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Boas Práticas
Educação das Relações Étnico-Raciais
Pretitude em Foco
Informações
Relato
Resultados Observados
UNIDADE DE ENSINO
EM Fernando de Azevedo - 10ª CRE
Travessa Boa Vista S/nº - Santa Cruz
Ginásio Educacional Olímpico - GEO
Anos Finais / Educação de Jovens e Adultos

AUTOR(ES)

Sou Tati Costa, carioca, filha da carioca Maria, e do paraibano Sinvaldo. Ambos professores História, aposentados, da rede municipal do RJ. Tenho 46 anos de vida, 5 filhos maravilhosos, 22 anos de profissão e amo o que eu faço. Atuo na rede municipal há 12 anos e, atualmente, leciono no GEO Fernando de Azevedo, U.E. da 10ª CRE, em Santa Cruz. Acredito que a Educação Pública de qualidade pode mudar o futuro de nossos alunas. Acredito também no meu trabalho dentro e fora de sala de aula. O trabalho de Língua Portuguesa, nos dias atuais, é um trabalho bastante diversificado, que não abrange apenas a gramática, mas todo tipo de leitura, linguagens e códigos. Meu trabalho vai além das quatro paredes da sala de aula, levando o aluno a espaços onde ele possa pensar, refletir e se reconhecer como cidadão autônomo e participativo da sociedade e ser protagonista da sua própria história. Espero sempre poder fazer alguma diferença na vida dos meus alunos.
ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
6º ano
7º ano
8º ano
9º ano
Carioca II
EJA I - Bloco 1
EJA I - Bloco 2
OBJETIVOS

Projeto “Pretitude em Foco”

O projeto Pretitude. Em foco promove a valorização da identidade, ancestralidade e autoestima dos estudantes negros por meio da arte, da leitura e da fotografia. A prática busca ressignificar narrativas, apresentando alunos e alunas como protagonistas de suas próprias histórias. Durante o projeto, são trabalhados textos literários de autores negros, debates sobre pertencimento e atividades de produção artística e fotográfica inspiradas na estética afro-brasileira. As imagens produzidas compõem uma exposição que celebra beleza, força e diversidade. A finalidade é construir uma escola antirracista, em que estudantes negros se vejam, se reconheçam e se sintam representados de forma positiva e potente.

HABILIDADES
EJA II - Bloco 2 - Língua Portuguesa - Reconhecer a sua condição de sujeito que interage no mundo por meio da leitura-escrita, em suas diferentes formas e contextos sociais, para comunicação, acesso e produção de informações e conhecimentos, lazer, trabalho, expressão de pensamento e sentimentos.
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Maio/4/20 até atualmente
PÁGINA(S) DA PRÁTICA/PROJETO NA INTERNET

Projeto “Pretitude em foco”

A prática do projeto Pretitude em Foco começou ainda no início do ano letivo, e é uma continuidade do trabalho iniciado em 2024, no projeto “Reflexos da Resistência”, ampliando reflexões sobre identidade, ancestralidade e fortalecimento da autoestima dos estudantes. Em 2025, o projeto ganhou novas etapas e aprofundamento, mantendo-se alinhado ao PPP da escola e à Lei 10.639/03. Surgiu como um movimento contínuo de leitura, diálogo e produção artística voltado à valorização da negritude e ao combate ao racismo.

O primeiro eixo de trabalho foi a mediação leitora com obras de autores negros, como O Pequeno Príncipe Preto, Amoras , Quanta África há no dia de alguém?., História Pretinha das Coisas e História Preta das Coisas, entre outras leituras. As leituras provocaram reflexões sobre pertencimento, história e representações positivas, desenvolvendo habilidades de compreensão, oralidade, argumentação e construção identitária. A partir delas, realizamos debates, rodas de conversa e registros escritos.

Paralelamente, os alunos criaram painéis representativos, reunindo personalidades negras de diferentes áreas, ressignificando o olhar para heróis, intelectuais, artistas e referências históricas. Esses painéis serviram como base para discussões sobre ancestralidade e para ampliar o repertório cultural dos estudantes.

