Boas PráticasCLAUDIA MARIA VICENTE FERREIRA DE VASCONCELOS
Bacharel em Dança pela UFRJ, onde foi bolsista de iniciação cientifica pelo Projeto de Pesquisa em Cinema e Dança (PACDAN) e monitora do Laboratório de Arte e Educação durante o Projeto Vertentes Culturais Tiradente MG
Atuou no nucleo de Teatro do Oprimido da comunidade de Vila Kennedy de 1992 a 1996, onde até hoje, mantém um espaço de Arte para crianças de 4 a 15 anos.
Como educadora do Muncipio do Rio de Janeiro atuou em sala de leitura e na direção adjunta do CIEP Doutel de Andrade em Campo Grande
Pós Graduada em Pisicopedagogia e Neuropisicopedagogia
Atualmente atende a turmas de alfabetização nos anos iniciais onde desenvolveu o projeto "Povo Xavante-Povo de Luz" em parceria com a professora de roda de leitura, essa pesquisa foi motivada pelo fato da professora Claudia ser descendente do indios Goytacazes e sua familia preservar as memórias de seus ancestrais com orgulho.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professor Regente I
SIMONE FREITAS CAPOTE
Graduada em Educação Física
Professora da Rede Municipal da Cidade do Río de Janeiro desde o ano de 2003 (lecionando: Educação Física, Dança e Eletiva Roda de Leitura).
Pós graduada em Psicomotricidade, Dança e Educação, e Neuropsicopedagogia.
Graduanda em em Dança (2023).
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professora de Educação Física
Usar os ensaios e a pesquisa coreográfica para a desconstrução do preconceito racial em relação aos povos indigenas, partindo dos questionamentos levantados pela professora da turma, Claudia Vasconcelos, que é descendente da etnia Goytacás, sobre os esteriotipos e erros de fala ligados aos povos indígenas.
E partindo do fato de que a educação tem como fundamento a transformação da consciência por meio do conhecimento, a análise e a capacidade de pensar sobre a cultura do outro, podendo, assim, formar o entendimento da diversidade e do caminho para a desconstrução do preconceito a professora de Roda de Leitura, Simone Capote, sugeriu uma parceria de pesquisa e letramento que culminou com a apresentação na Mostra de Dança.
O trabalho artístico pedagógico teve seu início no mês de junho, onde foi apresentado a turma 1201, um documentário sobre o Povo Xavante, seus costumes, cultura, e principalmente como as crianças se desenvolvem. A partir de rodas de conversas , vídeos com matérias da vida Xavante, artesanato adaptado do que representa o Povo Xavante, músicas, começamos a produção coreográfica, baseada também na relação do Povo Xavante com a natureza.
A integração com a alfabetização partiu de rodas de conversas nas quais a professora Claudia falou sobre a origem de sua familias e contou sobre a história de seus bisavós, uma jovem indigena e um navegante espanhol, com registros das falas e impressões das crianças em desenhos, frases e textos coletivos.
Através da arte, as crianças compreendiam melhor as informações e, de maneira prazerosa e natural foi possível ensinar letras, números, cores, para isso usamos letras de canções, textos explicativos, vídeos e rimas, essa experiencia auxiliou na escrita, leitura e interpretação de textos e ao final do anos letivo turma atingiu ótimos resultas na escrita e na produção de texto,orientamos nossas acões e planejamento nas quatro as principais estratégias de leitura: seleção, antecipação, inferência e verificação.
O objetivo final do trabalho era produzir um trabalho artistico e ao mesmo tempo investir no aprendizado da língua escrita sempre levando em conta os cinco eixos fundamentais: 1-Compreensão e valorização da cultura escrita (Ao mesmo tempo trazar à luz palavras da cultura indigenas e comparar o uso das letras); 2-Apropriação do sistema de escrita (Ao mesmo tempo perceber os simbolos que compoem as palaras de na lingua original de nossa terra); 3-Leitura e interpretação de textos; 4-Produção de textos escritos; 5-Desenvolvimento da fluência em oralidade.
Esse objetivo foi alcançado pela integração e trabalho conjunto de Roda de Leitura e planejamento de atividades no cotidiano da turma, onde o respeito e interesse pela história da nossa cultura foi transformado em assunto diário.
Através da realização do projeto artístico, as crianças desenvolveram sentimentos de auto-estima, capacidade de representar o simbólico, analisando, avaliando e fazendo interpretações, desenvolvendo habilidades específicas da área das artes e ao mesmo tempo ampliaram o vocabulário, conheceram e registraram a história do povo brasileiro e desenvolveram o gosto pela rima e pela produção de textos coletivos.
Também se tornaram mais conscientes das diferenças que devem ser respeitadas, em relação ao aspecto físico, participando dos ensaios as crianças tiveram uma grande mudança no desenvolvimento cognitivo e motor, com brincadeiras que acompanhem cada etapa dos ensaios eles exploraram todo o corpo, usaram a imaginação e socializaram com outras crianças, dessa forma seu desenvolvimento foi completo.
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