ACESSIBILIDADE:
Acessibilidade: Aumentar Fonte Acessibilidade: Retornar Fonte ao Tamanho Original Acessibilidade: Diminuir Fonte
Ícone do YouTube Ícone do Instagram Ícone do Tik Tok Ícone do Facebook WhatsApp
Ícone Sanduíche para Navegação
Logotipo do Projeto Cartografias de Boas Práticas da Rede Navegue pelo mapa e conheça as diferentes ações escritas e promovidas por profissionais de toda a nossa Rede.
Boas Práticas
Educação das Relações Étnico-Raciais
Valorização da Cultura Africana no Ensino de Língua Portuguesa na Escola Municipal Sobral Pinto
Informações
Relato
Resultados Observados
UNIDADE DE ENSINO
EM Sobral Pinto - 7ª CRE
Rua Barão 1180 - Praça Seca
Unidade não vocacionada
Anos Finais

AUTOR

MILENA NASCIMENTO DE SOUZA

Milena Nascimento de Souza é professora de Língua Portuguesa na Escola Municipal Sobral Pinto (RJ). Graduada em Letras (Português/Literaturas) pela UERJ e especialista em Língua Portuguesa pelo Liceu Literário Português, atua com projetos de leitura e com práticas de alfabetização e letramento. Desenvolve iniciativas voltadas à formação crítica dos estudantes e a projetos que articulam linguagem, cultura e diversidade, incluindo ações educativas de caráter antirracista.

CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professor I - Língua Portuguesa

ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
6º ano
7º ano
OBJETIVOS

Objetivo Geral: Promover uma prática pedagógica antirracista que valorize a contribuição africana para a língua portuguesa e fortaleça o protagonismo estudantil por meio de atividades de leitura, pesquisa, produção artística e oralidade.

Objetivos Específicos:

Reconhecer palavras de origem africana incorporadas ao vocabulário brasileiro;

Desenvolver a capacidade de pesquisa e a leitura crítica de textos informativos;

Estimular o protagonismo discente na produção de materiais visuais e verbais;

Trabalhar noções de ancestralidade e identidade cultural;

Ampliar a competência oral por meio da poesia falada e da apresentação pública;

Integrar o projeto às diretrizes antirracistas previstas no PPP da escola.

HABILIDADES
6º ano - Língua Portuguesa - Atuar de forma colaborativa em conversas.
6º ano - Sala de Leitura - Reconhecer e valorizar o Patrimônio Cultural Brasileiro, material e imaterial de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativo às diferentes linguagens artísticas.
7º ano - Língua Portuguesa - Opinar com coerência sobre assuntos significativos.
7º ano - Sala de Leitura - Perceber que uma história pode ser contada considerando-se diferentes influências. Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo, em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção. Identificar a temática como ideário coletivo identitário.
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Fevereiro/10/2 até atualmente

Descrição geral da prática: A prática desenvolvida ao longo do quarto bimestre com as turmas 1603, 1704 e 1706, no contexto do projeto de Círculo de Leitura, teve como foco valorizar a contribuição africana para a língua portuguesa, reconhecendo a ancestralidade presente em nosso vocabulário cotidiano e fortalecendo a consciência histórica e cultural dos estudantes. A atividade foi construída dentro da perspectiva de que a Consciência Negra é um compromisso de todos os dias, dialogando diretamente com os princípios do Projeto Político-Pedagógico da unidade, que defende a educação antirracista, a diversidade e o protagonismo discente.

O projeto estruturou-se em três eixos principais:

a) Pesquisa e exploração lexical: Apresentei às turmas uma seleção de palavras de origem africana presentes no português brasileiro (como “cafuné”, “samba”, “moleque”, “ginga”, entre outras), discutimos coletivamente a origem e os significados dessas palavras, integrando momentos de leitura, debate e levantamento de hipóteses. Essa etapa permitiu identificar como a cultura africana se inscreve em nosso cotidiano linguístico, favorecendo o desenvolvimento da competência leitora e do pensamento crítico.

