Boas PráticasTATIANA BENTO DOS SANTOS
A assistente social Tatiana Bento é formada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pós graduada em Direitos Sociais e Competências Profissionais pela Universidade de Brasília (UnB). É servidora da Prefeitura do Rio de Janeiro há 16 anos e já atuou na política de Assistência Social e de Educação. Está no PROINAPE desde o início do programa.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Assistente social
SIMONE CAVALCANTI DO AMARAL
A assistente social Simone Amaral é formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e é servidora da Prefeitura do Rio de Janeiro há 16 anos e, desde então, atua na política de Educação. Está no PROINAPE desde o início do programa.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Assistente social
BRENDA DE CASSIA MONTEIRO SHALOM
A professora Brenda Shalom possui licenciatura em Biologia pela Universidade Santa Úrsula (USU). É professora da Rede Municipal de Educação há 13 anos e iniciou no PROINAPE em 2024.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professora
EDMILSON NASCIMENTO FREIRE
O professor Edmilson Freire possui licenciatura em Matemática pela Universidade Iguaçu (UNIG) e pós-graduação em Gestão Ambiental pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). É professor da Rede Municipal de Educação há 21 anos, atuou como Diretor de escola por 4 anos e está há 9 anos no PROINAPE.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professor
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
A gestão da escola relatou para a equipe PROINAPE um histórico de conflitos de um grupo específico de alunas matriculadas no 9º ano, mas com queixas registradas desde o 7º ano. O primeiro passo para a realização deste trabalho foi a avaliação dos riscos a que as adolescentes estavam submetidas no território, já que os conflitos aconteciam dentro e fora do ambiente escolar. A direção indica que, desde o 7º ano, algumas ações já haviam sido realizadas no âmbito pedagógico como a orientação às adolescentes, o atendimento aos responsáveis e encaminhamentos para a rede de proteção nos casos de maior risco social. Porém, os conflitos entre as estudantes permaneciam até o atual ano letivo. E, por isso, propomos a realização de rodas de conversa para que as jovens tivessem um espaço para dialogar, refletir e propor soluções para os conflitos que estavam ocorrendo.
Foram realizados diversos encontros na modalidade de roda de conversa, onde as adolescentes puderam conversar, em ambiente seguro, sobre os acontecimentos pessoais passados, os incômodos, as angústias e os não ditos até aquele momento. A partir disso, conseguimos refletir de modo mais amplo sobre: sororidade e as violências contra o feminino (mulheres, LGBTQIAP+); sobre o racismo e antirracismo (bullying e cyberbullying) na escola e na sociedade; sobre possibilidades de resolução de conflitos de forma não violenta; e como apoiar ações coletivas contra as violências de um modo geral. Ao final de cada grupo, a equipe realizava uma breve avaliação e indagava se as alunas gostariam de permanecer com os encontros e elas sempre avaliavam de forma positiva e que gostariam de retornar. Inclusive, sugeriram a participação de novas estudantes.
Nos primeiros encontros percebemos as adolescentes bem reativas, explosivas e acusando umas às outras, porém, durante os encontros e, de maneira gradual, a equipe PROINAPE observou que as alunas conseguiam dialogar de maneira mais cordial, até quando as opiniões eram divergentes. E as próprias alunas relatavam que o clima e a convivência entre elas estava melhor. "Não somos amigas, mas não brigamos mais" relatou uma delas.
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