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Boas Práticas
Midiaeducação
Fato ou fake sobre povos indígenas
Informações
Relato
Resultados Observados
UNIDADE DE ENSINO
EM Madrid - 2ª CRE
Rua Maxwell 8 - Vila Isabel
Unidade não vocacionada


AUTOR(ES)
Bia Alexandrisky
Bia Alexandriski é bacharel em Artes Cênicas, com habilitação em Direção Teatral, pela Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Bia tem formação em Interpretação Teatral pela Casa das Artes de Laranjeiras (CAL) e concluiu curso de Licenciatura em Teatro pela Universidade Candido Mendes (Ucam), no Rio de Janeiro. Hoje, atua como professora na Escola Municipal Madrid (2ª CRE), em Vila Isabel, Zona Norte da cidade.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR
Professora
A prática inscrita neste edital está relacionada com produção jornalística estudantil?
Sim
Você gostaria de saber mais informações e participar da ANDAR (Agência de Notícias dos Alunos da Rede)?
Não
ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
9º ano
OBJETIVOS

Aplicada a uma turma de 9º ano da E.M. Madrid (2ª CRE), a atividade destinou-se a discutir informações disseminadas pelas mídias sobre povos indígenas, para que os estudantes pudessem:

  • distinguir entre o verdadeiro e o falso nessas informações;
  • romper com estereótipos atribuídos aos indígenas nesses contextos;
  • compreender a enorme diversidade cultural existente entre esses povos no Brasil;
  • acompanhar e participar (d)o debate sobre questões indígenas que circula pelas mídias;
  • discutir o que são fontes confiáveis de informação; e
  • aprender a reconhecer o que chamamos de fake news na informação.

HABILIDADES
9º ano - Artes Cênicas - Valorizar diferentes aspectos das matrizes estéticas e culturais, indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, proporcionando novas experiências estéticas e culturais
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Abril/2023 até Abril/2023

Nossa atividade foi dirigida a uma turma de 9º ano da E.M. Madrid (2ª CRE), em parceria com um grupo de pesquisadores do Instituto Nutes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Nutes/UFRJ). A data escolhida foi 19 de abril de 2023 – dia consagrado aos Povos Indígenas no Brasil.

ETAPAS | Primeiro, perguntamos aos estudantes como se informavam, que fontes consultavam e o que entendiam por fake news. Em seguida, distribuímos uma ficha para que cada estudante respondesse a duas perguntas: O que sei sobre povos indígenas? e O que quero saber sobre povos indígenas?

A seguir, preparamos uma apresentação de slides com frases para que os estudantes as classificassem como verdadeiras (FATO!) ou falsas (FAKE!) e explicassem o porquê de suas respostas. Aqui, cada estudante recebeu uma plaquinha verde com a resposta FATO! e outra vermelha com a resposta FAKE! para a avaliação das frases.

Prontas as avaliações e justificativas, exibimos dados sobre a veracidade ou não da frase avaliada na apresentação. Por exemplo: para a frase Os indígenas perderam sua cultura – informação falsa que costuma aparecer em certas publicações como argumento para deslegitimar a luta pelos direitos dos povos indígenas –, exibimos dois vídeos em que indígenas questionam essa visão equivocada e reiteram que sua cultura ancestral pode conviver com modernidades como a internet, por exemplo, sem que isso signifique que deixaram de ser indígenas.

Em todos os textos, imagens ou vídeos apresentados, priorizamos aqueles cujos atores são os próprios indígenas a contar sua história. Vídeos produzidos por jovens influenciadores indígenas digitais foram utilizados para promover a identificação e potencializar a aproximação com a linguagem das redes sociais que os estudantes tanto utilizam em seu cotidiano.

No final da atividade, distribuímos aos estudantes outra ficha com a pergunta O que aprendi sobre povos indígenas? para que percebessem que suas concepções anteriores sobre indígenas podiam estar formadas por possíveis estereótipos e preconceitos.

Os estudantes vivenciaram nossa proposta com muito entusiasmo e se envolveram nas discussões com bastante interesse. Os registros das fichas preenchidas por eles indicam que o que a maioria sabia sobre povos indígenas estava relacionado ao senso comum, constituído por predicados como “andam nus”, “fazem pinturas no corpo” – sem contar as lendas folclóricas e a ideia de que “índios fazem parte do passado”.

A maioria dos estudantes demonstrou interesse em aprender mais sobre as culturas desses povos e curiosidade em saber como vivem atualmente. Por fim, o que mais se destacou nos registros dos estudantes está relacionado à diversidade de línguas

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