Boas PráticasKELLY CARVALHO DE BRITO NEVES
Professora de Educação Infantil comprometida com a luta antirracista, a inclusão e a valorização da diversidade. Pedagoga, psicopedagoga, discente em Artes e, em breve, adicionará mais uma certificação ao currículo, que segue em constante processo de formação e aprendizagem. Concluinte do curso básico de Libras, promove diálogos sobre deficiência auditiva, educação inclusiva e “Educação na Periferia em Ação”, tema no qual destaca as potências do território do Complexo da Penha. A última operação na Vila Cruzeiro reforçou sua percepção de que o bairro abriga muito mais do que episódios de violência.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professora de Educação Infantil
-Investigar como práticas pedagógicas antirracistas na Educação Infantil contribuem para o fortalecimento da autoestima e da identidade étnico-racial de crianças negras em contextos de vulnerabilidade social.
-Identificar práticas pedagógicas que valorizem a cultura e a identidade negra no cotidiano da Educação Infantil.
-Analisar as percepções e reações das crianças diante de atividades voltadas para a valorização da negritude.
-Refletir sobre o papel do professor como mediador na construção de uma pedagogia antirracista.
-Produzir registros que subsidiem novas práticas pedagógicas e políticas educacionais voltadas para a infância.
Além de as crianças se sentirem representadas pelas fotografias já que alguns moradores retratados eram conhecidos, como a diretora adjunta da escola, a agente de Educação Infantil da turma e um professor da rede que desenvolve um projeto educacional na comunidade, nossas referências locais ficaram profundamente impactadas ao ver suas imagens expostas em um cartaz na escola. Recebemos relatos marcantes sobre o significado de serem reconhecidos como referências, de se sentirem pertencentes ao território e de perceberem que fazem a diferença na comunidade, especialmente considerando que muitas pessoas nunca tiveram referências negras em sua trajetória escolar.
Também ouvimos de moradores e responsáveis que, ao buscar as crianças, expressavam o desejo de se tornarem referências positivas para a comunidade.
Enfim, foi um trabalho que ultrapassou os muros da escola e impactou diversas famílias.
CARINE, Barbara. História pretinha das coisas. Salvador: Editora Malê, 2021.
CARINE, Barbara. Como ser um educador antirracista. Salvador: Editora Malê, 2022.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 2002.
Guia Educação para as Relações Étnico-Raciais Volume 2 - Lei nº 11.645/08;
GOMES, Nilma Lino. Educação, identidade negra e formação de professores. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
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