b) Criação das placas ilustradas: Cada grupo escolheu uma palavra pesquisada e, a partir dela, iniciou a criação de placas ilustradas contendo: o termo; sua origem; um desenho que representasse seu significado; alguns alunos fizeram textos utilizando as palavras de origem africana. Nessa etapa, o protagonismo estudantil foi central: foram os alunos que definiram layout, linguagens visuais, fraseologia e formas de apresentação. O meu papel docente foi de mediação, orientando, sugerindo caminhos e apoiando a construção estética e informacional das placas. O processo envolveu a articulação de múltiplas linguagens (verbal, visual e artística).

c) Ancestralidade, identidade cultural e expressão oral: Para ampliar a discussão, trabalhamos o conceito de ancestralidade e identidade cultural, relacionando-os ao Dia da Consciência Negra e à história de Zumbi dos Palmares. Foram lidos e discutidos poemas e performances do Slam das Minas, destacando a potência da poesia falada como instrumento de resistência e afirmação identitária. As turmas realizaram uma atividade de pesquisa e expressão oral, na qual os estudantes produziram seus próprios textos e os apresentaram para a turma, inspirados na estética do slam. A oralidade, a criatividade e a coragem de se expressar publicamente foram competências amplamente desenvolvidas.

d) Por fim houve a organização e exposição das placas no mural da escola, compartilhando o trabalho com a comunidade escolar.

Houve um alto engajamento dos estudantes nas etapas de pesquisa, produção e apresentação, ampliação do repertório linguístico e cultural, com reconhecimento das influências africanas na língua portuguesa, desenvolvimento da autonomia e do protagonismo estudantil, já que os alunos tomaram decisões sobre estética, conteúdo e estrutura das placas, fortalecimento da oralidade, com significativa participação nas leituras de Slam e nas apresentações dos textos autorais, valorização da identidade e da ancestralidade, evidenciada nas discussões e nas produções artísticas, reconhecimento pela comunidade escolar, devido ao mural, que tornou o trabalho visível e acessível a todos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BONVINI, Emílio. Línguas africanas e português falado no Brasil. In: FIORIN, José L.; PETTER, Margarida. África no Brasil: a formação da língua portuguesa. São Paulo: Contexto, 2008, p. 15-62.

BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. MEC. Brasília | DF | Outubro | 2005. Étnico-Raciais e para o Ensino.

ESCOLA HISTÓRIA. 70 palavras de origem africana. Disponível em: https://ensinarhistoria.com.br/s21/wp-content/uploads/2021/09/70-palavras-de-origem-africana_timbrado.pdf. Acesso em: 4 dez. 2025.

GERÊNCIA DE RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS. 2025. Guia: Educação para as Relações Étnico-Raciais: 20 anos da Lei 10.639/03. ERER na Prática. Disponível em: https://multi.rio/materialrioeduca/pdf/viewer.php?arquivo=guia-educacao-para-as-relacoes-etnico-raciais&pdf=../arquivos/pdf_06147_sequencias-didaticas-guia-erer-2023.pdf&id=6153 . Acesso em: 04 de dezembro de 2025.

Registros
IMAGENS
Mural consciência negra: um compromisso de todos os dias
Palavras de origem africana com ilustrações 8
Palavras de origem africana com ilustrações 9
Protagonismo discente
Protagonismo discente
Trabalho colaborativo na elaboração do mural
Trabalho Slam das Minas para refletir sobre identidade e pertencimento
Trabalho Slam das Minas
Placa explicativa sobre consciência negra e braços simbolizando luta e resistência
Palavras de origem africana com ilustrações 1
Palavras de origem africana com ilustrações 2
Palavras de origem africana com ilustrações 3
Palavras de origem africana com ilustrações 4
Palavras de origem africana com ilustrações 5
Palavras de origem africana com ilustrações 6
Palavras de origem africana com ilustrações 7
VÍDEOS
PDFs
Envie sua mensagem
E aí, professor(a)?

Gostou dessa ação, tem alguma sugestão ou quer tirar alguma dúvida com este(a) professor(a)? Mande uma mensagem para ele(a) aqui. As Cartografias também consistem neste espaço de trocas e compartilhamentos do que se produz na Rede Municipal de Educação carioca.