Boas PráticasMONIQUE D OLIVEIRA MENDES DE QUEIROZ
Monique D'Oliveira Mendes Queiroz é professora da Educação Infantil há 14 anos na Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro. Possui formação em Magistério (nível médio) e graduação em Normal Superior com habilitação em Educação Infantil. É pós-graduada em Administração e Supervisão Escolar e mestre em Novas Tecnologias na Educação. Atua há seis anos no Ciep Avenida dos Desfiles I (01.02.502), desenvolvendo e articulando pedagogicamente atividades que promovam uma educação antirracista, inclusiva e que promovam a cidadania e protagonismo infantil.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:PEI/Professora Articuladora
Reconhecer o samba como expressão artística e cultural de origem afro-brasileira.
Explorar a história do carnaval e do território do Sambódromo resgatando importância deles para a cultura popular brasileira.
Desenvolver atitudes de respeito, escuta e valorização das diferenças culturais.
Ampliar o repertório cultural das crianças por meio de experiências que envolvam a musicalidade..
Promover o contato com histórias, memórias e tradições afro-brasileiras relacionadas ao samba.
A proposta teve como objetivo promover o reconhecimento da Cultura Afro-Brasileira por meio da exploração da história e dos significados do samba e do carnaval, valorizando os espaços e as expressões artísticas que constituem esse patrimônio cultural. A prática foi realizada no Ciep Avenida dos Desfiles I, com turmas de Pré-escola I e II, compostas por 173 crianças, e envolveu 23 funcionários.
As ações foram organizadas em sequência, permitindo que as crianças participassem de diferentes experiências. A primeira etapa envolveu a pesquisa sobre a história do samba e do Sambódromo, com rodas de conversa, pesquisa no computador e leitura de imagens e livros sobre o assunto. Em seguida, as turmas entrevistaram funcionários do Sambódromo, conhecendo histórias e curiosidades sobre o espaço, assim como o trabalho realizado pelas pessoas que constroem o carnaval.
Posteriormente, realizamos o Dia do Samba na escola, um baile coletivo no qual as crianças puderam ouvir, dançar e sentir o ritmo do samba, explorando sons, instrumentos e movimentos corporais. Depois realizamos uma visita exploratória ao Sambódromo, descobrindo coisas novas sobre esse espaço, trazendo significado e ampliando o conhecimento sobre esse território onde fica localizada nossa escola.
Nas etapas seguintes, cada turma criou sua própria escola de samba, escolhendo nome, um samba para representá-las, confeccionando, reaproveitando e separando adereços. O projeto culminou com um grande desfile da nossa escola no espaço do Sambódromo, momento de celebração e valorização da cultura afro-brasileira, em que as crianças puderam vivenciar um pouco de como é um desfile de escola de samba nesse espaço, trazendo o aprendizado de forma lúdica e significativa.
A experiência dialoga diretamente com o Projeto Político-Pedagógico da unidade, que valoriza a cultura brasileira, suas raízes e a formação integral das nossas crianças. Ao transformar o território do Sambódromo em espaço de aprendizagem e celebração, o projeto reforçou o papel da escola como promotora da inclusão de práticas que favoreçam o reconhecimento da identidade afro-brasileira.
Essa proposta buscou evidenciar o samba e o espaço do Sambódromo como memória e resistência da cultura Afro-brasileira. As crianças e funcionários puderam ampliar seus laços culturais com a nossa cidade, por meio de uma história viva, com música e ancestralidade.
BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9.394/96, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”. Diário Oficial da União, Brasília, 10 jan. 2003.
RIOS, Terezinha. Compreender e ensinar: por uma docência da melhor qualidade. São Paulo: Cortez, 2015.
PEREIRA, Amailton Magno. Educação e cultura afro-brasileira: práticas pedagógicas para a diversidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.
BRASIL. Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Secretaria Municipal de Educação. Currículo Carioca da Educação Infantil. Rio de Janeiro: SME, 2020.
BRASIL. Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Secretaria Municipal de Educação. Gerência de Relações Étnico-Raciais (GERER). Guia Educação para as Relações Étnico-Raciais: 20 anos da Lei 10.639/03. Rio de Janeiro: SME-GERER, [s.d.].
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