Boas PráticasSAMANTA SAMIRA NOGUEIRA RODRIGUES
Professora de Língua Portuguesa (SME-RJ). Doutora em Estudos Literários (UERJ) com Pós-doutorado em Letras (UERJ). Mestra em Educação (UFRRJ). Atua também como parecerista ad hoc de revistas acadêmicas e como revisora. Minhas pesquisas e práticas são dedicadas a temas que relacionam língua, literatura e sociedade; leitura e ensino; exercícios de autoria (oral e escrita); e a leitura de textos não verbais.
Música e outras produções audiovisuais são meios de diálogos constantes em minhas aulas. Acredito em práticas não restritas durante todo o tempo ao espaço físico da sala de aula, delimitado por paredes e cadeiras, pelo entendimento da necessidade de expansão do corpo, da voz, dos movimentos que nos formam. Assim, outros espaços da escola podem ser usados como lugar para aulas e exercícios. Junto a isso, defendo a importância do acesso à cidade, a visita a centros culturais, bibliotecas e livrarias, forma de apresentar novos espaços para crescer.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professora de Ensino Fundamental / Língua Portuguesa
CLAUDIANE TORRES DA SILVA
Professora de História do GET Joaquim Nabuco, doutora em História, Política e Bens Culturais pela FGV/Cpdoc, coordenadora de equipe do Pré-vestibular Cecierj, coordenadora do Chão de Escola no site do LEHMT/UFRJ.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR:Professora de Ensino Fundamental / História
OBJETIVO GERAL:
Construir um trabalho contínuo com base em uma educação para a consciência racial.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
. Promover espaços para leituras acerca da temática étnico-racial;
. Apresentar, considerando os fatos históricos sobre a formação do Brasil, "a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil" (Brasil, 2003);
. Estabelecer diálogos entre leituras em Língua Portuguesa e conteúdos de História.
Em uma escola pública, alguém de fora pode se surpreender ao ouvir alunas e alunos se declarando não negros, porque, aos olhos dos de fora, que não os conhecem, a maioria é negra. Ainda que seja (como no nosso caso), o Ensino Fundamental - Anos Finais é a fase em que muitos experienciam pela primeira vez o racismo, nas ruas ou mesmo entre colegas. É dificultoso a muitos entender o que acontece, por ainda estarem se entendendo, se percebendo na sociedade, e aprendendo a nomear o que muitas vezes é disfarçado de brincadeira.
As disciplinas de Língua Portuguesa e História se unem neste projeto por meio do encontro entre duas professoras que têm como um de seus principais assuntos de interesse o trabalho para uma educação antirracista, construída por meio de leituras que provoquem e promovam consciência social e racial. Isso é um compromisso e os trabalhos realizados com as turmas durante um ano comprovam essa união.
Em Língua Portuguesa, a construção de momentos de leitura em várias etapas: livros dispostos para a livre escolha por alunas e alunos; leitura de imagens, incluindo o reconhecimento das autoras e autores; de trechos; elaboração de habilidades como identificar a ideia principal do texto, sua finalidade e a organização de resumos sobre o texto; perguntas de provocação em sala de aula (exemplo: onde está o racismo que só quem é negro vê?; ou: se o racismo acabasse amanhã, o que você faria?); escrita de conselhos sobre corpo e identidade; relatos de experiência; discussão de casos; e criação de poemas e paráfrases.
Em História, os fatos sobre a formação do Brasil, desde o tráfico negreiro até os ecos na sociedade atual, bem como as reflexões sobre a contribuição de pessoas negras nas mais variadas áreas do conhecimento, propicia aos alunos o entendimento das realidades que vivemos. Sob esse olhar, pesquisas feitas pelos alunos e orientadas pela professora sobre personalidades negras; e sobre termos como 'representatividade', 'antirracismo', e 'ações antirracistas'.
Brasil. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-brasileira”, e dá outras providências.
Diouf, Sylviane A. As tranças de Bintou. Tradução de Charles Cosac. 2. ed. São Paulo: Cosac Naify, 2010.
Emicida. Amoras. São Paulo: Cia. das Letrinhas, 2018.
Evaristo, Conceição. Becos da Memória. Rio de Janeiro: Pallas, 2017.
Martins, Geovani. O sol na cabeça. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
Rio de Janeiro. Secretaria Municipal de Educação. Guia: Educação para as Relações Étnico-Raciais: 20 anos da Lei 10.639/03.
Rio de Janeiro. Secretaria Municipal de Educação. Material RioEduca. 6º ano. 2024.
Rio de Janeiro. Secretaria Municipal de Educação. Material RioEduca. 7º ano. 2023.
Rio de Janeiro. Secretaria Municipal de Educação. Material RioEduca. 7º ano. 2024.
Rio de Janeiro. Secretaria Municipal de Educação. Material RioEduca. 8º ano. 2024.
Rio de Janeiro. Secretaria Municipal de Educação. Material RioEduca. 9º ano. 2024.
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