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Boas Práticas
Educação das Relações Étnico-Raciais
Sustentabilidade Antirracista e Comunidade: Valorização dos Saberes Afrodescendentes e Ação Colaborativa para o Futuro Sustentável
Informações
Relato
Resultados Observados
UNIDADE DE ENSINO
EM Brant Horta - 4ª CRE
Rua Bento Cardoso 130 - Penha Circular

Anos Finais

AUTORES

VIRGINIA DE OLIVEIRA DO ESPIRITO SANTO

Sou Virgínia de Oliveira do Espírito Santo, educadora carioca desde 1985. Atuei no CIEP da favela da Maré, contribuindo para a implementação de projetos educacionais significativos. Graduei-me em Geografia pela UFRJ e, durante a graduação, tive a honra de participar de uma pesquisa com o renomado geógrafo Maurício de Almeida Abreu, colaborando no livro "Evolução Urbana do Rio de Janeiro".
Concluí minha pós-graduação no IPPUR-UFRJ, com especialização em planejamento e uso do solo urbano. Atualmente, sou professora de Geografia no GET Brant Horta, onde minha trajetória acadêmica teve início. Essa conexão com minha história escolar inspira minha abordagem pedagógica e minha dedicação ao ensino.
Em 2023, fui agraciada com o Prêmio COMDEDINE de Melhor Plano de Aula Antirracista, reforçando meu compromisso com uma educação transformadora. Busco construir pontes entre passado, presente e futuro, promovendo impactos positivos na comunidade da Penha.

CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:professor I geografia

ZELIMAR RODRIGUES BATISTA PAULA

Sou educadora, oriunda de escola pública no Rio de Janeiro. Cursando Letras na UFRJ, especializei-me em Literatura Africana e fiz Mestrado na mesma área. Sou professora concursada pelo Estado desde 1998 e pelo município desde 2009. Desde 2016, atuo no GET Brant Horta, desenvolvendo projetos que envolvem a comunidade escolar. Busco sempre inspirar meus alunos a explorarem o mundo com olhar crítico, englobando artes e literatura, e a valorizarem suas próprias histórias.

CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:PROFESSOR I LINGUA PORTUGUESA

THIAGO GOMES DE CARVALHO

Especialista em Educação e Novas Tecnologias (UNESA), graduado em Letras – Língua Inglesa -Literaturas (UERJ) e Técnico em Processamento de Dados (FAETEC). Atua como professor de língua inglesa desde 2011 na Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.
Palestrante no 11º Encontro “Sharing Knowledge”/ – Learning Factory/Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro (2015) com o tema “Learning Through Songs: ideas for an engaging teaching” e no Projeto Entre Nós (2019), apresentando o tema “Videoaulas e Mídias Digitais”. Participou do Centro de Educação Ambiental (2013-2021) e do Projeto “Juventude em Debate” (2021) , com o objetivo de acolher jovens em situação de vulnerabilidade social, no Ginásio Educacional de Música - Escola Municipal Chile. Em 2024 foi vencedor do Desafio Fazgame 2024 com o jogo digital “Diversidade em Ação”.
Atualmente, dedica-se ao estudo e participações em projetos ligados a contribuição das TICs no Letramento Digital, Competências Socioemocionais, Educação Ambiental e Sustentabilidade.

CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:PROFESSOR i inglês

RENATA DA SILVA DUARTE

Renata Duarte fez ensino médio técnico em informática, é graduada em Letras - Português e Inglês pela UNIGRANRIO, e pós-graduada em Língua Portuguesa pela UERJ. Com uma sólida formação acadêmica e técnica, atua com dedicação em áreas relacionadas à educação, linguagem e tecnologia, unindo suas competências para desenvolver projetos e contribuir com excelência em suas áreas de atuação.

CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:PROFESSOR i INGLÊS

ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
8º ano
OBJETIVOS

Objetivo Geral

Promover o entendimento das questões afro-brasileiras, racismo estrutural e ambiental, e práticas sustentáveis no Complexo da Penha, valorizando a identidade cultural e implementando ações para a reutilização de recursos e a recuperação ambiental da Serra da Misericórdia.

Objetivos Específicos

Compreender as contribuições afro-brasileiras na formação cultural do Brasil.

Analisar o impacto das desigualdades socioespaciais e do racismo ambiental nas favelas.

Estimular debates sobre o racismo estrutural e suas influências na vida comunitária.

Valorizar saberes afro-brasileiros na sustentabilidade ambiental e cultural.

Produzir conteúdos digitais que promovam diversidade cultural e práticas sustentáveis.

Incentivar compostagem, economia circular e reaproveitamento de recursos.

Promover a biodiversidade na horta e na Serra da Misericórdia.

Desenvolver projetos de bioconstrução e ações voltadas à sustentabilidade.

Utilizar tecnologias digitais para monitorar as práticas.

