ACESSIBILIDADE:
Acessibilidade: Aumentar Fonte Acessibilidade: Retornar Fonte ao Tamanho Original Acessibilidade: Diminuir Fonte
Ícone do YouTube Ícone do Instagram Ícone do Tik Tok Ícone do Facebook WhatsApp
Ícone Sanduíche para Navegação
Logotipo do Projeto Cartografias de Boas Práticas da Rede Navegue pelo mapa e conheça as diferentes ações escritas e promovidas por profissionais de toda a nossa Rede.
Boas Práticas
Educação das Relações Étnico-Raciais
Autorretrato
Informações
Relato
Resultados Observados
UNIDADE DE ENSINO
CIEP Presidente Tancredo Neves - 2ª CRE
Rua do Catete 77 - Catete

Anos Iniciais

AUTOR

MARIA DO CARMO DE MORAIS MATA RODRIGUES

Doutora e mestra em Educação pelo ProPEd/UERJ, Pós-graduada em Psicopedagogia FERP e graduada em Pedagogia UFRJ. Hoje atuo como professora tutora do curso de licenciatura em Pedagogia online/UERJ e PEF na SMERJ.

CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:PEF

ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
5º ano
OBJETIVOS

Para Munanga, “os que pensam que a situação do negro no Brasil é apenas uma questão econômica e não racista, não fazem esforço para entender como as práticas racistas impedem ao negro o acesso na participação e na ascensão econômica”(2009, p.19). Dessa forma, faz-se urgente uma educação antirracista e que valorize a identidade, pois para ele: “a recuperação dessa identidade começa pela aceitação dos atributos físicos de sua negritude, antes de atingir os atributos culturais, mentais, intelectuais, morais e psicológicos, pois o corpo constitui a sede material de todos os aspectos da identidade.”(2009,p.19)

Pensando nisso, nossa primeira prática foi direcionada ao “Autorretrato”. Quem somos Nós? De onde viemos? Onde vivemos? O que desejamos para nossos futuros? E muitos outros questionamentos valorizando o fato de que somos um povo miscigenado oriundo dos povos indígenas, africanos e europeus.

HABILIDADES
5º ano - Anos Iniciais - Compartilhar dados pessoais, os próprios e os do outro, como: nome,  idade,  origem, data de nascimento, família.
5º ano - Anos Iniciais - Identificar a existência de migrantes de diferentes origens e nacionalidades no bairro onde mora ou na cidade, destacando a importância da integração e valorização das múltiplas culturas.
5º ano - Anos Iniciais - Valorizar o respeito à diversidade e à pluralidade da sociedade brasileira, buscando exemplos de aplicação desses pressupostos no cotidiano da vida social e escolar.
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Abril/2/20 até atualmente

Iniciamos o ano de 2024 com o projeto anual escolar que abordava “Identidade, Território e Cultura” em consonância ao aprendizado e vivência das Leis 10.639/03 e 11645/08 que torna obrigatório o estudo da história e cultura indígena e afro-brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio. Nosso público mora predominantemente nas favelas Tavares Bastos e Santo Amaro e as crianças são em sua maioria negras.

Por acreditar que o percurso formativo precisa ser constante, principalmente nas questões da ERER, apresentamos apenas a primeira prática de nosso cotidiano na sala de aula e para além dela. Essa é a primeira que se desdobra em diversas ações e práticas e não somente em uma atividade.

Nossas práticas estão atreladas a projetos educativos com o entendimento de que somos mediadoras do processo e que o protagonismo da aprendizagem é do estudante. Sempre os encorajamos para conversas potentes, através dos “usos” - como nos diz Certeau (2017,p.87) -, uma arte muito antiga de “fazer com” todos os sentidos (visão, olfato, tato, paladar e audição – Alves 2008), no intuito de desenvolver o pensamento crítico de nossos estudantes. Buscamos fazer/pensar a partir de nossas práticas cotidianas.

Após rodas de conversas, exibição de curtas da produtora Raízes do Brasil que apresenta "Os africanos", "Os indígenas" e "Os portugueses", além de outros encontrados na rede que expressam como foi o processo de invasão do território brasileiro, buscamos valorizar a história, com diversos questionamentos, tais como: Quem eram os escravizados? Como aconteceu esse processo? Qual era o objetivo do europeu? Como valorizar a beleza dos traços étnico-raciais? Por que houve o apagamento dessa beleza por tantos anos? Quais eram as expressões racistas que não são mais aceitas? Só então partimos para a representação através de desenhos de nós mesmos. Realizamos murais com as imagens criadas pelas crianças e utilizamos os lápis de cor de pele para elucidar nossa diversidade e verdadeiramente nos representarem. Nós professoras, também nos incluímos nessa atividade.

Sabemos que há muito, muito a aprender e dialogar. Sabemos também que a ERER deve ser cotidiana. Todo o processo vivenciado pelas crianças e professoras, transformaram a todos os envolvidos, inclusive a comunidade que viu as paredes da escola com muita produção artística e escrita sobre ERER. As crianças ampliaram autoestima e a potência de criação, crendo na sua beleza, inteligência, força e habilidades oriundas de seus ancestrais. Conheceram histórias de um povo que se formou no território brasileiro e que soube resistir e criar. De um povo herdeiro de guerreiros, reis, sábios, ferreiros, conselheiros, curandeiros...A partir desse primeiro reconhecimento, as crianças desenvolveram o empoderamento pessoal e a confiança em seus posicionamentos e criações. Esperamos que esse tipo de trabalho receba a luz de nossa ancestralidade para que um dia tenhamos um país e um mundo com respeito, solidariedade e igualdade.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALVES,N. Decifrando o pergaminho - os cotidianos das escolas nas lógicas das redes educativas. In ALVES, Nilda; OLIVEIRA, Inês Barbosa de (orgs). Pesquisa nos/dos/com os cotidianos das escolas – sobre redes de saberes. Petrópolis: DP et Alii, 2008.

FRESQUET, Adriana. Cinema e Educação: reflexões e experiências com professores e estudantes da educação básica dentro e “fora” da escola. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.

MUNANGA, Kabengele. Negritude – Usos e sentidos –Ed. Autêntica. 2009.

Guia: Educação para as relações étnico-raciais - Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro - 2024

Rio Educa – Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro - 2024

Registros
IMAGENS
PDFs
Envie sua mensagem
E aí, professor(a)?

Gostou dessa ação, tem alguma sugestão ou quer tirar alguma dúvida com este(a) professor(a)? Mande uma mensagem para ele(a) aqui. As Cartografias também consistem neste espaço de trocas e compartilhamentos do que se produz na Rede Municipal de Educação carioca.