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Boas Práticas
Práticas integradas de assistentes sociais, professores e psicólogos
Falando com o Coração: Construindo Relações de Paz na Escola
Informações
Relato
Resultados Observados
UNIDADE DE ENSINO
CIEP Presidente João Goulart - 2ª CRE
Rua Alberto de Campos 12 - Ipanema

Anos Iniciais

AUTOR

THAIS DE OLIVEIRA TRINDADE

Professora de Educação Infantil do Municipio do Rio de Janeiro.Pós doutoranda em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica. Doutora em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Mestre em Psicologia Social pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Graduada pela Faculdade de Educação na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Pesquisa na área de Psicologia e Educação, principalmente a relação entre Família e Escola para o Desenvolvimento Infantil. Participa, atualmente, na linha de pesquisa Desenvolvimento e Cultura no Departamento de Psicologia Clínica da PUC-Rio. Sua pesquisa mais atual é sobre O desenvolvimento socio-emocional em bebês dos berçários do Municipio do Rio de Janeiro. Outra pesquisa recente é sobre os comportamentos Transgressores de Crianças de 4 a 5 anos da Educação Infantil Carioca.

CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professora de Educação Infantil

ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
5º ano
OBJETIVOS

Geral:

• Promover a cultura da paz na escola por meio da comunicação não violenta, melhorando a convivência entre os alunos do 5º ano.

Específicos:

• Desenvolver a empatia e a escuta ativa entre os estudantes.

• Estimular o reconhecimento e a expressão adequada de sentimentos e necessidades.

• Reduzir comportamentos agressivos e promover atitudes de respeito mútuo.

• Criar um espaço seguro para o diálogo e a resolução de conflitos.

PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Maio/8/20 até atualmente
Público
Aluno
Eixos de trabalho do NIAP
Convivências e Conflitos na Escola
Competências Gerais da BNCC

4. Utilizar diferentes linguagens - verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital -, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.

5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.

8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.

9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

O ambiente escolar é um espaço privilegiado para o desenvolvimento de competências socioemocionais, fundamentais para a convivência saudável entre os alunos. No entanto, é comum observar episódios de conflitos, agressões verbais e dificuldades na resolução pacífica de desentendimentos entre crianças do 5º ano. Diante disso, a proposta deste projeto é trabalhar a comunicação não violenta (CNV) como ferramenta para o fortalecimento das relações interpessoais, promovendo empatia, escuta ativa e respeito mútuo.

A CNV, desenvolvida por Marshall Rosenberg, propõe uma forma de comunicação baseada na observação, sentimento, necessidade e pedido — permitindo que os alunos expressem suas emoções e necessidades sem recorrer à agressividade ou julgamento. Acreditamos que, ao internalizar esses princípios desde cedo, os estudantes estarão mais preparados para lidar com conflitos de forma construtiva e ética. Dentre as estratégias didáticas, a primeira foi observar o comportamento do grupo todos juntos e em dois grupos separados pelo professor referência. Nos dois momentos, os estudantes demonstraram muita necessidade de fala sobre como se sentiam tratados com os professores da Unidade Escolar. Como estive presente semanalmente na UE fiz as dinâmicas de forma alternada, uma semana com o grupo todo e na semana seguinte em dois grupos. Ao longo do processo, os relatos eram muito referentes as falas agressivas dos professores. Com isso, fui observar algumas aulas e fiz anotações de falas deles também agressivas e fomos fazendo um trabalho sobre como nos comunicar uns com os outros. Primeiro entre seus pares e em seguida com os docentes. Ao longo do processo ficou perceptível que as algumas crianças não conseguiam identificar o que sentiam com aquelas falas, desta forma começamos a produção do Super Trunfo Divertidamente junto ao colaboratório do GET.

Os resultados estão acontecendo, além das trocas com os estudantes do 5º ano também foi feita a troca com o grupo docente. Em uma das proposta foi feito um Supertrunfo do Divertidamente em conjunto ao Colaboratorio do GET. Os estudantes jogaram o jogo tanto como vieis emocional, mas o professor regente também utilizou como recurso matemático. Observa-se hoje os estudantes mas calmos para se comunicar e expressar o que realmente querem. No inicio do projeto eram muitos gritos, batidas de portas e xingamentos. Hoje, é possível ver uma mudança na forma como os estudantes se comunicam, principalmente entre eles. Após algumas dinâmicas com os estudantes e professores foi vista uma mudança significativa nos comportamentos e rendimentos, apesar de ainda precisarem de mais momentos de escuta empática tanto para os estudantes, quanto para os professores.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

D’ansembourg, Thomas. Como se relacionar bem usando a comunicação não-violenta. São Paulo: Cultrix, 2013.

Mendes, D. M. L. Socialização da Emoção no Desenvolvimento Infantil. In: Pessoa, L. F., Mendes, D. M. L. F., & Seidl-de-Moura, M. L. (Orgs.). (2018). Parentalidade: diferentes perspectivas, evidências e experiências. Juruá.

J. Palácios, & Cols. Desenvolvimento Psicológico e Educação. Psicologia Evolutiva, v.1. 2ed. Artmed.

Rosenberg, Marshall B. Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. 9. ed. São Paulo: Ágora, 2006.

Rosenberg, Marshall B. A linguagem da paz em um mundo de conflitos. São Paulo: Ágora, 2019.

Rosenberg, Marshall B. Vivendo a Comunicação Não-Violenta: valores por trás das palavras. São Paulo: Ágora, 2009.

Stappen, Anne van. Caderno de exercícios de comunicação não-violenta. Tradução de Raquel Siqueira e Paulo Siqueira. Barueri: Matrix Editora, 2020.

Stappen, Anne van. Caderno de exercícios de comunicação não-violenta para crianças. Barueri: Matrix Editora, 2020.

Villachan-Lyra, P.; Queiroz, E, F. F. Moura; R. B. e Gil, M. Entendendo o desenvolvimento infantil: contribuições das neurociências e o papel das relações afetivas para pais e educadores. Recife. 2017.50p

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