HABILIDADES
8º ano - Geografia - Conhecer a formação da sociedade e do território brasileiro, percebendo e valorizando suas diversidades étnico-culturais e patrimoniais ao destacar o papel dos povos indígenas e africanos.
8º ano - Geografia - Identificar algumas redes e movimentos sociais que atuam pelo mundo, buscando compreender as suas reivindicações, a sua importância para a democracia e para a ampliação de direitos.
8º ano - Geografia - Localizar, em diferentes tipos de representações, o atual território brasileiro, interpretando indicadores sociais de diferentes regiões do Brasil presentes nessas representações.
8º ano - Sala de Leitura - Estabelecer relações entre o texto e conhecimentos prévios, vivências, valores e crenças; localizar/recuperar informação; inferir ou deduzir informações implícitas.
8º ano - Sala de Leitura - Exercitar a curiosidade intelectual, com vistas à reflexão, análise crítica, imaginação e criatividade de cenários em épocas distintas; reconhecer a diversidade de saberes e vivências culturais da humanidade através do tempo, da história, da ficção e da História factual; utilizar a linguagem escrita para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos.
8º ano - Sala de Leitura - Perceber que uma história pode ser contada considerando-se diferentes influências. Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo, em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção. Identificar a temática como ideário coletivo identitário.
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Abril/2/20 até atualmente
PÁGINA(S) DA PRÁTICA/PROJETO NA INTERNET

O projeto Sustentabilidade Antirracista e Comunidade foi desenvolvido com base na Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP), abordando temas como racismo ambiental, desigualdades socioespaciais e práticas sustentáveis. De forma interdisciplinar, uniu disciplinas como Geografia, Ciências, Linguagem e Projeto de Vida, integrando teoria e prática para atender às demandas do território. A criação de uma horta afro-referenciada foi o eixo central, funcionando como espaço pedagógico e social, onde os alunos participaram ativamente de todas as etapas, desenvolvendo autonomia, pensamento crítico e habilidades tecnológicas.

As estratégias didáticas incluíram:

Exposição Dialogada: Apresentação inicial de conceitos para engajar os alunos e conectar os conteúdos à realidade local.

Rodas de Conversa e Debates: Discussões sobre desigualdades e justiça ambiental, incentivando o compartilhamento de vivências.

Atividades Práticas: Plantio, compostagem e criação de placas com QR codes para identificação das plantas.

Uso de Tecnologias Digitais: Monitoramento da horta e produção de conteúdos interativos divulgados nas redes sociais.

Estudo de Caso: Análise de racismo ambiental e iniciativas sustentáveis locais, ampliando a compreensão dos problemas globais e locais.

Os alunos realizaram diagnósticos ambientais usando mapas e entrevistas com moradores, destacando desigualdades e impactos socioambientais. Na horta, plantaram espécies como babosa e erva-cidreira, resgatando saberes afro-brasileiros. Produziram conteúdos digitais, integrados às placas da horta, conectando cultura e sustentabilidade.

O projeto envolveu alunos do 8º ano, professores, responsáveis, líderes comunitários e parceiros institucionais, como a SME/RJ e ONGs locais. Entre as competências desenvolvidas, destacam-se autonomia, trabalho colaborativo, valorização cultural e habilidades tecnológicas.

A prática articulou-se com o Projeto Político-Pedagógico da escola, reforçando os valores de educação transformadora, justiça social e sustentabilidade. Demonstrou que ações locais podem promover impactos duradouros, fortalecendo a escola como agente de transformação cultural e ambiental.

A prática alcançou seus objetivos ao promover o engajamento dos alunos em questões de sustentabilidade, racismo ambiental e valorização cultural. Observou-se uma maior conscientização sobre as desigualdades socioambientais locais, especialmente relacionadas à Serra da Misericórdia e ao Rio Quitungo. A metodologia aplicada, baseada na Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP), mostrou-se adequada ao contexto, permitindo que os alunos se tornassem protagonistas no processo de aprendizado e desenvolvessem autonomia, pensamento crítico e habilidades tecnológicas.

Os alunos realizaram diagnósticos ambientais, plantaram espécies afro-referenciadas e criaram conteúdos digitais, conectando a prática à realidade do território. Houve também maior interação entre a escola e a comunidade, fortalecendo vínculos e promovendo um senso de pertencimento. Além disso, a horta afro-referenciada contribuiu para resgatar saberes ancestrais e ampliar o impacto da escola como um espaço de transformação cultural

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, Silvio Luiz de. Racismo Estrutural. São Paulo: Pólen, 2018.

BORGES, Rafael. Podcast na sala de aula: como produzir e ensinar com áudio. São Paulo: Novatec Editora, 2021.

CARNEIRO, Sueli. Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil. São Paulo: Selo Negro, 2011.

DIEGUES, Antonio Carlos. Etnoconservação: Novos Rumos para a Conservação da Natureza. São Paulo: Hucitec, 2000.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2019.

GONÇALVES, Carlos Walter Porto. A globalização da natureza e a natureza da globalização. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006.

HUIZINGA, Johan. Homo Ludens: O Jogo como Elemento da Cultura. São Paulo: Perspectiva, 2014.

JACOBI, Pedro. Educação ambiental, cidadania e sustentabilidade. São Paulo: Annablume, 2003.

LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 2010.

MORAN, José Manuel. Metodologias ativas para uma educação inovadora. Porto Alegre: Penso, 2018.

PRADO, Julio César Rezende. Tecnologias Digitais na Educação: Produção de Conteúdos Digitais na Escola. São Paulo: Saraiva Educação, 2020.

PRENSKY, Marc. Ensinando na Era Digital: Jogos Digitais na Educação. São Paulo: Pearson, 2011.

RIBEIRO, Djamila. Pequeno manual antirracista. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Epistemologias do Sul: Justiça contra epistemicídio. São Paulo: Cortez Editora, 2019.

SOUZA, Jessé. A Elite do Atraso: Da escravidão à Lava Jato. Rio de Janeiro: Leya, 2017.

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