Boas PráticasAplicada a uma turma de 9º ano da E.M. Madrid (2ª CRE), a atividade destinou-se a discutir informações disseminadas pelas mídias sobre povos indígenas, para que os estudantes pudessem:
Nossa atividade foi dirigida a uma turma de 9º ano da E.M. Madrid (2ª CRE), em parceria com um grupo de pesquisadores do Instituto Nutes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Nutes/UFRJ). A data escolhida foi 19 de abril de 2023 – dia consagrado aos Povos Indígenas no Brasil.
ETAPAS | Primeiro, perguntamos aos estudantes como se informavam, que fontes consultavam e o que entendiam por fake news. Em seguida, distribuímos uma ficha para que cada estudante respondesse a duas perguntas: O que sei sobre povos indígenas? e O que quero saber sobre povos indígenas?
A seguir, preparamos uma apresentação de slides com frases para que os estudantes as classificassem como verdadeiras (FATO!) ou falsas (FAKE!) e explicassem o porquê de suas respostas. Aqui, cada estudante recebeu uma plaquinha verde com a resposta FATO! e outra vermelha com a resposta FAKE! para a avaliação das frases.
Prontas as avaliações e justificativas, exibimos dados sobre a veracidade ou não da frase avaliada na apresentação. Por exemplo: para a frase Os indígenas perderam sua cultura – informação falsa que costuma aparecer em certas publicações como argumento para deslegitimar a luta pelos direitos dos povos indígenas –, exibimos dois vídeos em que indígenas questionam essa visão equivocada e reiteram que sua cultura ancestral pode conviver com modernidades como a internet, por exemplo, sem que isso signifique que deixaram de ser indígenas.
Em todos os textos, imagens ou vídeos apresentados, priorizamos aqueles cujos atores são os próprios indígenas a contar sua história. Vídeos produzidos por jovens influenciadores indígenas digitais foram utilizados para promover a identificação e potencializar a aproximação com a linguagem das redes sociais que os estudantes tanto utilizam em seu cotidiano.
No final da atividade, distribuímos aos estudantes outra ficha com a pergunta O que aprendi sobre povos indígenas? para que percebessem que suas concepções anteriores sobre indígenas podiam estar formadas por possíveis estereótipos e preconceitos.
Os estudantes vivenciaram nossa proposta com muito entusiasmo e se envolveram nas discussões com bastante interesse. Os registros das fichas preenchidas por eles indicam que o que a maioria sabia sobre povos indígenas estava relacionado ao senso comum, constituído por predicados como “andam nus”, “fazem pinturas no corpo” – sem contar as lendas folclóricas e a ideia de que “índios fazem parte do passado”.
A maioria dos estudantes demonstrou interesse em aprender mais sobre as culturas desses povos e curiosidade em saber como vivem atualmente. Por fim, o que mais se destacou nos registros dos estudantes está relacionado à diversidade de línguas
Registros