Boas PráticasELISABETE DA CONCEICAO MADUREIRA DE OLIVEIRA
Sou uma profissional dedicada à educação, à arte e ao desenvolvimento humano, com trajetória marcada pelo compromisso com a aprendizagem significativa e o trabalho coletivo. Atuo como coordenadora pedagógica e educadora, promovendo práticas inclusivas, antirracistas e criativas que valorizam a diversidade e fortalecem o vínculo entre escola e comunidade. Tenho experiência na formação de professores, na elaboração de projetos pedagógicos e na condução de atividades lúdicas e artísticas voltadas à infância. Minha formação acadêmica inclui licenciatura plena em Educação Artística, com especialização em História da Arte. Acredito na educação como ferramenta de transformação social e dedico minha prática a inspirar, acolher e construir caminhos de conhecimento e afeto.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professora anos finais/Coordenadora Pedagógica
O projeto “Rodas de Conversa com o Grêmio Estudantil” foi desenvolvido com o objetivo de promover espaços de diálogo e reflexão entre os alunos sobre temas fundamentais como gênero, intolerância religiosa, antirracismo, bullying e inclusão, pilares que sustentam a proposta. A ação foi articulada ao Projeto Político-Pedagógico da escola, que valoriza o protagonismo juvenil, a convivência respeitosa e a formação cidadã.
A prática foi idealizada e mediada pela coordenação pedagógica, em parceria com as alunas integrantes do Grêmio Estudantil, que receberam orientações e participaram ativamente de todas as etapas do planejamento à execução das rodas. Essa mediação constante garantiu que as estudantes do Grêmio se tornassem multiplicadoras da cultura do respeito e da escuta entre os colegas, fortalecendo a autonomia e a responsabilidade social do grupo.
Cada roda de conversa foi planejada com estratégias didáticas específicas, adaptadas aos temas propostos, utilizando metodologias ativas e elementos lúdicos para favorecer o engajamento. Durante a roda sobre bullying, por exemplo, utilizou-se uma “caixinha de provocações”, em que os alunos sorteavam perguntas ou situações para refletirem e responderem coletivamente. Já nas rodas sobre gênero e inclusão, foi montado um “varal interativo” com roupas e acessórios de papel; ao escolher uma peça, o participante encontrava uma pergunta ou provocação relacionada ao tema, que servia como ponto de partida para o diálogo.
As rodas foram realizadas turma por turma, de modo itinerante, o que possibilitou envolver toda a comunidade escolar e garantir a participação de estudantes de diferentes faixas etárias. As discussões foram conduzidas de forma aberta e respeitosa, estimulando o pensamento crítico, a empatia e a valorização das diferenças.
Além dos debates, as turmas produziram registros visuais e reflexivos, como murais e frases inspiradoras, que passaram a integrar os corredores da escola, reforçando o compromisso coletivo com a convivência e o respeito mútuo.
Como resultado, observou-se o fortalecimento dos vínculos entre os alunos, a ampliação do diálogo sobre diversidade, a redução de situações de conflito e o desenvolvimento de competências socioemocionais, como empatia, cooperação e responsabilidade. A prática demonstrou que o protagonismo estudantil, aliado a estratégias criativas e dialógicas, é uma poderosa ferramenta para transformar o ambiente escolar e consolidar uma educação inclusiva, democrática e antirracista.
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