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Atividades gratuitas na internet para professores, alunos e responsáveis em isolamento social contra o coronavírus
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Publicado em 26/03/2020
Tipo de Conteúdo
Material de Estudo
Tipo de mídia
Artigo
A cantora e contadora de histórias, Carol Levy, é uma das inúmeras profissionais que estão colocando seus serviços à disposição da população, de forma gratuita, nesse momento de isolamento social (Foto: perfil do Instagram)

A principal medida para diminuir a disseminação do novo coronavírus é ficar em casa, além de lavar as mãos adequadamente com frequência. Ainda não há previsão precisa sobre até quando durará o isolamento social. A boa notícia é que diversas empresas e profissionais estão compartilhando gratuitamente, na internet,seus conteúdos e saberes para tornar mais leve essa rotina.

É possível acessar brincadeiras on-line para crianças de 0 a 4 anos, ouvir histórias, passear virtualmente pelo zoológico, assistir a shows e TVs por assinatura, baixar livros, ter aulas, estudar, usar ferramentas para teletrabalho (home office), entre outras possibilidades.

“É importante escolher atividades que as crianças gostem, que lhes deem bem-estar. Não devemos buscar excesso de atividades para as crianças, como se fosse necessário combater o ócio”, pondera Bárbara Bittar, psicóloga do Núcleo Interdisciplinar de Apoio às Unidades Escolares (Niap).

A gerente do Niap, Kátia Rios, explica também que “devemos buscar um equilíbrio para essa rotina atípica. É importante reservar um tempo para manter a regularidade de estudar, para uma atividade física, enfim, buscar uma regularidade de vida. Isso vai ser construído pela família – um convívio que muitas vezes ficava secundário e delegado a terceiros (escola, empregados ou parentes) antes do isolamento social. O equilíbrio, neste momento, precisa ser compartilhado com a família, e esse é um aspecto positivo do que estamos passando”.

O Kinedu é um aplicativo com atividades divertidas de desenvolvimento infantil e está liberado para uso gratuito até 15 de abril

As profissionais do Niap, Kátia (pedagoga) e Bárbara (psicóloga), recomendam viver um dia de cada vez, de uma forma mais livre, mais solta, mesmo que em locais restritos. Elas propõem que seja combinado entre os familiares o que se pode fazer junto (refeições, exercícios, brincadeiras etc.) e o que precisa ser separado (teletrabalho dos pais, por exemplo). Ambas reconhecem a importância das atividades on-line oferecidas gratuitamente nesse momento, pois a regularidade de exercícios, estudos, alimentação de qualidade etc. ajuda a manter a saúde física e mental. Mas a psicóloga Bárbara alerta: “não se deve colocar as crianças para fazer yoga, por exemplo, se elas não praticavam ou não têm interesse. A atividade deve trazer prazer para as crianças e não mais angústia e estresse”.

Nesse contexto, os serviços e conteúdos on-line podem ser aliados da rotina, avaliando-se sempre a qualidade do que se está acessando. São muitas as atividades propostas gratuitamente. Basta ter acesso à internet. Não há custo adicional. Confira os destaques abaixo:

Brincadeiras para crianças de até 4 anos

O Kinedu é um aplicativo com mais de 1.800 atividades divertidas de desenvolvimentoinfantil (liberado até 15 de abril).

Leitura de histórias

No Instagram, pode-se ouvir histórias nos perfis de Flávia Scherner (@fafaconta); Emília Nuñez (@maequele) e Carol Levy (@carollevy).

Shows

O Festival Música em Casa está acontecendo até 29 de março, ao vivo. São cinco shows por dia, entre 19h e 21h30, cada um com 30 minutos de duração.

Passeios virtuais

O zoológico de San Diego, na Califórnia (Estados Unidos) disponibiliza em seu site câmeras ao vivo espalhadas pelo local. É possível ver elefantes, coalas, pandas, tigres e outros animais.

Visite as salas de exposições e galerias do Museu do Louvre, em Paris (França). O Louvre é o maior museu de arte do mundo e um monumento histórico.

Educação

Há cursos de diversas instituições como Senai, FGV e Harvard, entre muitos outros. São muitos conteúdos diferentes entre si, atendendo aos mais diversos perfis. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial liberou 12 cursos nas áreas de TI, Finanças e Empreendedorismo. A Fundação Getúlio Vargas disponibilizou 60 cursos em Direito, Administração, Marketing e RH. A universidade norte americana contribui com 100 cursos, divididos em 14 áreas, como Artes e Design, Negócios e Gestão, Ciência da Computação, Governo, Leis e Política. Todas as instituições de ensino citadas dão certificado ao final do curso completo.