Em seguida, iniciamos oficinas de pintura afro e pintura antirracista, explorando cores, símbolos, padrões e grafismos presentes em estéticas africanas e afro-brasileiras. Essas oficinas prepararam o grupo para a etapa seguinte: o processo fotográfico, no qual os alunos experimentaram ser protagonistas de suas próprias narrativas, escolhendo poses, elementos estéticos e expressões que representassem sua identidade e beleza.

Em junho, recebemos Joana Oscar, da GERER, cuja visita se tornou a primeira culminância do projeto. Nessa ocasião, os estudantes apresentaram poesias autorais, música, dramatizações e fotografias, demonstrando os aprendizados construídos ao longo dos meses. Esse momento marcou simbolicamente o reconhecimento e a celebração da potência dos alunos negros da escola.

A prática, desenvolvida com turmas do 6º ao 9º ano, articulou leitura, artes visuais, expressão corporal, produção textual, oralidade, pesquisa histórica e autoestima — fortalecendo competências socioemocionais, culturais e pedagógicas. Todas as etapas dialogaram com o Projeto Político-Pedagógico da unidade, reforçando o compromisso da escola com uma educação antirracista, inclusiva e formadora de cidadãos críticos.

O projeto segue em expansão, e sua essência permanece: permitir que cada estudante negro se veja, se reconheça, se valorize e se afirme como protagonista da própria história. Pretitude em Foco não é apenas um trabalho pedagógico, é uma prática de existência, resistência e celebração da identidade negra dentro da escola.

A prática gerou mudanças significativas na autoestima, expressão e participação dos estudantes. Observou-se maior valorização da identidade negra, fortalecimento do pertencimento e ampliação do repertório cultural. Os alunos passaram a reconhecer referências positivas, expressar-se com mais segurança e construir narrativas próprias por meio da leitura, da arte e da fotografia. A metodologia, baseada em diálogo, representatividade e protagonismo, mostrou-se adequada ao contexto escolar, favorecendo engajamento e envolvimento contínuo. O projeto alcançou seus objetivos ao promover debates qualificados, produções autorais e maior consciência antirracista entre as turmas. Também impactou a comunidade escolar, que passou a reconhecer e celebrar a diversidade de forma mais intencional, fortalecendo uma cultura educativa comprometida com equidade e respeito.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, Silvio Luiz de. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen Livros, 2019.

BENTO, Maria Aparecida da Silva. O pacto da branquitude. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.

CARNEIRO, Sueli. Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil. São Paulo: Selo Negro, 2011.

GOMES, Nilma Lino. Educação para a igualdade racial: reflexões e práticas pedagógicas. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.

GONÇALVES E SILVA, Petronilha Beatriz. Educação das relações étnico-raciais: desafios e perspectivas. Brasília: MEC/SECAD, 2005.

GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

PINHEIRO, Bárbara Carine Soares. Como ser um educador antirracista: para familiares e professores. 1. ed. São Paulo: Planeta do Brasil, 2023 . Vencedor do Prêmio Jabuti de Educação em 2024 .

PINHEIRO, Bárbara Carine Soares. Querido estudante negro. 1. ed. São Paulo: Planeta, 2024 .

PINHEIRO, Bárbara Carine Soares. História preta das coisas: 50 invenções científico-tecnológicas de pessoas negras. 1. ed. [S.l.]: Livraria da Física, 2021. Finalista do Jabuti de 2022 .

PINHEIRO, Bárbara Carine Soares. História pretinha das coisas: As descobertas de Ori. 1. ed. [S.l.]: Livraria da Física, 2022

RIBEIRO, Djamila. Pequeno manual antirracista. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

RUFINO DOS SANTOS, Joel. O que é racismo? São Paulo: Brasiliense, 1989.

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Pretitude em Foco
"Diversidade não se constrói, se celebra!" (Bárbara Carine)
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