Boas PráticasJAQUELINE DA SILVA MEDEIROS
Mestra em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares (UFRRJ/2023). Especialista em Educação Especial: Desafios e Ações Pedagógicas (FSJT/2021). Aperfeiçoamento em Educação Especial e Inclusiva (CECIERJ/2021). Graduação em Pedagogia (UERJ/2017). Professora de Educação Infantil (SME/RJ). Atualmente exerce a função de Diretora Adjunta do E/CRE(07.16.811)Espaço de Desenvolvimento Infantil do Município do Rio de Janeiro (desde 2020)
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Diretora Adjunta
BIANCA SOARES DE FRANCA
Pedagoga, atua como professora de Educação Infantil na rede municipal da Cidade do Rio de Janeiro. Tem especialização em Educação Infantil e Alfabetização e Letramento.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professora de Educação Infantil - PEI
VIVIAN AMORIM DE SOUZA CASSIANO
Pedagoga. Especialista em Educação Infantil. Atualmente exerce a função de Professora Articuladora do E/CRE(07.16.811)Espaço de Desenvolvimento Infantil do Município do Rio de Janeiro (desde 2020). Professora Brincante desde 2002.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professora Articuladora _ PA
- Promover a valorização da diversidade étnico racial entre as crianças da educação infantil, utilizando a música como ferramenta de sensibilização e celebração da cultura afro-brasileira;
- Aproximar as crianças das tradições e valores afro-brasileiros; e
- Desenvolver habilidades cognitivas, afetivas e sociais.
Estratégias Didáticas Utilizadas:
A primeira estratégia adotada foi a seleção de músicas representativas da cultura afro-brasileira. Foram escolhidas canções de artistas como Dona Ivone Lara, Martinho da Vila, Elza Soares, Gilberto Gil, Tião de Carvalho, entre outros, que abordam temáticas ligadas à identidade afro-brasileira, à resistência e à celebração da negritude. As músicas foram apresentadas para as crianças em momentos de roda de música, onde o foco era a escuta atenta, a experimentação dos ritmos e a interação com os sons. Durante as audições, eram feitas perguntas para provocar a reflexão sobre o que cada música transmitia e como cada elemento sonoro se relacionava com a cultura afro-brasileira.
As crianças foram incentivadas a experimentar os ritmos afro-brasileiros por meio de atividades práticas de movimento e percussão. Utilizamos instrumentos de percussão simples, como tambores, atabaques, pandeiros e agogôs, confeccionados pelas crianças juntamente com suas famílias para que pudessem vivenciar de forma concreta os sons característicos dessas manifestações culturais. Para complementar a experiência, foi realizada atividades de expressão corporal e artística, como a pintura de máscaras e brincadeiras de origem africana.
As crianças foram convidadas a desenhar ou pintar máscaras. Também participaram de uma atividade de dança e movimento, onde foram ensinados passos simples inspirados em danças afro-brasileiras, como a dança Minuê, permitindo que a expressão corporal fosse utilizada como um meio de reforçar o aprendizado dos ritmos e das histórias.
Para aprofundar a compreensão sobre a importância da cultura afro-brasileira, foram realizadas sessões de contação de histórias, como a história Amoras de Emicida, O Cabelo de Mola de Alexsander Rezende e Amor de Cabelo de Matthew A. Cherry. Essas narrativas abordaram elementos da cultura afro-brasileira e suas influências na formação da identidade nacional.
As atividades alinhadas com os princípios do Projeto Político Pedagógico da escola, que valoriza a formação integral das crianças, respeitando suas identidades culturais e promovendo um ambiente de aprendizado inclusivo e diverso. Ao explorar a cultura afro-brasileira de maneira lúdica e criativa, a prática contribui para a construção de uma sociedade mais igualitária, sensibilizando as crianças para a importância do respeito às diferenças étnico raciais desde a infância.
Ao trabalhar com a musicalidade afro-brasileira, as crianças não apenas desenvolvem habilidades cognitivas e sensoriais, mas também constroem uma identidade mais consciente e plural, essencial para sua formação como cidadãos críticos e respeitosos.
BENTO, Patrícia Kersch Pedrosa. Pedagogia e escuta responsiva – A Cultura da Infância por Práticas pedagógicas Dialógicas. São Carlos: Pedro & João Editores, 2021.
BRASIL. Revisão das Diretrizes Curriculares nacionais para a educação Infantil. In: Brasil. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Currículos e Educação Integral. Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013. p. 80-100.
BRASIL, Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Brasília, DF, 2017. Acesso em 10 set. 2024.
EMICIDA. Amoras. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
REZENDE, Alexsander. Cabelo de mola. São Paulo: Editora V&R, 2016.
SOARES, Luísa Ducla. Meninos de todas as cores. 3. ed. São Paulo: Editora Ática, 2010.
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