Livros

Amazon e L&PM, entre outras editoras, estão oferecendo livros para baixar.

TV por assinatura

Globoplay (por 30 dias) e Sky (canais a mais para quem já é cliente) estão com canais liberados.

Ferramentas para teletrabalho (home office, em inglês)

Diversas empresas estão disponibilizando instrumentos de trabalho on-line, como videoconferência e compartilhamento de arquivos. A Microsoft Teams, por exemplo, disponibiliza 6 meses gratuitos. Trata-se de uma plataforma unificada de comunicação e colaboração. Além dela, há Word, Excel e gerenciamento de equipes, entre outras.

Razões para Acreditar

O site Razões para Acreditar está fazendo uma base de dados, constantemente atualizada e colaborativa, com produtos e serviços gratuitos, para tornar o período que precisamos ficar em casa, em isolamento social,mais criativo e o menos estressante possível.

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Saúde na escola 
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Protagonismo Estudantil
Professores compartilham aulas e outros conteúdos educativos on-line
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Educação Midiática
Professores aderem à campanha da 6ª CRE e compartilham videoaulas com alunos nas redes s
Yasmin Benedetti, professora de inglês nas Escolas Municipais Zituo Yoneshigue e Lia Braga, em uma videoaula compartilhada nas redes sociais A 6ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), que representa a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro em 13 bairros da Zona Norte da cidade, está convocando os professores a gravarem aulas em vídeo e a compartilharem com seus alunos nas redes sociais. Mais de 500 professores já aderiram à campanha. Batizada de #CompartilheUmaAula pelo coordenador da 6ª CRE, Hugo Nepomuceno, a iniciativa pretende minimizar os prejuízos pedagógicos causados pelo fechamento das escolas determinado pela Prefeitura do Rio de Janeiro como medida preventiva contra a disseminação do novo coronavírus. Além do grande risco à saúde e à vida das pessoas, a pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, abalou sistemas educacionais no mundo inteiro. Como em diversos países, no Brasil, governos estaduais e municipais decidiram fechar as escolas para diminuir a velocidade da transmissão da doença, na tentativa de evitar o colapso do sistema de saúde. Na Rede Pública Municipal de Educação do Rio de Janeiro, cerca de 640 mil alunos e 40 mil professores estão dentro de suas casas, em afastamento social, seguindo orientações das autoridades sanitárias. Mas as adversidades costumam atiçar a criatividade das pessoas. Seis dias após o início da suspensão das aulas no Rio de Janeiro, ocorrido em 16 de março, o professor Cássio Veloso, responsável pela Assessoria de Informática Técnica e gestor das redes sociais da 6ª CRE, decidiu propor uma ação de compartilhamento voluntário de videoaulas com os alunos pelas redes sociais, durante o período de suspensão das atividades escolares. Cássio conta que a ideia surgiu de uma conversa com sua mãe. “Minha mãe, que é professora alfabetizadora aposentada, demonstrou preocupação com a suspensão das aulas por conta do aprendizado dos alunos. Ali, falando com ela em vídeo, surgiu a ideia: conclamar colegas professores a gravarem aulas e nos enviar para compartilharmos em nossas redes sociais. ” A iniciativa foi prontamente encampada pelo coordenador da 6ª CRE, Hugo Nepomuceno, que não demorou a encontrar um nome que traduzisse o potencial de alcance da proposta. “A inspiração se deu pelo desejo de, com a iniciativa, criarmos um movimento colaborativo de produção dessas microaulas, sendo necessário, para isso, criar uma hashtag que não se restringisse aos profissionais da 6ª CRE, mas atingisse a Rede como um todo. Deveria ser também uma hashtag que comunicasse de forma simples e direta com o público que procurasse, na rede social, por esse conteúdo. Fizemos uma pesquisa preliminar e identificamos que essa hashtag não estava em uso no Facebook, o que nos levou a adotá-la”, conta. Letícia Lombone, 12 anos, aluna da Escola Municipal de Aplicação Carioca Coelho Neto, assistindo a uma videoaula em casa. FOTO: Patrícia Rodrigues Mello. Hugo gravou um vídeo convocando os professores a participarem da empreitada. A mobilização gerada pela mensagem postada na página da 6ª CRE no Facebook já está gerando resultados. Letícia Lombone, 12 anos, aluna do 8º ano na Escola Municipal de Aplicação Carioca Coelho Neto, localizada no bairro de Ricardo de Albuquerque, afirma estar gostando das atividades pedagógicas postadas por seus professores nas redes sociais e relata já ter assumido um compromisso: “as videoaulas me mantêm em uma rotina de exercícios e trabalhos muito importante, que terei que apresentar aos professores no final desse período da quarentena. ” Manter a rotina relacionada à escola é um dos objetivos da iniciativa proposta pela 6ª CRE, segundo a professora Yasmin Benedetti, que leciona inglês nas Escolas Municipais Zituo Yoneshigue, também em Ricardo de Albuquerque, e Lia Braga, em Guadalupe.  “Nessa quarentena que nós estamos vivendo, pensar que os nossos alunos estão afastados da escola, que é a maior referência que eles têm - eles passam mais tempo na escola do que em casa -, poder chegar até eles e fazer com que eles não percam essa rotina e esse contato, e sigam aprendendo, é muito bom”, afirma Yasmin, que já deu a sua contribuição com uma videoaula gravada em seu celular. Segundo Hugo, a intenção não é criar um modelo de ensino a distância para a Rede Municipal, mas manter professores, alunos, pais e responsáveis conectados.  “Não podíamos correr o risco de nossos alunos, nesse período de afastamento social, se desvincularem da escola e perdermos contato. Através desse movimento, temos visto uma verdadeira rede colaborativa se desenvolvendo, com profissionais de diferentes unidades escolares trocando ideias e compartilhando as aulas uns dos outros, levando esse conteúdo aos alunos de suas unidades”, constata. Entre os conteúdos compartilhados, há atividades lúdicas, como brincadeiras e leitura de histórias, consideradas fundamentais por Luana Travassos, mãe de Maria Eduarda, 8 anos, aluna do 3º ano no Ciep Glauber Rocha, na Pavuna. Luana elogia a preocupação dos professores em relacionar os conteúdos das videoaulas com a faixa etária do aluno e conta como utiliza as atividades sugeridas para organizar a rotina da filha: “Eu imprimo algumas, para que ela estude na parte da manhã, que é o horário que nós separamos para os estudos dela. Quando não consigo imprimir, mostro através da tela mesmo. Faço sempre a busca nas redes sociais da 6ª CRE ou através da hashtag.” Cássio explica que as redes sociais da 6ª CRE já contavam com 10 mil seguidores, o que contribuiu para a rápida e grande adesão. Hugo acrescenta um ingrediente: para ele, o sucesso da iniciativa deve-se também à grande penetração da telefonia móvel. “O fato desse material ser de fácil acesso pelas famílias, pois com um celular elas conseguem acessar as aulas, fez com que nós acabássemos democratizando, ainda mais, o alcance desse conteúdo. Afinal, a maioria das famílias hoje acessa a internet por meio do celular e não dos computadores”, relata. As atividades e conteúdos pedagógicos estão sendo compartilhados pela página da 6ª CRE no Facebook , pelo Instagram e em grupos de WhatsApp que reúnem professores, gestores escolares, pais e responsáveis pelos alunos. “Sabemos que não alcançaremos todas as famílias, pois no nosso território tem algumas áreas em que a qualidade do sinal das operadoras é muito limitada ainda, mas cada família que alcançamos já é uma vitória e, de passo em passo, vamos alcançando ainda mais”, comemora Hugo. A iniciativa da 6ª CRE está se espalhando por toda a Rede Municipal de Educação e já conta com contribuições da 2ª, 5ª, 7ª e 8ª CRE, além da Escola de Formação Paulo Freire. Não há exigências complicadas em relação ao formato em que as videoaulas devem ser produzidas. Recomenda-se, no entanto, que os vídeos tenham duração máxima de três minutos, sejam gravados sempre na posição horizontal e que os professores se apresentem e digam a qual escola pertencem. Para garantir a qualidade e o alinhamento dos conteúdos à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), todos os vídeos produzidos pelos professores estão passando pela análise da Gerência de Educação da 6ª CRE, que segue as orientações da Secretaria Municipal de Educação. As aulas e atividades de complementação escolar, gravadas em vídeo e áudio pelos professores, estão disponíveis em #CompartilhaUmaAula. Em breve, muitas delas poderão ser acessadas também na área Material de Complementação Escolar (MCE) do Portal MultiRio.
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Professores aderem à campanha da 6ª CRE e compartilham videoaulas com alunos nas redes sociais

Yasmin Benedetti, professora de inglês nas Escolas Municipais Zituo Yoneshigue e Lia Braga, em uma videoaula compartilhada nas (...)