ACESSIBILIDADE:
Acessibilidade: Aumentar Fonte Acessibilidade: Retornar Fonte ao Tamanho Original Acessibilidade: Diminuir Fonte
Ícone do YouTube Ícone do Instagram Ícone do Tik Tok Ícone do Facebook WhatsApp
Ícone Sanduíche para Navegação
Logotipo do Projeto Cartografias de Boas Práticas da Rede Navegue pelo mapa e conheça as diferentes ações escritas e promovidas por profissionais de toda a nossa Rede.
Boas Práticas
Educação das Relações Étnico-Raciais
REFERÊNCIAS NEGRAS LOCAIS - Práticas pedagógicas antirracistas na Vila Cruzeiro
Informações
Relato
Resultados Observados
UNIDADE DE ENSINO
EDI Almir Leite Ribeiro - 4ª CRE
Estrada José Rucas 1515 - Penha
Unidade não vocacionada
Educação Infantil

AUTOR

KELLY CARVALHO DE BRITO NEVES

Professora de Educação Infantil comprometida com a luta antirracista, a inclusão e a valorização da diversidade. Pedagoga, psicopedagoga, discente em Artes e, em breve, adicionará mais uma certificação ao currículo, que segue em constante processo de formação e aprendizagem. Concluinte do curso básico de Libras, promove diálogos sobre deficiência auditiva, educação inclusiva e “Educação na Periferia em Ação”, tema no qual destaca as potências do território do Complexo da Penha. A última operação na Vila Cruzeiro reforçou sua percepção de que o bairro abriga muito mais do que episódios de violência.

CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professora de Educação Infantil

ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
Maternal II
OBJETIVOS

-Investigar como práticas pedagógicas antirracistas na Educação Infantil contribuem para o fortalecimento da autoestima e da identidade étnico-racial de crianças negras em contextos de vulnerabilidade social.

-Identificar práticas pedagógicas que valorizem a cultura e a identidade negra no cotidiano da Educação Infantil.

-Analisar as percepções e reações das crianças diante de atividades voltadas para a valorização da negritude.

-Refletir sobre o papel do professor como mediador na construção de uma pedagogia antirracista.

-Produzir registros que subsidiem novas práticas pedagógicas e políticas educacionais voltadas para a infância.

HABILIDADES
EJA II - Bloco 1 - Língua Portuguesa - Experimentar a oralidade como meio de produção de si e do mundo; de criação, expressão, comunicação, argumentação e interação social, em situações e contextos diversos, formais e informais, inclusive em meio digital, adequados aos objetivos, gêneros discursivos e interlocutores, nas culturas brasileira, popular, indígenas e afro-brasileiras.
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Fevereiro/10/2 até atualmente
PÁGINA(S) DA PRÁTICA/PROJETO NA INTERNET
Sempre observei a força criativa, a curiosidade e os sonhos das crianças, busquei, no cotidiano, valorizar a beleza natural dessas crianças, promovendo práticas antirracistas de cuidado e afeto que fortalecessem sua identidade. Com o tempo, essa necessidade de valorizar e fortalecer a identidade das crianças foi se expandindo para além das ações cotidianas. Após a operação do Estado na Vila Cruzeiro, percebi a necessidade de trabalhar algumas referências negras locais, conversei com alguns moradores e ex moradores, pedi as fotografias e um breve biografia, realizei uma roda de conversa onde mostrei as fotografias e conversamos sobre essas referências, o trabalho que elas realizam, a localidade da comunidade onde vivem ou cresceram, fizemos um trabalho artístico de colagem e ao final visualizamos o cartaz pronto e cada um escolheu a personalidade que mais gostou. Foi gratificante ver os olhinhos brilhando em cada foto cheia de representatividade.

Além de as crianças se sentirem representadas pelas fotografias já que alguns moradores retratados eram conhecidos, como a diretora adjunta da escola, a agente de Educação Infantil da turma e um professor da rede que desenvolve um projeto educacional na comunidade, nossas referências locais ficaram profundamente impactadas ao ver suas imagens expostas em um cartaz na escola. Recebemos relatos marcantes sobre o significado de serem reconhecidos como referências, de se sentirem pertencentes ao território e de perceberem que fazem a diferença na comunidade, especialmente considerando que muitas pessoas nunca tiveram referências negras em sua trajetória escolar.

Também ouvimos de moradores e responsáveis que, ao buscar as crianças, expressavam o desejo de se tornarem referências positivas para a comunidade.

Enfim, foi um trabalho que ultrapassou os muros da escola e impactou diversas famílias.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CARINE, Barbara. História pretinha das coisas. Salvador: Editora Malê, 2021.

CARINE, Barbara. Como ser um educador antirracista. Salvador: Editora Malê, 2022.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 2002.

Guia Educação para as Relações Étnico-Raciais Volume 2 - Lei nº 11.645/08;

GOMES, Nilma Lino. Educação, identidade negra e formação de professores. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.

Registros
IMAGENS
Crianças visualizando o cartaz Referências negras locais
Crianças posando para fotografia junto ao cartaz Referências negras locais
Crianças alegres fazendo pose para fotos com o cartaz Referências negras locais
Benjamin realizando colagem de papel colorido no cartaz
Kauan e Rillary realizando a colagem de papel colorido no cartaz referências negras locais
Ana Julia e Bernardo Henrique realizando a colagem de papel colorido no cartaz
Relato emocionante de Larissa Rodrigues uma das referências negras locais
VÍDEOS
Envie sua mensagem
E aí, professor(a)?

Gostou dessa ação, tem alguma sugestão ou quer tirar alguma dúvida com este(a) professor(a)? Mande uma mensagem para ele(a) aqui. As Cartografias também consistem neste espaço de trocas e compartilhamentos do que se produz na Rede Municipal de Educação carioca.