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Boas Práticas
Educação das Relações Étnico-Raciais
Meu tom, minha pele, minha história
Informações
Relato
Resultados Observados
UNIDADE DE ENSINO
CM Sempre Vida Fazenda Coqueiros - 8ª CRE
Estrada do Taquaral 602 - Bangu
Unidade não vocacionada
Educação Infantil

AUTOR

SANDRA QUEIROZ LIMA COELHO

Sandra Queiroz Lima tem 44 anos, é formada em Pedagogia e atualmente faz pós-graduação em psicopedagogia. Atua na Prefeitura do Rio desde 2014 e já atuou como professora articuladora em 2020.

CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professor de educação infantil

ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
Pré I
OBJETIVOS

Perceber que os traços físicos de cada criança remontam a sua herança familiar e étnica

Perceber que cada sujeito possui algo que o singulariza e que o torna semelhante dos demais

estimular a autoestima através da escuta e propostas.

HABILIDADES
Educação Infantil - Educação Infantil - Reconhecer-se enquanto sujeito pertencente a um grupo social que respeita e é respeitado por sua maneira de ser e de agir.
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Abril/5/20 até atualmente
PÁGINA(S) DA PRÁTICA/PROJETO NA INTERNET
Página 109 do RioEduca

Durante uma roda de conversa em sala de referência, onde as crianças falavam sobre suas vivências, uma das crianças falou sobre sua cor e neste momento reconheceu e disse a outra criança que a mesma era preta, a criança se recusou a essa fala e começou a chorar dizendo não ser. Partindo dessa escuta e episódio importantíssimo, surgiu então a proposta de apresentar para as crianças, não só uma fala sobre ser ou não ser, mas também valorizar a autoestima das crianças.

A proposta do bimestre era apresentar o funk carioca e suas personalidades. Nessa perspectiva apresentei o grupo Bonde do tigrão e mc Marcinho, através de fotos, músicas e muita conversa as crianças conheceram essas personalidades do funk. Uma apresentação foi ensaiada com a música do mc Marcinho para apresentar para as famílias. Após esse momento, demos iniciou a proposta antirracista, onde apresentei o mc Marcinho não só como um artista do funk, mas como um protagonista negro, dentro dessas falas, mostrando e incentivando as crianças a valorizarem seu tom de pele, sua cor, sua história. Apresentei o livro “Com qual penteado eu vou”, “Rê tinta” e o “Pé de Jamelão”, onde as crianças se sentiram representadas pelos personagens, percebendo as diferenças de cores, cabelos e histórias. Utilizamos os lápis cor de pele para realizar proposta com pintura. O objetivo dessas propostas era propiciar uma convivência em grupo, onde cada um respeitasse as singularidades de cada sujeito, percebendo os traços físicos, suas heranças familiares e étnicas e o incentivo a valorização da auto estima, se reconhecendo como sujeito único e capaz.

Percebendo interesse pela proposta inseri as crianças numa descoberta ainda maior, onde através da atividade da página 109, proposta RioEduca conheceram Angélica Dass, que apresenta um mosaico de fotografia, onde cada retrato é apresentado num papel de parede da cor correspondente ao da pele da pessoa. As crianças realizaram pintura individual com silhuetas de pessoas e, onde formamos um cartaz com tons de pele, cada criança reconhecendo sua cor, seu tom.

Também trouxe para essas vivências o artista Byron Kim, que tem como propostas pintura explorando identidade racial, através de foto colorida as crianças puderam conhecer o artista e sua obra sobre tons de pele. As crianças reproduziram a obra do artista através de pintura individual no papelão, seus tons de pele.

Após todas essas propostas, através das rodas de conversas percebo que as crianças falam sobre seus tons de pele e cabelos, se reconhecendo como importantes e também comparam os tons de pele dos amigos, se valorizando se sentindo importante como as personalidades negras.

Após a propostas as crianças queriam se parecer com os artistas e personagens do livro, se reconhecendo e valorizando sua historia e tons de pele.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Estevão Ribeiro. Rê tinta e o pé de jamelão. Nova Fronteira,2020.
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