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Boas Práticas
Educação das Relações Étnico-Raciais
DE CRIANÇAS PARA CRIANÇAS: TEXTUALIZANDO EXPERIÊNCIAS A PARTIR DE NARRATIVAS AFRICANAS DE LÍNGUA INGLESA
Informações
Relato
Resultados Observados
UNIDADE DE ENSINO
EM Antônio Pereira - 3ª CRE
Rua Moacir de Almeida 771 - Tomás Coelho

Anos Iniciais

AUTOR

MILTON FAGUNDES DA SILVA

É doutor em Literatura Comparada pelo Programa de Pós-graduação em Estudos de Literatura da Universidade Federal Fluminense (UFF), e mestre em Estudos Literários, pela mesma universidade. Possui Licenciatura Plena em Letras: Português/ Inglês, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É professor de língua inglesa do quadro permanente da SME da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, e também da SEEDUC do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), atuando como professor supervisor na escola-campo onde ministra aulas de inglês para educandos do ensino fundamental, o Ginásio Tecnológico Educacional Antonio Pereira (GETAP).

CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:PROFESSOR DE ENSINO FUNDAMENTAL

ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
3º ano
OBJETIVOS

Iniciar a leitura de narrativas africanas em língua inglesa;

Acessar, conhecer e apreciar narrativas africanas infantis que tematizam situações do cotidiano;

Apropriar-se do repertório lexical construído e em construção para interpretar e apreciar as narrativas em língua inglesa;

Apropriar-se de estratégias de leitura para transitar pelo texto individualmente ou em parceria, com ou sem a mediação do professor;

Conhecer os elementos da narrativa (personagem, tempo, lugar, ponto de vista, conflito e desfecho) e refletir sobre a sua funcionalidade durante os processos de leitura e escrita;

Relacionar o conteúdo imagético ao conteúdo escrito do texto;

Acessar o repertório lexical e textual, em línguas materna e adicional, para produzir contos em inglês;

Planejar, rascunhar e produzir um conto em inglês;

Ler e divulgar as produções autorais para os colegas de classe e da escola;

HABILIDADES
3º ano - Língua Portuguesa - Antecipar o assunto de um texto com base no título, subtítulo e imagem.
3º ano - Língua Portuguesa - Identificar a finalidade de diferentes textos pelo reconhecimento do suporte, do gênero e das características gráficas.
3º ano - Língua Portuguesa - Ler diferentes textos identificando seus usos sociais/contextuais (com ou sem mediação do professor).
3º ano - Língua Portuguesa - Localizar informações explícitas, literalmente expressas no texto.
3º ano - Língua Portuguesa - Planejar, individual e coletivamente, a produção de textos escritos tendo como critérios: a finalidade, o gênero e o interlocutor.
3º ano - Língua Portuguesa - Produzir textos de acordo com as condições de produção (finalidade, gênero, interlocutor), utilizando recursos gráficos.
3º ano - Língua Portuguesa - Produzir textos, individual e coletivamente, com uma sequência lógico-temporal (início, meio, fim).
3º ano - Língua Portuguesa - Revisar coletivamente a produção de textos escritos tendo como critérios: a finalidade, o gênero e o interlocutor.
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Maio/4/20 até atualmente
Aceitando que a literatura é linguagem e que a escola é o espaço onde as crianças têm a oportunidade de desenvolverem-se por meio de práticas e atividades de linguagem, esta sequência didática propôs um trabalho envolvendo narrativas infantis africanas de língua inglesa, a fim de assegurar não apenas o direito das crianças à aprendizagem e desenvolvimento, como também inseri-las em uma comunidade linguística que mais e mais cerca o(s) espaços(s) em que vivemos e afeta as nossas escolhas. Se o mundo biossociocultural é atravessado por múltiplos discursos e em um idioma que assinala fronteiras, faz-se necessário uma educação linguística que priorize acessos e que forneça ferramentas críticas para ler(-se), (des)identificar(-se), posicionar-se diante de discursos que falam sobre o eu e sobre o outro. Propomos um trabalho de leitura e escrita em língua adicional, com as devidas mediações em língua materna, para pensar as tantas realidades que se põem sob a ótica e agência das crianças, incitando releituras, reflexões e produções sobre o que e quem somos na escola, em casa e no mundo tão diverso. O trabalho de leitura e produção textual a partir de narrativas africanas iniciou-se com a leitura dos contos “A Very Busy Day” (AVBD), de Chisanga Mukuka, e “Little Shoots” (LS), de Sope Martins. A leitura foi feita em inglês e em português, recorrendo às estratégias de antecipação, leitura em voz alta, interação com o texto e releitura. A mediação se deu explorando o repertório que as crianças possuíam e estimulando a tecitura de inferências para apreensão do sentido das palavras à luz do contexto em que estão inseridas. Em AVBD enfatizamos a experiência do cotidiano, enquanto que em LS o foco recaiu sobre os efeitos da passagem do tempo e o desejo do protagonista em crescer. Chamamos a atenção das crianças para as escolhas feitas para a construção discursiva (as palavras para se referir aos membros da família, aos brinquedos, às peças de roupas, ao espaço onde a história se desenrola, a construção formulaica das frases, as repetições, etc.), de modo que elas pudessem ter ferramentas para construírem seus textos na língua alvo. Concluído o processo de leitura e análise dos textos, foi proposto às crianças que escrevessem contos infantis em inglês para os colegas da escola. As crianças desenvolveram suas histórias em sala de aula sob a supervisão do professor, que contribuiu com sugestões e correções pontuais. Nessa etapa foram feitas observações atentas para identificar quais objetos de aprendizagem e habilidades fragilizadas que precisavam de uma maior atenção. Após apreciadas pelo professor, os textos foram devolvidos às crianças para reescritura e aprimoramento. Por fim, após a entrega da versão final, as crianças realizaram a ilustração de suas respectivas produções escritas.
Este trabalho mostrou-nos que o transliguar pode ser uma boa estratégia de ensinar e aprender uma outra língua, ou seja, as crianças podem se sentir mais acolhidas ao passear pelas línguas materna e adicional para produzir, consumir e receber discursos orais e escritos em inglês. Além disso, a proficiência linguística só pode ser, de fato, alcançada quando os envolvidos no processo estão engajados em contextos linguístico-culturais autênticos de aprendizagem. É preciso destacar que aprender a língua inglesa pode e deve acontecer numa perspectiva que contemple os Englishes que não necessariamente estão nos Estados Unidos ou Reino Unido, mas também em países africanos como na Nigéria e Zâmbia. Acreditamos que uma educação linguística afrocentrada pode contribuir para que as crianças possam crescer com maior sensibilidade e respeito às diferenças que são, política e socialmente, construídas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Guia Educação para as Relações Étnico-Raciais Volume 2 - Lei nº 11.645/08.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 1996. Acesso em: 02 fev. 2026.

_______. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-brasileira e Indígena”. Diário Oficial da União, Brasília, 11 de março de 2008. Acesso em: 02 fev. 2026.

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