ferramentas e estratégias que dinamizam as metodologias ativas que, no nosso entendimento, são posturas do professor e dos alunos frente ao conhecimento, necessitando estar atreladas a um objetivo e adaptadas para o alcance deste.

Silva, Texeira e Pacífico nos fala isso através de suas análises nos livros didáticos de 1950 até o presente e denunciam que ainda hoje brancos e negros aparecem de forma hierarquisada.

Então resolvi demonstrar o meu desejo, para a direção, de alfabetizar e letrar crianças através do protagonismo negro. Eliane Cavalleiro (2001) fala sobre uma educação antirracista, que não despreze a diversidade presente no ambiente escolar. Devemos fazer proveito dessa diversidade para promover a igualdade, encorajando a participação de todos os alunos. A visão do professor mostra-se fundamental para essa construção, ensinando às crianças uma história crítica sobre os diferentes grupos que constituem a história brasileira. O professor precisa pensar formas de educar para o reconhecimento positivo da diversidade racial, elaborando ações que possibilitem o fortalecimento da autoestima dos alunos negros.

O projeto segue em andamento, mas já percebemos o quanto está sendo essencial trabalhar o protagonismo negro desde dos primeiros anos do colegial. Pois notamos que através das atividades simples de alfabetização e letramento, atrelada a uma educação antirracista, contribuíram de maneira significativa na construção da autoimagem e autoestima das criança.

Hoje, temos crianças mais empoderadas, que aceitam seus fenótipos e ancestralidade e já conseguem entender que ser preto não está atrelado a uma raça inferior como a história eurocentrada costuma relatar.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, Angélica Ferrarez de. A tradição das Tias pretas na Zona Portuária: por uma questão de memória, espaço e patrimônio. 2013. Dissertação (Mestrado em História Social da Cultura) – Centro de Ciências Sociais, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2013.

ALMEIDA, Silva Luiz de. Racismo Estrutural. São Paulo: Sueli Carneiro; Jadaíra,2020.

BRASIL, Lei n° 14.834/24. Institui o Dia nacional da Mulher Sambista. Diário Oficial da União:seção 1, Brasília, DF, 2021. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14834.htm. Acesso 18 de out. 2024

BRASIL, Lei n° 10.639/03, 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei 9.394, 20 de dezembrode 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, e dá outras providências. Diário Oficialda União: seção1, Brasília, DF, 9 jan. 2003. Disponível em : https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm. Acesso em 18 de out. 2024.

CAVALLEIRO, Eliane (org.).- Racismo e Anti-racismo na educação: repensando nossa escola. São Paulo: Summus, 2001.

DA MATTA, Roberto. Carnavais malandros e heróis. Para uma sociologia do dilema brasileiro. 3a . ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1981.

GOMES, Tiago de Melo. Para além da casa da tia Ciata: outras experiências no universo cultural carioca, 1830-1930. Revista afro-asia, n.29/30, 2003.

LOPES, Nei. Partido- Alto : samba de bamba. Rio de Janeiro: Pallas, 2005.

__________. O negro no Rio e Janeiro e sua tradição musical: partido-alto, calango, chula e outras cantorias. Rio de Janeiro: Pallas, 1992.

ROCHA, Helena do Socorro Campos da (org.). Metodologias ativas no ensino da diversidade etnicorracial na formação de professores de ciências biológicas e química. Belém: IFPA, 2018.

ROCHA, Helena do Socorro Campos da. Tecnologias Educacionais para o trato com a África na Educação Básica. 1. Ed. Belém: Editora IFPA, 2013. V. 1. 219 p.

VELLOSO, Mônica Pimenta. As tias baianas tomam conta do pedaço: espaço e identidade cultural no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Estudos Históricos, vol. 3, n. 6, 1990.

VIANNA, Hermano. O mistério do samba. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1995. Remover referencia pois não consta no corpo do texto.

Registros
IMAGENS
Atividade criada através da música “Coisa de Pele"” (Beth Carvalho)
Atividade criada através da música "Sorriso Negro" (Dona Ivone Lara)
Atividade Criada através da música "Coisinha do Pai" (Beth Carvalho)
Atividade criada através do nome todo da cantora Leci Brandão
Mural com fotografia das crianças pretas em referencia a música "Sorriso Negro" (Dona Ivone Lara)
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