Boas PráticasDarlen Faria
Meu nome é Darlen Faria, nasci na cidade do Rio de Janeiro, sou professora da Prefeitura do Município do Rio de Janeiro, (PEF 40horas) há mais de 20 anos. Leciono na escola Municipal 11.20.014- Holanda Bilíngue em Espanhol (11ª CRE). No corrente ano, leciono no segundo ano do ensino fundamental I. Graduada em Pedagogia - Licenciatura Plena, graduada em Direito e graduanda em História. Pós graduada em Psicopedagogia com especialização clínica e institucional, pós graduada em Educação Transformadora: Pedagogia, fundamentos e práticas, pós graduada em Didática do Ensino Superior. mestranda em Educação com ênfase em Políticas Públicas Educacionais. Possuo Curso de formação continuada de professores alfabetizadores do PNAIC- Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:PEF 40 HORAS
FLAVIA LUIZA DE SOUZA CAMPBELL
Me chamo Flávia Luiza de Souza Campbell. Carioca da Gema, nascida e criada no Rio de Janeiro, cidade a qual tenho muito amor. Professora do Ensino Fundamental - PEF 40 horas, na Prefeitura do Rio de Janeiro, lotada na Escola Municipal 11.20.014 Holanda Bilíngue em Espanhol, localizada na Ilha do Governador. Graduada em Pedagogia - Licenciatura Plena, e Nutrição. Pós graduanda em nutrição no transtorno do espectro autista. Atualmente, atuante nas duas áreas com público infantil. Trabalhei durante seis anos no cargo de AAEE - Agente de Apoio a Educação Especial, também na Prefeitura do Município do Rio de Janeiro., sendo acreditando na educação pública de qualidade com viés inclusivo e antirracista.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:PEF 40 HORAS
Objetivo Geral: Trabalhar o dia 08 de março (dia internacional da Mulher), através da apresentação da vida e obra de Carolina Maria de Jesus.
Objetivos específicos: Introduzir a autoria Carolina Maria de Jesus no repertório literário dos alunos; Apresentar o gênero textual biografia; apresentar o gênero textual diário. Promover a discussão sobre as situações vivenciadas no cotidiano dos alunos, deixando-os seguros e confortáveis para exporem seus sentimentos; estimular o gosto pela leitura e pela escrita; estimular a escrita espontânea; introduzir conhecimentos, atitudes, posturas e valores que eduquem cidadãos quanto ao seu pertencimento étnico racial.
A ideia surgiu como forma de trabalhar o dia da mulher, dentro de um cenário que provocasse reflexão, identificação e aprendizagens significativas.
Evitando a exploração da data comemorativa de forma rasa e superficial. Escolhemos homenagear Maria Carolina de Jesus, levando em conta que
sua vida e obra conversam com o contexto em que a escola Municipal Holanda está inserida, bem como as mazelas enfrentadas por quem mora na
favela. Localizada na comunidade do Guarabu, a escola está cercada por um ambiente precário, inseguro, com grande potencial traumatizante e violento
para nossas crianças. Carolina retrata a realidade enfrentada pelo nosso público alvo (crianças pobres e pretas, em sua maioria) e é, sem dúvidas,
uma grande fonte de inspiração para nossos alunos, a fim de reforçar e construir identidades pretas conscientes de sua beleza, potência e riqueza
cultural. Dentro do contexto da ambiência antirracista, a nossa prática deu-se pela apresentação da autora Carolina Maria de Jesus. Através de aulas dialógicas e interacionistas, as crianças conheceram um pouco mais sobre sua vida e obra sendo certo que, tal referência, foi um caminho para a valorização de trajetórias e vivências negras no país, trazendo diversas possibilidades de elucidações sobre o tema, e ao final, os alunos foram incentivados a produzir seus próprios diários. As referidas turmas estudaram a biografia da escritora e parte da sua obra QUARTO DE DESPEJO., que deu início no dia Internacional da Mulher. Foi de suma relevância todo o projeto, haja vista que, refletindo sobre o enredo, percebeu-se que existem muitas Carolinas nas famílias de nossos alunos. Mulheres negras têm uma bagagem, uma contribuição histórica e política, que não tem muita visibilidade para a sociedade, portanto, é fundamental entender que, a história do povo preto sempre existiu e tem muito a ensinar. Essa representação simbólica de Carolina faz com que as crianças tenham outro olhar: eu também passo por essa condição de vida e assim como ela eu posso ir adiante. É nossa tarefa abordar questões raciais em sala de aula, porque nosso público-alvo, em sua esmagadora maioria, são crianças pretas e pardas e que precisam desse contato com a representatividade para formar sua própria identidade. Essa proposta pedagógica dialoga não apenas com a lei 10.639, que instituiu a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e africana, mas também coaduna com a Gerência de Relações Étnico-Raciais – GERER , cujo objetivo é articular e fomentar políticas públicas educacionais de fortalecimento da identidade racial e antirracismo na SME/RJ.
BOURDIEU, Pierre. Escritos de Educação. Petrópolis: Vozes, 2018.
CURRÍCULO CARIOCA SME/RJ 2024. Disponível em:
http://www.rio.rj.gov.br/web/rioeduca/exibeconteudo/?id=10885079. Acesso em
agosto de 2024.
FERREIRO, Emília. Alfabetização em Processo. São Paulo: Cortez, 2016.
https://eadepf.rioeduca.rio.gov.br/ Acesso em 04/abril/2024.
PORTAL MULTIRIO. Disponível em : https://multirio.rio.rj.gov.br/materialrioeduca
Acesso em abril de 2024.
Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada de Carolina Maria de Jesus, publicado
em São Paulo pela Ática, em 2020.
SOARES.Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. São
Paulo: Contexto, 2020.
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