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Boas Práticas
Educação das Relações Étnico-Raciais
“Os Saberes do Barro e da Panela: Misturas Nutritivas e Curativas das Cozinhas Ancestrais”
Informações
Relato
Resultados Observados
UNIDADE DE ENSINO
EM Professor Lourenço Filho - 2ª CRE
Praça Edmundo Rego 11 - Grajaú

Educação de Jovens e Adultos

AUTOR

IVONILTON DE BARROS FONSECA

Professor Regente Ciências, matrícula 164823-7 (PEF - 40h) na Escola Marc Ferrez( 2020-2025) e matrícula169475-1 (P1-16h) na Professor Lourenço Filho(EJA II) desde 2012, ambas na SME-RJ/2ª CRE; Prof. Mentor do TIME 02 e do Laboratório de Aprendizagens de Ciências: Ginásio Experimental de Novas Tecnologias Educacionais – GENTE Gávea Rocinha (2012-2019); Professor Polivalente do Projeto Autonomia Carioca na Escola Municipal Reverendo Martin Luther King, 2ª CRE-SME (2009 -2011)Coordenador de Projetos de Núcleo de Adolescentes Multiplicadores - Programa de Educação Ambiental e Educação Sexual da SME. (1998 -2008) com Pós graduação como Especialista em Prevenção às Drogas - UCM (1999) Informática Educativa-UNICARIOCA (2001); Coordenador de capacitação de Professores da Rede SME-RJ 2ª CRE-SME (2004 -2008); Professor de Ciências Físicas e Biológicas na Escola Municipal Gilberto Bento da Silva (1994 na 1ª matrícula e 1995 na 2ª matrícula-2010).

CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professor de Ciências EJA II

ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
EJA I - Bloco 2
EJA II - Bloco 1
EJA II - Bloco 2
OBJETIVOS
O projeto “Os Saberes do Barro e da Panela” tem como objetivo valorizar e integrar saberes científicos e tradicionais, promovendo aprendizagens significativas a partir das vivências culturais e sensoriais nas cozinhas ancestrais. Inspirado pela etnociência, reconhece o barro, as ervas e os alimentos como elementos que unem química, biologia, história e arte, despertando a consciência sobre a origem e o valor dos alimentos, o papel do sal e das misturas no cuidado com o corpo e com a natureza. A cozinha é compreendida como espaço de resistência, memória e sustentabilidade, onde ciência e cultura se misturam. A prática fortalece a identidade dos estudantes da EJA, ampliando o sentimento de pertencimento, autonomia e valorização da diversidade de saberes, em sintonia com o Projeto Político-Pedagógico da Escola Professor Lourenço Filho.
HABILIDADES
EJA I - Bloco 2 - História/Geografia - Compreender a cidadania como um processo de ampla e irrestrita participação na sociedade, incluindo o exercício de seus direitos e deveres civis, sociais e políticos
EJA I - Bloco 2 - História/Geografia - Reconhecer a sua condição de sujeito histórico, produtor de cultura e participante dos diferentes grupos sociais que constroem a história das diferentes sociedades, especialmente considerando o Brasil, o Rio de Janeiro, as sociedades indígenas, afro-brasileiras e latino-americanas
EJA II - Bloco 1 - Ciências - Identificar quais ações preventivas, individuais, coletivas e do Estado precisam ser praticadas para a prevenção de doenças.
EJA II - Bloco 1 - Ciências - Compreender a nós, seres humanos, como parte da natureza nossas relações com o ambiente e como nossas atitudes impactam o ambiente em nossa sociedade e nas sociedades indígenas brasileiras, ao longo da história.
EJA II - Bloco 1 - Ciências - Explicar o racismo ambiental, como ele é identificado e seus efeitos na sociedade.
EJA II - Bloco 1 - Ciências - Identificar diferenças e conexões entre conhecimento científico e conhecimento popular, especialmente oriundo das sociedades indígenas, afro-brasileiras e latino-americanas, refletindo sobre a importância de ambos para as diversas sociedades.
EJA II - Bloco 1 - Linguagens Artísticas - Investigar a influência das culturas das sociedades indígenas e afro-brasileiras na produção da cultura corporal em nossa sociedade.
EJA II - Bloco 1 - Linguagens Artísticas - Investigar as diferentes matrizes estéticas e culturais, locais e regionais, situando-as no tempo e no espaço, e sua influência nas diversas produções artísticas, com destaque para as matrizes de influência indígenas e afro-brasileiras.
EJA II - Bloco 1 - Linguagens Artísticas - Reconhecer-se como sujeito da produção cultural artística ou como sujeito da apreciação estética e dos sentidos para elas produzidos
EJA II - Bloco 2 - Ciências - Compreender o conceito de sustentabilidade no âmbito individual e coletivo do sujeito.
EJA II - Bloco 2 - Ciências - Descrever os processos fisiológicos de digestão, circulação e respiração do corpo humano.
EJA II - Bloco 2 - Ciências - Diferenciar matéria de energia.
EJA II - Bloco 2 - Ciências - Localizar os órgãos de cada um dos sistemas (digestório, circulatório e respiratório) no corpo humano, por meio de desenhos, modelos tridimensionais e ou tecnologicamente
EJA II - Bloco 2 - Ciências - Produzir relatórios de observação, pesquisas e experiências, coletivos e individuais, com autonomia, inclusive em meio digital, ampliando possibilidades de produção e publicação dos textos
EJA II - Bloco 2 - Ciências - Reconhecer a tecnologia como campo de saber, de disputa e de poder.
EJA II - Bloco 2 - Ciências - Reconhecer as contribuições das diversas sociedades e personalidades para o desenvolvimento científico-tecnológico.
EJA II - Bloco 2 - Ciências - Relacionar a degradação dos ambientes ao contexto político, econômico e sociocultural nos quais a sociedade está inserida.
EJA II - Bloco 2 - Ciências - Relacionar a saúde física, mental e social às condições de alimentação, considerando as diferentes culturas alimentares do país, ou de insegurança alimentar.
EJA II - Bloco 2 - História/Geografia - Compreender a cidadania como um processo de ampla e irrestrita participação na sociedade, incluindo o exercício de seus direitos e deveres civis, sociais e políticos
EJA II - Bloco 2 - História/Geografia - Compreender os sentidos de trabalho, as desigualdades e as transformações históricas nos mundos do trabalho, como processos influenciados pelas relações social, cultural, política, econômica e pelo desenvolvimento científico-tecnológico, nas diversas sociedades, especialmente considerando o Brasil e o Rio de Janeiro.
EJA II - Bloco 2 - História/Geografia - Compreender os sentidos de trabalho, as desigualdades e as transformações históricas nos mundos do trabalho, como processos influenciados pelas relações social, cultural, política, econômica e pelo desenvolvimento científico-tecnológico, nas diversas sociedades, especialmente considerando o Brasil e o Rio de Janeiro.
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Maio/3/20 até atualmente
PÁGINA(S) DA PRÁTICA/PROJETO NA INTERNET
O projeto tem o propósito de integrar saberes científicos e tradicionais, aproximando a escola dos territórios culturais e afetivos de seus estudantes. Inspirada pela etnociência, a prática buscou valorizar o barro, as ervas e os alimentos como elementos que unem química, biologia, história e arte, promovendo aprendizagens significativas e sustentáveis. A cozinha é um espaço de resistência, memória e ciência cotidiana. Foram desenvolvidas oficinas práticas, rodas de conversa e atividades investigativas que exploraram a origem e o valor dos alimentos, o papel do sal e das misturas, o uso de ervas medicinais e o simbolismo do barro. As ações tiveram como objetivos despertar a consciência ambiental, fortalecer a identidade dos estudantes e consolidar a escola como espaço de convivência, investigação e criação coletivas. As estratégias didáticas: 1. Aulas práticas nas rodas de conversas sobre a origem e tipo de solos: a ARGILA como recurso mineral inspirador, modelável, construtor, reservatório e fabrico de utensílios. 2. Oficinas com barro, onde os estudantes modelaram potes e utensílios, explorando propriedades físicas do material e refletindo sobre sua importância histórica e simbólica. 3. Experimentos simples (dissolução do sal, infusões e observação de reações), que desenvolveram o raciocínio científico e o registro de dados. 4. Oficinas sensoriais e culinárias, em que os alunos manipularam alimentos e ervas, registrando observações sobre cheiros, sabores e transformações. Essas vivências concretas possibilitaram compreender fenômenos químicos e biológicos de forma contextualizada. 5. Culminância coletiva, com degustação de receitas e exposição dos trabalhos, fortalecendo o sentimento de pertencimento e integração comunitária. As estratégias foram escolhidas por favorecerem a aprendizagem significativa e o protagonismo discente, promovendo a autonomia e o reconhecimento de diferentes formas de conhecimento. Cada ação foi planejada para articular teoria e prática, ciência e cultura, corpo e território, resultando em um processo educativo vivo e participativo. O público envolvido incluiu estudantes da EJA, equipe docente, merendeiras, famílias e comunidade local. O trabalho interdisciplinar integrou Ciências, História e Artes, estimulando o pensamento crítico, o respeito à diversidade cultural e a consciência ambiental. A prática articulou-se ao Projeto Político-Pedagógico da escola, ao valorizar a educação integral, o diálogo entre saberes e a sustentabilidade cotidiana. Desenvolveu competências cognitivas (observação, investigação, registro e análise), socioemocionais (colaboração, empatia, comunicação) e cidadãs (valorização da cultura e da natureza). A avaliação ocorreu de forma contínua, por meio de observações, registros de painéis integrados, portfólios e autoavaliação digital coletiva através de QR-code. O envolvimento dos estudantes, a qualidade das produções e o fortalecimento do vínculo com a escola foram indicadores de sucesso.
O projeto possibilitou aprendizagens significativas ao articular ciência, cultura e ancestralidade. Os estudantes ampliaram sua compreensão sobre as propriedades das substâncias, as transformações da matéria e o valor nutricional e simbólico dos alimentos, reconhecendo a presença da ciência nas práticas cotidianas. O diálogo com a etnociência fortaleceu a autoestima e o pertencimento cultural, valorizando os saberes de cada participante como parte do conhecimento coletivo. As produções em barro, as receitas e as cantorias motivadoras revelaram identidades, memórias e afetos compartilhados, promovendo integração entre intergeracional. A prática também contribuiu para o fortalecimento da EJA como espaço de investigação e expressão, estimulando a autonomia, o pensamento crítico e a consciência ambiental O projeto consolidou-se como uma experiência de pertencimento e inovação pedagógica, na qual a cozinha e o barro tornaram-se espaços de encontro entre ciência, arte e cultura popular.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Fundamentação teórica e cultural

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação popular. São Paulo: Brasiliense, 2017.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 60ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2021.

FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação? Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2018.

LÉVI-STRAUSS, Claude. *O cru e o cozido". São Paulo: Cosac Naify, 2004.

SANTOS, Boaventura de Sousa. A gramática do tempo: para uma nova cultura política. São Paulo: Cortez, 2006.

PRIGOGINE, Ilya. A nova aliança: metamorfose da ciência. Brasília: Editora da UnB, 1997.

2. Educação, etnociência e sustentabilidade

BERNARDES, Maria Beatriz; MENEZES, Elenita. Educação, ciência e cultura: a etnociência na sala de aula. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, v. 7, n. 2, 2007.

SILVA, Paulo Rogério; LIMA, Maria de Fátima. Etnociência e educação: saberes locais e o ensino de ciências na EJA. Revista Ensaio, v. 23, n. 1, 2021.

OLIVEIRA, R. C. Etnociência: as ciências dos povos tradicionais e suas contribuições à educação científica. Revista de Educação, Ciências e Matemática, v. 9, n. 1, 2019.

CAPRA, Fritjof. As conexões ocultas: ciência para uma vida sustentável. São Paulo: Cultrix, 2002.

MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. 26ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2021.

3. Cultura alimentar, barro e ancestralidade

MONTANARI, Massimo. Comida como cultura. São Paulo: SENAC, 2008.

CASSIN, Barbara. O sal da vida: o que faz a vida valer a pena. Rio de Janeiro: Rocco, 2012.

MACIEL, Maria Lúcia. Sabores, saberes e fazeres: o alimento como patrimônio cultural. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2011.

CANCLINI, Néstor García. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. São Paulo: Edusp, 2008.

NASCIMENTO, Abdias. O quilombismo: documentos de uma militância pan-africanista. São Paulo: Perspectiva, 2019.

SILVA, Vânia Lúcia L. O barro, a panela e o fogo: tecnologias tradicionais e saberes femininos. Brasília: Editora IFB, 2020.

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O que o Barro quer?
O Barro toma a forma que você quiser!
Mãos no Barro fazendo panela!
Fritando os ovos!
Fogão à lenha na cozinha!
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